FORA
RENAN!
sexta-feira, 5 de julho de 2013
FORA RENAN!
Para os políticos
brasileiros o clamor das ruas, ou a voz rouca das ruas, não tem significado,
não para eles, assim vemos com o
presidente da câmara Henrique Eduardo Alves utilizou um avião da FAB para levar
amigos e familiares para assistir ao jogo do Brasil contra a Espanha e Renan
Calheiros teve o desplante de requisitar um avião também da FAB para assistir
ao casamento da filha de um senador lá na Bahia, o primeiro ainda diz que vai
pagar os gastos da viagem , já Renan, diz que não paga mesmo já que tem direito
a esta mordomia, o que não é verdade, pois pelo regulamento, esta regalia não existe.
Enquanto isto, nossa
competente presidentA está completamente perdida com a sua intenção de fazer um
plebiscito para a reforma política, reforma esta que já vem sendo empurrada com
a barriga pelos políticos há muitos anos. Ela recuou da ideia e depois recuou
do recuo e voltou a insistir no assunto, completamente desvinculado do que
pedem os brasileiros em suas manifestações, em seus protestos. O que eles querem
e exigem está perfeitamente dentro das
forças da presidentA, basta que ela queira: acabar com a corrupção, acabar com
a roubalheira desbragada que segundo cálculos de especialistas atingiu o
absurdo de 80 bilhões de reais só no ano passado, melhoria na saúde, na educação
e na segurança. Nada disso depende da reforma política. Vejam bem, o que vai
ser perguntado num eventual plebiscito:
você é a favor ou contra o financiamento de campanha pelo governo? Você
é contra ou a favor do voto distrital, ou distrital misto? Ou lista? Se você é
contra ou favor da diminuição do número de deputados e senadores, se diminuir,
qual será a proporção por estado? A distorção sobre a representação de cada
estado vai continuar? É uma série de perguntas que nem o Congresso, nem o Supremo
nem o Executivo conseguiram resolver e tenta assim, nossa presidentA jogar o
problema para o eleitor, pois segundo suas declarações o eleitor tem sim
capacidade para julgar, você acha que tem?
Caso esta ideia do
plebiscito vingue, o que disto resultaria seria um completo monstrengo,
pois além de inviável e inoportuna, a iniciativa do governo trata-se tão
somente de uma tentativa de transferir para o Congresso Nacional o desgaste do
governo perante a opinião pública. Ora, além disto, como um Congresso, o mais
corrupto dos que já tivemos teria moral para uma responsabilidade destas?
Voltando ao assunto dos
presidentes do Senado e da Câmara, a atitude dos mesmos é acintosa, mormente
quando o povo ainda está nas ruas protestando contra tanta safadeza dos
políticos, eles não se tocam, a reclamação não é com eles, pois eles se julgam
acima do bem e do mal, como o ex-presidente Lulla, acham que são recobertos de
teflon...
Os gritos de “Fora Renan”
nos protestos e o título desta crônica são assim plenamente justificados!
quinta-feira, 4 de julho de 2013
DONA DILMA NÃO QUER ENTENDER - HUMBERTO DE LUNA FREIRE FILHO
Parece que a quadrilha oficial ainda não entendeu o que a sociedade brasileira
está querendo dizer com as manifestações de rua. Vou me dirigir à chefe: Dona
Dilma, todos nós já conhecemos suas limitações intelectuais, já sabemos de sua
incapacidade administrativa, e que suas decisões carecem de aval do Exu de
Garanhuns, mesmo ele estando há muito escondido. Mas, como sou
otimista, acredito que entre os seus asseclas, possa haver alguém capaz de
raciocinar e lhe orientar no sentido de não levar o país ao caos econômico, à
degradação moral, e pior, à quebra das normas institucionais.
Saiba que a sociedade brasileira é maior do que o bolsa-família, somada ao
bolsa ditadura, suas principais fontes de voto. Nós, cidadãos de classe
média pensamos, não somos débeis mentais. O cidadão brasileiro que trabalha e
produz não é seu empregado, você é que é nossa empregada, pagamos o seu salário.
