sábado, 25 de agosto de 2012

MENSALÃO: AOS AMIGOS TUDO!


 
O revisor do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ricardo Lewandowski, não deu a mínima para o que consta dos autos e votou pela absolvição do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), de Marcos Valério e seus ex-sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, comprovando o que dele se esperava, vai votar pelo PT! Esta decisão já marcará o que os partidários do José Dirceu e Lula esperam para o final: a absolvição de Zé Dirceu, e por tabela, a “absolvição moral de Lula” que sempre afirmou que “o mensalão não existiu”!

Antes, o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, já tinha votado pela condenação de João Paulo, por corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro, os demais foram considerados culpados pelos crimes de corrupção ativa e peculato.

Vamos ver como os outros nove ministros vão votar, tendo em vista que a maioria deles foi nomeada por Lula e Dilma, sem contar a indicação de Lewandowski, por Dona Marisa Letícia.
 
É de se levar em conta uma frase de Valério: "Não vou afundar sozinho!", em clara mensagem para Zé Dirceu e Lula!

Advogados já entraram com ação para a exclusão do Tofoli em virtude suas intimas ligações com o PT e alguns dos principais envolvidos no processo. Vamos ver o que vai dar!

Como já escrevi anteriormente, o resultado deste julgamento poderá vir a ser um marco na história de nosso país, ou vamos mudar de rumo ou permanecer no reinado da impunidade, tão de agrado do PT e seus aliados! ,










domingo, 12 de agosto de 2012

UM ANO DO ASSASSINATO DA JUÍZA PATRÍCIA ACIOLI





Quando a Juíza Patrícia Acioli foi covardemente assassinada, isso há um ano, publiquei a carta abaixo, com esperança que alguma coisa fosse feita para nos dar um pouco de dignidade, e, quem sabe, iniciar um movimento que acabasse por punir os agentes do crime organizado que mandavam e mandam  no país.
Alguns dos suspeitos pelo crime ainda estão presos preventivamente, todavia, as ameaças persistem contra os juízes que  “teimam” em cumprir a Lei e dois em cada três ameaçados estão sem proteção embora a Lei 12.664 de julho deste ano garanta aos magistrados ameaçados total proteção.







Nossas autoridades, a começar da Presidente Dilma, passando pelo vice, Michel Temer, e pelo ex-ministro da justiça, Márcio Tomaz Bastos, se pronunciaram com indignação contra a Polícia Federal pelas algemas colocadas nos corruptos do ministério do turismo e sua exposição à mídia, porém, nem um comentário sobre o covarde assassinato da Juíza Patrícia Lourival Acioli em Niterói. E a indignação do nosso posso, a quantas anda? Quando teremos uma "Operação Mãos Limpas" como a acontecida na Itália, que marcou uma mudança na política acabando com grande parte do poder do crime organizado? Não seria este o caminho? Não seria a hora de se detonar um movimento neste sentido, já que temos a Juíza Patrícia como o nosso Giovane Falcone?




Publicada 19/08/2011 no Diário de São Paulo

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

CADÊ O PETRÓLEO DO PT? - PAULO PANOSSIAN

CADÊ O PETRÓLEO DO PT?
O "petróleo é nosso" do FHC foi o do fim do cabide empregos, quebra do monopólio da Petrobrás, a profissionalização da empresa com gente de mercado, o das regras claras para os leilões das áreas de exploração, a criação da agência reguladora para o setor, etc. E essas importantes ações pela credibilidade conquistada viabilizaram a chegada de investidores estrangeiros que aplicaram bilhões de dólares como parceiros da Petrobrás, possibilitando a empresa a quase dobrar sua produção nos oitos de governo do PSDB. Já o petróleo é nosso do lulismo foi e continua uma farsa! A prometida autossuficiência na extração do produto foi para saco! Hoje estamos importando bilhões de dólares por ano de gasolina! Os investimentos espetaculosamente anunciados não saíram do papel, porque também com as novas e absurdas regras para o pré-sal os investidores fugiram, e a Petrobrás está sem recursos para atingir seus objetivos. As novas refinarias anunciadas para o Maranhão e Ceará estão suspensas também por falta de caixa. A de Abreu Lima, em Pernambuco, palco da demagogia e populismo de Lula, que já deveria estar pronta, e talvez se conclua somente em 2014, e de um orçamento inicial de US$ 2,3 bilhões em 2005, passou por enquanto para os superfaturados US$ 20,1 bilhões... E como resultado dessa enganação e desse primarismo administrativo petista, a Petrobrás teve um prejuízo de R$ 1,3 bilhão no último trimestre de 2012. Coisa rara na história da companhia... Não estou nem citando que as ações da empresa na bolsa de valores despencam, e que na esteira desta perversidade contra a Petrobrás, outrora orgulho do brasileiro, o governo petista também afunda a produção do etanol, por que tem desprezado a criar estímulos para este importante setor energético que emprega milhões de trabalhadores. E não por outra razão, que empresas produtoras do etanol estão quebrando, e a importação deste combustível hoje é elevada, complicando mais ainda a balança comercial. Se não bastassem tantas indignações, hoje esta gente do PT está sendo julgada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo maior escândalo da história da Nação: o tal do mensalão...   
                                         
Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com São Carlos
*

domingo, 5 de agosto de 2012

MUITAS COISAS ACONTECENDO


MUITAS COISAS ACONTECENDO
Nestes últimos dias muitas coisas importantes têm acontecido: o início do julgamento do “mensalão”, que Lula diz não ter existido, os Jogos Olímpicos, em que o Brasil está tendo uma participação pífia para quem vai sediar a próxima Olimpíada, o prejuízo da Petrobras, o primeiro em treze anos, o aumento absurdo da importação de combustíveis, que segundo a própria Agência Nacional de Petróleo as de gasolina tiveram um acréscimo de mais de 300 %. Os investimentos em infraestrutura inexistem no governo petista, desde 2002. As promessas de melhorias nos aeroportos, portos e rodovias ficaram, na maior parte, só mesmo nas promessas.


Quanto ao julgamento do “mensalão” muitas esperanças para alguns, de que seja ele um marco na virada histórica da política brasileira, eivada de corrupção, de desatinos, de desrespeito constante ao povo brasileiro, que seja sim realmente um marco, pondo fim à impunidade que campeia leve e solta para, principalmente os políticos corruptos. Tudo pode acontecer, embora não seja fácil, já que a maioria dos julgadores, de uma forma ou outra, estão vinculados ao poder vigente.


Nos Jogos Olímpicos, nosso atletas não estão conseguindo uma grande participação, sendo muitos deles, injustamente crucificados pelas redes sociais e pela crônica que se diz especializada. Mesmo nossa Presidente ousou, como soe acontecer, criticar nossos atletas por falta de espírito de luta, não se lembra ela que atletas olímpicos são formados desde a infância, como nos Estados Unidos, Rússia, China e outros países, não se formam do dia para a noite como acontece no Brasil, no futebol até pode acontecer, pois o brasileiro já gosta de uma bola desde criança, nos outros esportes o negócio é outro. Pelo menos o Judô conseguiu um bom feito, 4 medalhas, sendo uma de ouro de Sara Menezes, e as bronze de Felipe Kitadai, Rafael Silva e Mayra Aguiar!

Agora a Petrobrás é um caso à parte. Entregue às mãos do PT desde o início do governo Lula ela vem se desintegrando aos poucos, a cada crise anunciam um novo poço que sem investimentos não produzirá nada, contudo, o aumento de produtividade fica só na conversa, enquanto a demanda por combustíveis é cada vez maior. Por falar em investimentos da Petrobras, a refinaria no Ceará, lançada por Lula e tida como prioritária pelo governo, orçada em US$ 14,4 bi, ainda é um terreno com mato, disputado por índios.

Infraestrutura  então nem em bom pensar, está quase tudo parado, e a mãe do PAC não está nem ai. Portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, só no papel para inglês ver!

Esperemos que as previsões dos analistas políticos se confirmem, dos economistas se realizem e dos esportistas...!



Sara Menezes - ouro no Judô

sábado, 4 de agosto de 2012

CIDADÃO INFRATOR - GRUPO GUARARAPES

CIDADÃO INFRATOR. WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPPOGUARARAPES

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Novamente a língua portuguesa foi modificada por aqueles que defendem os
DIREITOS HUMANOS DOS COITADOS que assaltam ou cometem outros crimes.
O pai dos burros – AURÉLIO – define cidadão como Indivíduo no gozo dos
direitos civis e políticos de um Estado, ou no desempenho de seus deveres
para com este.
O mesmo dicionário diz que BANDIDO é salteador, malfeitor, facínora,
bandoleiro, pessoa sem caráter, de maus sentimentos.
Comparando as duas definições nos parece que as duas palavras CIDADÃO E
BANDIDO representam duas pessoas de caráter completamente diferentes. Não
são ANTÔNIMAS?
Um amigo do GRUPO GUARARAPES telefona bem cedo para contar a grande
novidade que soube ao conversar com um soldado da Polícia Militar. Na troca
de idéias o amigo falou que bandido era para estar na cadeia. Neste momento
foi surpreendido pela palavra do soldado: o senhor ainda não sabe? Não
podemos mais chamar de bandido. O senhor está atingindo a honra de um
cidadão-infrator, como devemos chamar o antigo bandido.
O GRUPO GUARARAPES a partir de agora terá todo cuidado em usar qualquer
palavra portuguesa. Um amigo, já prevenido com a mudança da língua, mudando
os nomes da cores, não chama mais ninguém de branco e sim de alemão para
evitar qualquer dúvida.
Num livro policial há uma passagem interessante. A Polícia querendo
descobrir o cidadão-infrator (ANTIGO BANDIDO) pergunta a um cidadão não
infrator se ele viu alguém por perto do crime (melhor dizendo: CIDADÃO
-INFRATOR). A resposta foi: era parecido com chinês ou japonês, mas penso
que era japonês, pois morei no Japão e me ficou a ideia de que quando o
japonês anda as pernas são mais abertas. A Polícia passou a procurar o
criminoso (desculpe) cidadão infrator pelas pernas abertas.
CUIDADO AMIGO CIDADÃO NÃO INFRATOR! SE SUAS PERNAS FOREM ABERTAS PODE SER
CONFUNDIDO COM UM CIDADÃO-INFRATOR( antigo bandido).

CUIDADO, BRASILEIROS!

“NO MEIO EM QUE TODOS RASTEJAM É DIFÍCIL ALGUÉM ANDAR DE PÉ!.”
JOSÉ INGENIEROS
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58
93. Cartório do 1ºregistro de títulos e documentos, em Fortaleza. Somos
1.807 civis – 49 da Marinha - 478 do Exército – 51 da Aeronáutica; TOTAL
2.385 Batistapinheiro30@yahoo.com.br. WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES
4 DE AGO -2012


sábado, 28 de julho de 2012

OS AMIGOS DE MARCOLA - REINALDO AZEVEDO

Os Amigos do Marcola – Petralhas, setores da imprensa, Ministério Público, Defensoria e, indiretamente, governo federal se juntam para atacar Segurança Pública de SP. Eles têm preconceitos e agenda política; eu tenho os números e os fatos

