segunda-feira, 1 de novembro de 2010

COMBATI O BOM COMBATE!!!

Caros amigos,
o dia 31 de Outubro de 2.010 entrará na história de nosso país, como dia em que a maioria de seu povo optou pelo comunismo ateu, pela matança dos inocentes, pela corrupção desbragada, pela impunidade, pela mentira, pela falta de liberdade implícita e bem clara no PNDH3, já no forno. Más, como escreveu São Paulo em sua segunda carta a Timóteo: - "combati o bom combate...", nós também o fizemos e caímos de pé com a consciência tranquila do dever cumprido!
Antonio Carlos Pereira - 01/11/2010

domingo, 31 de outubro de 2010

AFINAL, O QUE QUEREMOS? EDITORIAL ESTADÃO 31/10/2010




Afinal, o que queremos?
Encerra-se hoje a mais longa campanha eleitoral de que se tem notícia no País, e certamente em todo o mundo: oito anos de palanque na obstinada perseguição de um projeto de poder populista assentado sobre o carisma e a popularidade de um presidente que, se por um lado tem um saldo positivo de realizações econômico-sociais a apresentar, por outro lado, desprovido de valores democráticos sólidos, coloca em risco a sustentabilidade de suas próprias realizações na medida em que deliberadamente promove a erosão dos fundamentos institucionais republicanos. Essa é a questão vital sobre a qual deve refletir o eleitor brasileiro, hoje, ao eleger o próximo presidente da República: até onde o lulismo pode levar o Brasil?
Quanto tempo esse sentimento generalizado de que hoje se vive materialmente melhor do que antes resistirá às inevitáveis consequências da voracidade com que o aparelho estatal tem sido privatizado em benefício de interesses sindical-partidários? Tudo o que ambicionamos é o pão dos programas assistenciais e do crédito popular farto e o circo das Copas do Mundo e Olimpíada?

Lamentavelmente, as questões essenciais do País não foram contempladas em profundidade pelo pífio debate político daquela que foi certamente a mais pobre campanha eleitoral, em termos de conteúdo, de que se tem notícia no Brasil. Mais uma conquista para a galeria dos "nunca antes neste país" do presidente Lula, que nessa matéria fez de tudo. Deu a largada oficial para a corrida sucessória, mais de dois anos atrás, ao arrogar-se o direito de escolher sozinho a candidata de seu partido. Deu o tom da campanha, com a imposição da agenda - a comparação entre "nós e eles", entre o "hoje e ontem", entre o "bem e o mal" - e com o mau exemplo de seu destempero verbal.

Uma das consequências mais nefastas dessa despolitização que a era lulo-petista tem imposto ao País como condição para sua perpetuação no poder é o desinteresse - resultante talvez do desencanto -, ou pelo menos a indulgência, com que muitos brasileiros tendem a considerar a realidade política que vivemos. A aqueles que acreditam que podem se refugiar na "neutralidade", o antropólogo Roberto DaMatta se dirigiu em sua coluna dessa semana no Caderno 2: "Você fica neutro quando um presidente da República e um partido que se recusaram a assinar a Constituição e foram contra o Plano Real usam de todos os recursos do Estado que não lhes pertencem para ganhar o jogo? (...) Será que você não enxerga que o exemplo da neutralidade é fatal quando há uma óbvia ressurgência do velho autoritarismo personalista por meio do lulismo, que diz ser a ‘opinião pública’? O que você esperava de uma disputa eleitoral no contexto do governo de um partido dito ideológico, mas marcado por escândalos, aloprados e nepotismo? Você deixaria de tomar partido, mesmo quando o magistrado supremo do Estado vira um mero cabo eleitoral de uma candidata por ele inventada? É válido ser neutro quando o presidente vira dono de uma facção, como disse com precisão habitual FHC? Se o time do governo deve sempre vencer porque tem certeza absoluta de que faz o melhor, pra que eleição?"

Quatro anos atrás, nesta mesma página editorial, dizíamos que "as eleições de hoje são o ponto culminante da mais longa campanha eleitoral de que se tem notícia no Brasil. Desde 1.º de janeiro de 2003, quando assumiu a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva não deixou, um dia sequer, de se dedicar à campanha para a reeleição. Tudo o que fez, durante seu governo (...) teve por objetivo esticar o mandato por mais quatro anos". Erramos. O horizonte descortinado por Lula era, já então, muito mais amplo. Sua ambição está custando à Nação um preço caríssimo que só poderá ser materialmente aferido mais para a frente. Mas que já se contabiliza em termos éticos, toda vez que o primeiro mandatário do País desmoraliza sua própria investidura e não se dá ao respeito. Mais uma vez, essa semana, no Rio de Janeiro, respondeu com desfaçatez a uma pergunta sobre o uso eleitoral de inaugurações: "Não posso deixar de governar o Brasil por conta das eleições." Ele que, em oito anos no poder, só pensou em eleições!

OPOSIÇÃO - NOVIDADES NO FRONT - DOCA RAMOS MELLO



Jadilúcia Flores, a repórter constrangedora do jornal A Piada Popular, não desiste nunca! Quando surgem aqueles para os quais a mídia só sabe virar as costas, a moça não arreda pé de lhes saber a opinião, a versão, os argumentos. Por isso, muitos a consideram amalucadinha da silva, mas Jadilúcia é como o sertanejo – antes de tudo, forte. Daí...