Ponha no saco a sua arrogância; o Brasil não é chiqueiro nem capitania
hereditária do PT. Não tente nos ludibriar com pronunciamentos hipócritas e
ridículos que só beneficiam sua turma, além de ser uma atentado contra o regime
democrático e de direito. As ruas dizem que excluindo-se o universo tudo mais
tem limite. Acredite, é verdade.
O brasileiro não aceita sua proposta de reforma política, principalmente
feita por esse congresso, o mais corrupto que já surgiu na história do Brasil.
Nós não temos um poder Legislativo com crédito suficiente e muito menos com
independência para tomar decisões de tamanha importância para a vida do país. Na
verdade, nós temos duas fossas ligadas por um respirador, chamado popularmente
pelos visitantes de "túnel do tempo", e comandadas atualmente por dois
fisiologistas. Dois elementos comprovadamente corruptos que lhes lambem
os pés após as reuniões de conchavos que ocorrem no porão de seu palácio,
geralmente na calada da noite com farta liberação de uma excrescência, chamada
pomposamente na República de Macunaíma de emenda parlamentar.
Finalmente a sua proposta de tornar corrupção crime hediondo não passa de
uma piada. O seu partido, conhecedor da frouxa legislação do país e em
beneficio próprio, resolveu institucionalizar a corrupção. Fato esse de fácil
constatação, haja vista que a bandidagem que comandou o mensalão, mesmo após o
julgamento que resultou em condenação, continua fora da cadeia e muitos deles
frequentando a pocilga que seu governo chama de Congresso, e
sendo vergonhosamente pagos pelo contribuinte. Quanto ao que seu
blá-blá-bla diretamente me diz respeito, como profissional da saúde, lhe digo
que não aceito a presença de médicos cubanos. Confesso desde já que irei
boicotá-los, usando de todos os meios que me forem possíveis sem medo de
represálias por parte de quem quer que seja.
Humberto de Luna Freire Filho, médico
quarta-feira, 3 de julho de 2013
HORA DE REAGIR: É MAIS UM GOLPE DO PETISMO - SÉRGIO P. MUNIZ COSTA
- Publicado em Terça, 02 Julho 2013 20:25
- Escrito por Sérgio P. Muniz Costa
A resultante
das manifestações que ocorrem no País não poderia deixar de ser política e a
essa altura ela está por demais evidente.
O Executivo se arroga a convocar um
plebiscito sem que ninguém saiba o que será perguntado à população, mas que vai
acontecer de acordo com a vontade dele. Se o noticiado envolvimento de setores
do governo com os primeiros incidentes nas ruas e se a pressão de cúpula
exercida pelo Planalto sobre o Congresso, em sincronia com a pressão de base não
fossem suficientes para concluir sobre a manipulação do movimento pelo PT, o
ululante "a quem interessa?" não deixa dúvidas.
O que começou como ato popular por causas
tidas como justas adquiriu uma dinâmica que agora prescinde de motivos e
justificativas para espalhar o caos nas ruas e alimentar a pressão sobre as
instituições e lideranças políticas. Protesta-se sem saber mais por quê. As
manifestações que tomaram de início o cenário cívico das cidades se deslocou
para as periferias, numa manobra estratégica que vai reposicioná-las nos
espaços controlados pelo PT, onde há os maiores problemas de segurança pública,
o que gera um potencial de agitação e violência muito maior. O que aconteceu na
Maré, no Rio, é uma pálida amostra do que pode vir.
Em um cenário ampliado, assiste-se à
tentativa petista de romper o impasse decorrente do esgotamento político,
econômico e moral da fórmula lulista. A resultante disso, materializada na
insatisfação crescente da população, na aproximação entre oposicionistas e
setores que apoiam o governo e na inevitabilidade do desenlace do Mensalão,
delineiam um revés em 2014 que o PT deseja evitar a todo custo.
Não é possível garantir a via que o PT
profundo vai priorizar nos próximos passos: se a radicalização direta que leve a
um vácuo de poder, ou a combinação da pressão de cúpula e de base que dá os seus
primeiros frutos. Repete-se o golpismo quadrienal que o PT pratica desde que
assumiu o poder: em 2005, no Mensalão; em 2009, com o pacote de medidas contra a
imprensa, forças armadas e agronegócio; e, agora, com o emprego de seus
satélites ideológicos radicais para agitação popular, como sempre, no ano
anterior à eleição. É, golpe mesmo, mais um, mais grave e melhor
elaborado.
A oposição liberal ao regime de 1964, que
emergiu vitoriosa em 1985 e fundou a atual República, está sendo suprimida e,
com ela, a democracia no Brasil. Cabe perguntar como chegamos a esse ponto e as
razões resultam da história recente do País.
Um autoritarismo que se reconhecia como tal
e que pregava a auto-extinção é julgado univocamente por um autoritarismo muito
mais abrangente que pretende se eternizar no poder, e pior, sob o manto
democrático.
A batalha pela história está sendo vencida
pela esquerda revolucionária, que conseguiu calar seus companheiros de palanque
das Diretas Já, apagou suas responsabilidades pela ruptura em 1964 e pelo
posterior endurecimento do regime e, por fim, suprimiu da agenda nacional o
potencial de livre iniciativa, autonomia e valorização da atividade produtiva
surgida na década de 1970, substituindo-o pela quimera do Estado.
Neste momento, o maior risco, aquele que
abre um caminho sombrio para o Brasil, é o eclipse das lideranças politicas
comprometidas com a liberdade e a democracia no País. Não é só o PMDB a bola da
vez, mas todos os partidos.
As lideranças políticas têm de vir a
público nas tribunas, nas ruas, nos jornais, nas TV, rádios, em todos os espaços
possíveis, para denunciar o que acontece. Se estamos falando em fim de conchavos
e acordos de gabinetes que corroem a representatividade política no País, este é
o primeiro passo da atitude que tem duas pernas e que há de impedir os efeitos
do tsunami que já secou a praia: reação política e resiliência institucional.
Sérgio Paulo Muniz Costa é
historiador
--
terça-feira, 2 de julho de 2013
PLEBISCITO E REFERENDO, NÃO!
Dona Dilma, tentando
capitalizar as manifestações populares, como se não fosse contra o seu governo
e o de seu padrinho e guru, está tentando atrair os líderes da oposição para
uma frente ampla para o plebiscito ou referendo, o que ninguém está pedindo. O
que o povo pede é o básico que qualquer governo, com um mínimo de compostura e
de capacidade, já deveria ter feito há tempos: fim da corrupção desbragada que
consome o pais como um câncer, melhoria na saúde, na segurança e na educação,
sem contar as outras inúmeras reivindicações presentes nas passeatas.
Para isto não precisamos
de plebiscitos ou referendos, em cujo bojo, certamente a presidente e seus
apoiadores, aproveitando-se da ignorância do nosso povo certamente incluirão
cláusulas que só viriam a beneficiar os corruptos de plantão, uma reforma para
valer teria que ser feita com muita calma, com muita prudência, com muito
estudo e, sobretudo, por gente honesta. Para analistas políticos, na realidade,
esta proposta totalmente equivocada não tem outra finalidade se não desviar o
foco da reivindicações populares.
Outra coisa, bastante
citada nas manifestações foram os gastos astronômicos com os estádios de
futebol para Copa e também para as Olimpíadas, herança que nos deixou o
ex-presidente. Por falar em Copa, com medo de uma eventual derrota do Brasil
para a Espanha, ninguém, da alta cúpula se atreveu a fazer a entrega das taças
e medalhas, e se o Brasil perdesse?
E os empréstimos
absurdos com dinheiro do BNDS, nosso dinheiro, pra governos corruptos e sanguinários
como Cuba, Sudão e outros, mantidos sob segredo de estado? Qual a explicação?