Esta semana, a jornalista descobriu uma novidade para a qual os cientistas políticos nacionais ainda não atentaram com o devido olho no lance, novidade essa que grassa o processo eleitoral do segundo torno (sim, eu disse torno mesmo, porque quero dar a V. Exa. Metalurgíssima a chance de trabalhar um pouquinho, afinal pode-se fazer de tudo com nove dedos, a História do Brasil que o diga!).

Que descobriu Jadilúcia afinal? Diversas modalidades de Oposição! Antigamente a Oposição era algo simples e direto, uma coisa tipo Jânio/Adhemar, São Paulo/Corinthians, água/cachaça, Cinderela/Madrasta, branco/preto... A partir do efeito-estufa-segundo-torno-Marina Silva, tudo mudou, uma vez que a senadora optou por abraçar a Oposição Neutra – é uma opção, não significa que esteja certa ou errada, muito pelo contrário e/ou, sacumé? Então, Jadilúcia foi entrevistar não só a nova figura do cenário político como também suas coirmãs, muitas delas brotando a torto e a direito, como forma de atender a interesses outros e/ou, de/para, com/sem, etc...



Jadilúcia Flores: Então, a senhora é a Oposição Neutra, prazer falar-lhe pessoalmente. Como pode se opor a alguém ou alguma coisa sem tomar partido nenhum?

Oposição Neutra: Bem, o desenvolvimento sustentável de minha ideologia se concentra na Amazônia, passa pela Mata Atlântica, o Pantanal, e desemboca na transposição do São Francisco porque os recursos naturais...

JF: Desculpe, mas de que lado a senhora está? Porque se é oposição, não tem neutralidade, está contra, concorda? Creio que agindo desse modo ambíguo, podem pensar que a senhora queira ficar em cima do muro...

ON: Não, não. Oposição em Cima do Muro é quase uma irmã p’ra mim, mas são apenas laços afetivos, estudamos juntas no primário, nossas mães são velhas amigas.

JF: Como a senhora vai agir no segundo torno?

ON: Bom, o que importa é a seringueira. E o meu futuro na floresta.

JF: Hummm...



JF: Oposição Crítica, a senhora já sabe quem vai apoiar no segundo torno?

Oposição Crítica: Conservo-me à direita de minha prima, Oposição Neutra, conhece? Nós conversamos muito, somos amigas íntimas, além de parentes, temos afinidades importantes, de certo modo eu também milito na área seringal, apesar de ser menos conhecida que ela, quase uma ovelha desgarrada da família, mas é que a Oposição Neutra já foi BBB, eu estou só começando, me entende? Sou alguns dedos mais novata...

JF: Já definiu seu apoio?

OC: Vou ficar criticando aqui e ali para deixar como está e ver como é que fica. Tipo mosca de padaria. Acho que também eu devo pensar no meu futuro na floresta, dá licença?



JF: Quanto à senhora, Oposição Ciro Gomes, já definiu seu apoio?

Oposição Ciro Gomes: Não me aborreça, não sou obrigada a falar com você, sua idiota, burra, lesa, incompetente!

JF: Mas a senhora tem de estabelecer...

OCG: Não estabeleço porra nenhuma, vai te catar, sua eca..urght*##..., ignorante, imbecil, cretina, vaca...

JF: Serra ou Dilma?

OCG: Sua mãe!



JF: Oposição Não Me Comprometa, a senhora vai apoiar o governo no segundo torno?

Oposição Não Me Comprometa: Como...? Sim...? Não, digo, pode ser, quem sabe, talvez, de repente sim, de repente não, sabe lá...

JF: Desse jeito, periga a senhora ficar fora do processo eleitoral, não seria bom para a sua imagem política.

ONC: Ah, querida, sou discípula de Michel Temer, extremamente prática (mas não fiz plástica, hehehehe). E sigo também a filosofia de Zeca Pagodinho - deixo a vida me levar...



JF: Bem, Oposição Collor de Mello, estou aqui para saber como é aderir a um inimigo declarado que já lhe impôs uma saia justa tamanha e...

Oposição Collor de Mello: Isso são águas passadas, aprendi com Sarney a ser oposicionista de resultados. E eu sou linda, rica, oligarca, filha de coronel, tenho porte, morei em Miami, falo inglês, faço o que me dá na telha, duela a quem duela.



JF: Ah, finalmente, Oposição Respeitosa! A senhora já declarou sua preferência para o segundo torno?

Oposição Respeitosa: Bom dia, Jadilúcia. Sua mãezinha está bem? Em casa, todos com saúde? Faço votos. Sente-se querida, se acomode. Quer que ligue o ar? Olhe, eu creio que os dois candidatos são ótimos, cada qual com suas discretas ressalvas, ele e aquela carequinha adorável, ela e seu topete de galo de briga, são dois docinhos de coco e...

JF: Sim, mas qual deles vai ganhar a sua adesão?

OR: Com licença, por gentileza, não desejo ofender ninguém, por obséquio, preste atenção, digo que ambos são dignos do meu respeito, apesar de não concordar com certas coisinhas, sinto muito, não pretendo magoar nenhum dos dois, de modo...

JF: Ele ou ela?

OR: Os dois, obrigada! Fique à vontade, quando sair, seja gentil e não bata a porta... Aceita um cafezinho?

DOCA publicou esta crônica em:
http://www.papolivre.com.br