Espero que o Congresso
Nacional pressione o governo e que tanto
os empréstimos como as doações sejam cancelados, o BNDS é para o
desenvolvimento do Brasil e não de empreiteiras amigas e outros países.
A perda de popularidade
da presidente Dilma nos últimos dias certamente tem deixado sem dormir a alta
cúpula governista, assim espero, pois sem dormir, com tantos problemas, já
estamos nós há muito tempo!
sexta-feira, 28 de junho de 2013
A FARSA DE ESTELA E O RETROCESSSO REVOLUCIONÁRIO - MARCO ANTONIO DOS SANTOS
A FARSA DE ESTELA E O RETROCESSSO REVOLUCIONÁRIO
Nos últimos dias a camarada Estela (*) teve uma recaída de tempos de outrora, quando militava em organizações “revolucionárias”. Desejava o que todos desejamos, o bem comum e liberdade. Naquele período histórico, que ela tenta contar diferente do acontecido, ela podia produzir tramas de engodo e dissimulação. Agora, tais artifícios podem conduzir á morte política a presidente Dilma, sua interface com o mundo republicano e democrático, além de levar o país à ruína e ao caos social.
Ao protagonizar protocolares reuniões com ministros, assessores, governadores e prefeitos e outros entes da classe política, à guisa de encaminhar soluções para a crise política que está levando, faz pelo menos três semanas, multidões às ruas para protestar contra a anomia instalada no país, além do descalabro em que se encontra o Brasil, em termos de saúde e segurança públicas, educação, transporte e outros itens de infraestrutura, a camarada Estela (não era Dilma quem lá estava, quase certeza), produziu tremenda tentativa de desvio de foco.
Eximiu – se de responsabilidade, transferindo – a para os assistentes de seu discurso, para o Legislativo e para o Judiciário. Como nos velhos tempos, o problema é dos outros e a revolução foi perdida porque o povo não prestava.
O conhecimento popular reza que todo mentiroso usa de três artifícios básicos: a transferência de responsabilidade, a construção de uma estória lógica e o desvio de foco do assunto. Aliás, isso era até treinado em organizações subversivas para uso quando o militante fosse preso ou abordado pelos homens da lei. Mas ali estava Estela, não Dilma.
Agora a mídia só fala de referendo, plebiscito e constituinte. Não exatamente os problemas que geraram a crise ou são da alçada do Executivo republicano.
Especialistas de todas as plumagens discutem diante das câmeras das emissoras de tevê, em termos de “advocatês” clássico, o que o povo não está perguntando, no momento.
O que o povo quer saber é porque foram construídas monumentais arenas de espetáculos enquanto a população morre á mingua à porta de paupérrimos hospitais e postos de atendimento, uma vez que de saúde nunca foram, porque não tem transporte barato e atendimento digno no serviço público. Será que essa resposta vai ficar no esquecimento tal e qual o destino dado ao dinheiro que a organização da camarada Estela roubou da casa da amante de um governador de estado na década de 1970? Bem, não adianta criticar o governador por ter amante e guardar dinheiro, pois, afinal, o mentor da camarada, um grande “cumpanheru”, e o comandante Daniel também tiveram amantes e guardaram (e gastaram) dinheiro com elas.
O que o povo quer saber é porque o valor dos recursos gastos com suas viagens, camarada Estela, é sigiloso. Talvez seja porque essa era a conduta na clandestinidade revolucionária. O comandante Daniel também assim procedia e chegou a praticar isso quando no governo, em larga escala. Que treinamento eficaz esse, hem. Nunca mais foi esquecido.
O que o povo quer saber, camarada, é porque a Sra, em nome de Dilma, nomeia famigerados corruptos para ministérios “porteiras fechadas”, feitos capitanias hereditárias socialistas, entre partidos da base aliada, especialistas em dar sumiço em milhões de reais do orçamento da república que a Sra e outra “cumpanhera” vivem a destinar – lhes. Essa esquerda sempre foi muito dividida, não é, camarada Estela?
O que povo quer saber é porque a Rose “Bunduda” (era assim que eles a chamavam), amiga do “ cumpanheru” e do comandante Daniel, foi inocentada e seus gastos como acompanhante de luxo também foram considerados sigilosos. Será que a mania de estruturas clandestinas persiste?
O que o povo quer saber é porque o governo brasileiro fez acordos milionários com uma organização privada – a tal de FIFA - repleta de denúncias de corrupção, praticamente se submetendo a seus critérios de gestão para realizar um grande circo internacional onde não existe pão para todos. Será que os fins ainda justificam os meios no mundo democrático e republicano? Será que o acúmulo de capital não é mais pecado para os comunistas modernos, alguns deles ministros de sua interface Dilma?
Ó que o povo quer saber é porque agora suas manifestações são infiltradas por vândalos arruaceiros, ladrões, degenerados e outras designações que seus camaradas lhes atribuem, enquanto, em outros tempos, tais atos eram considerados “revolucionários”, embora sejam de natureza semelhante? Mudou a cartilha, camarada Estela?
O que o povo quer saber é porque o Ministério Público não pode investigar. Será que é porque “cumpanherus” mensaleiros, graças aos bons procuradores e aos diligentes delegados, associados em forças tarefas, conseguiram suas condenações e eles estão em vias de reunirem onde a esquerda melhor se une: na cadeia?
O que o povo quer saber é porque o camarada Geraldo (**), mesmo condenado por formação de quadrilha e corrupção ativa, foi nomeado por Dilma para função pública em Instituição federal das mais importantes e sérias de seus 39 ministérios? Será que a técnica de desmoralização das instituições nacionais, muito usada por sua organização, ainda é empregada?
O que o povo quer saber, camarada Estela, é porque foram perdoadas dívidas milionárias de governos ditatoriais em países africanos e de Cuba, enquanto aqui se morre exatamente por falta de recursos. Será que a Sra. e seus companheiros estão pagando dívidas de gratidão para com esse país centro-americano por ter ele financiado a morte de pessoas, as expropriações, os assaltos, a subversão da ordem, os justiçamentos, as ocupações de prédios públicos e parte de toda a desordem que varreu o Brasil entre os anos 1960 a 1980?
Bem, camarada Estela, o que o povo quer é a verdade e que lhe seja devolvido o que é devido.
O que povo quer é respeito a seus direitos.
O que o povo quer é menos corrupção e menos desfaçatez dos políticos.
Apenas o que a democracia republicana lhe assegura.
Melhor agir, camarada.
As manifestações podem levar ao fim de um regime que caminha para a consolidação democrática e que a Sra. disse defender em anos passados. Em outros tempos, também o comandante Daniel se eximiu de responsabilidades pelo fracasso de sua organização clandestina, retornou a Cuba enquanto seus companheiros eram dizimados pelas forças da lei.
A Sra., camarada Estela, pode estar abandonando a companheira Dilma.
A Sra. e seus companheiros já lutaram contra o povo uma vez e perderam.
Chame seus colegas políticos às falas.
Faça – os entender que o movimento das ruas se processa na direção deles.
Marco Antonio dos Santos
Empresário e professor universitário.
26/06/13
(*) Um dos codinomes de Dilma Vana Rouseff
(**) Um dos codinomes de José Genoíno
quarta-feira, 26 de junho de 2013
A FORÇA DA VOZ DA RUA
As coisas estão realmente mudando, fazendo parte da
agenda positiva o senado vai votar a corrupção como crime hediondo, a câmara
aprovou voto aberto nas cassações, a PEC 37 foi rejeitada, o Supremo manda prender deputado em exercício,
o primeiro após a Constituição de 88, deputados correm para a internet para
justificar seus votos, a votação da destinação dos royalties para a área sócia
também é uma resposta da Câmara aos protestos
que tomaram as ruas nas últimas
semanas e assim as coisas de certa forma estão, de fato,
mudando.
Enquanto isto a presidente Dilma pretende continuar
jogando para a torcida mal informada, a plebe ignara, ora falando em convocar uma
Assembleia Constituinte, ora falando em promover um plebiscito, ambos
desnecessários para a reforma política o que não acontece pela falta de vontade
tanto dos congressistas como da própria presidente, pois, para, isto bastam
leis aprovadas pelo Congresso Nacional.
Seus
pactos, não merecem fé alguma, pois estas promessas já foram feitas e não
cumpridas deste o tempo de seu padrinho Lulla e ninguém já acredita nela!
Afinal
os brasileiros acordaram, coisa que muitos não acreditavam, principalmente os
políticos que acintosamente assaltavam o erário, seja por intermediação em
obras superfaturadas, ora por desvios, com o caso do deputado federal Natan
Donadon (PMDB-RO), condenado e preso, que desviou cerca de oito milhões de reais
da Assembleia Legislativa da Rondônia em simulação de contratos de
publicidades.
Agora,
não adianta somente as passeatas, os protestos, o importante e SABER VOTAR!
Antônio Carlos Pereira
terça-feira, 25 de junho de 2013
OS PERIGOS DAS PEC 37 E 33
OS PERIGOS DAS PEC 37 E 33
Muitos se tem falado ultimamente sobre a PEC 37, principalmente agora que nosso povo finalmente acordou da letargia que o dominava, deixando que o governo e seus partidos aliados, conjuntamente com empreiteiras amigas, roubassem à tripa forra, como se dizia antigamente, através principalmente das licitações fraudadas e superfaturadas. Mas, voltando à PEC 37 o perigo por ela representado vai muito além, é uma das formas mais efetivas de dominar o Judiciário, objetivo dos governos bolivarianos como na Argentina com os Kirchner e demais países governados por ditadores, que se dizem democratas apenas por que fazem eleições.
No Brasil a coisa não funcionou como pretendiam, e assim, todo este interesse governamental e político para implantar este mecanismo que tiraria dos Promotores de Justiça o poder investigatório está bem explicado, por exemplo, dentre outras coisas o processo do mensalão poderia ser anulado, o caso Daniel, assassinado em 2002, também. Isto só para mostrar como a coisa vai longe.
Esta certo o povão em fazer pressão sobre os políticos em suas manifestações atuais contra este Projeto de Emenda Constitucional (PEC).
É de se admirar que a OAB seja favorável a esta PEC tendo como principal justificativa que a investigação pelos Promotores não é prevista na Constituição, todavia, fica a pergunta: “se não está permitido em lei, então porque a necessidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37?”, por outro lado, o Supremo Tribunal Federal (STF) já tem diversas decisões em que reconhece o poder de investigação do MP.
É importante também levar em conta nestas últimas manifestações públicas a luta contra a provação da PEC 33, embutida no mesmo esquema de destruição da Justiça, esta visa restringir a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte Judiciária brasileira. A proposta pretende alterar a quantidade mínima de votos de membros do STF para declaração de inconstitucionalidade de leis; condiciona o efeito vinculante de súmulas aprovadas pelo Supremo à aprovação pelo Poder Legislativo e submete ao Congresso Nacional a decisão sobre a inconstitucionalidade de Emendas à Constituição. Um absurdo sem precedentes na nossa história.
A Constituição Federal assegura em cláusula pétrea, visando, principalmente, evitar que um dos Poderes usurpe as funções de outro, a separação dos Poderes do Estado, tornando-os independentes e harmônicos entre si (Artigo 2º). O Poder é soberano, dividindo-se nas funções Legislativa, Judiciária e Executiva, e com mecanismos de controle recíprocos, garantindo, assim, a manutenção do Estado Democrático de Direito.
Portanto, não podemos concordar nem com uma nem com outra PEC, ambas totalmente prejudiciais ao povo brasileiro, ou seja, uma vez aprovadas o Judiciário ficaria sob o tacão dos políticos, que nós já conhecemos tão bem!
Antonio Carlos Pereira
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