Brasileiros e, muito especialmente, paulistas! A canalhice que se arma contra a Polícia de São Paulo precisa ser caracterizada e denunciada. Querem um dado da equação que está sendo omitido? Se o índice de homicídios do Brasil fosse igual ao do estado, 28.302 vidas seriam poupadas por ano. Leiam o texto, façam o debate e enfrentem a canalha petralha e seus serviçais com números, com dados.
*
Escrevi ontem à noite um texto sobre os números da violência em São Paulo — e alguns outros ainda antes disso por conta da histeria contra a polícia do Estado patrocinada por alguns setores — e isso inclui parcela considerável da imprensa. Ainda não se decidiu se a polícia é branda demais e permite que os bandidos atuem livremente, aterrorizando a população, ou se é violenta demais e mata demais, atingindo, de vez em quando, quem não é bandido. Na dúvida, abraçam-se as duas teses. Tudo vale a pena se é para achincalhar a polícia, atingir o governo do Estado e, no fim das contas, fazer política. Qual é a verdade? Nem uma coisa nem outra. Nem o estado está à mercê da bandidagem — isso é uma vigarice política! — nem a polícia sai matando a esmo. A divulgação dos números levou alguns tontos a imaginar que eu pudesse, sei lá, me dar por vencido. Quem sabe finalmente eu me rendesse… Por quê? Eles endossam tudo o que tenho escrito a respeito e desautorizam os terroristas e chicaneiros.
Decidi manter o texto de ontem à noite logo abaixo deste porque são complementares. Se o número de assassinatos dolosos (homicídios mais latrocínios) havidos no estado no primeiro semestre se repetir no segundo, o estado de São Paulo fechará o ano com 4.714 casos, o que representará 11,42 mortos por grupos de 100 mil. Vejam o quadro que está no post abaixo deste. Em 2010, com 13,9, São Paulo já tinha a terceira melhor marca do país. São assassinadas, em média, 50 mil pessoas POR ANO no país, o que é um escândalo! Em um ano e meio de guerra civil síria, já lembrei aqui, morreram 17 mil. O Brasil tem 190 milhões de habitantes. São 26,3 mortos por 100 mil. Eis o primeiro grande contraste: o índice nacional corresponde a 2,3 vezes o do Estado. Façam a conta: se os mortos por 100 mil do país fossem iguais aos de São Paulo, em vez de 50 mil homicídios, haveria 21.698 — seriam poupadas 28.302 vidas. Nada menos!
“Ah, mas a violência cresceu neste primeiro semestre em relação ao primeiro semestre do ano passado!” Cresceu, sim! Jamais escrevi que não — até porque não tinha os dados. Mas vejam que coisa: os latrocínios, que são os casos que mais mobilizam o noticiário e que atemorizam as pessoas — e não sem motivos — tiveram até uma ligeira queda. Não obstante, tem-se a impressão de que as pessoas estão morrendo como moscas por aí. “Então está tudo bem, Reinaldo, nada com que se preocupar???” Ora… É claro que o aumento é, sim, preocupante. Mas é preciso haver senso de proporção.
O Estadão estampa hoje na primeira página: “Homicídios crescem 47% em São Paulo”. Refere-se a números só da capital. Pior: é um dado do mês de junho na comparação com maio. Essa evolução mês a mês não quer dizer grande coisa nem quando sobe nem quando cai. Na sua coluna na Folha Online, Gilberto Dimenstein não perdeu a chance: “Vivemos uma calamidade”. Este senhor decreta a existência de uma “calamidade” no estado que deve ter hoje o segundo ou terceiro melhor índice de homicídios do país.
Não, não estou querendo dar uma de Poliana, não! Existe o aumento de ocorrências, e ele tem de ser pesquisado e demanda ações da polícia — não me atrevo a dizer quais porque não sou especialista da área. Mas daí a querer caracterizar uma situação de perda de controle? Tenham paciência! Hoje, um procurador (leiam posts abaixo) pedirá nada menos do que o afastamento do comando da PM, aí por conta das duas mortes havidas na semana passada, em duas abordagens desastradas. CONTRA OS NÚMEROS, CONTRA AS EVIDÊNCIAS, CONTRA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA QUE TEM UM HISTÓRICO, pretende-se decretar a existência do caos — ou da “calamidade” — no estado. Hoje, na CBN, se é que já não o fez ontem, Dimenstein dará curso a seu alarmismo. Só que há uma notícia chata pra ele: EU TENHO MEMÓRIA.
Dimenstein e os fatosEu gosto que lembrem as coisas que escrevi. Eu mesmo o faço. Está chegando aí “O País dos Petralhas II”, como sabem. E também gosto de lembrar o que outros escreveram. Querem ver como são as coisas?
No dia 12 de abril de 2010 — SIM, TAMBÉM ERA UM ANO ELEITORAL —, o sr. Dimenstein escreveu isto aqui, ó, que vai em vermelho. Leiam com atenção!
Assassinos contra Serra
O slogan “Pode Mais” de José Serra é, do ponto de vista de marketing, ótimo. Um fato, porém, é capaz de arranhar a força dessa mensagem: os assassinos de São Paulo.

Tenho comentado aqui por várias vezes que a pior notícia da gestão Serra foi o aumento da violência, especialmente o roubo, que, no passado, bateu recorde. Na semana seguinte em que Serra oficializa sua candidatura presencial, sabemos que a taxa de homicídio aumentou 12% nos três primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2009.
Uma das grandes conquistas de São Paulo – e, em especial da cidade – foi a queda contínua dos homicídios, agora revertida. Diga-se que, em comparação com as grandes cidades, o índice é baixo. Mas é um tema que, certamente, vai entrar no debate sucessório, caso as estatísticas não mudem rapidamente.
Pode-se explicar, em parte, o roubo pela crise econômica –mas não a taxa de assassinato. Nesse caso, pelo menos até aqui, Serra pôde menos.
Voltei
Viram só? Dimenstein jogava a responsabilidade pelo aumento de homicídios nas costas de Serra. Na campanha eleitoral, Dilma Rousseff e Marina Silva se referiram aos números de São Paulo — que já estavam entre os melhores do país — como se fossem negativos. Sabem o que aconteceu em 2010? O ano fechou COM A MENOR TAXA DE HOMICÍDIOS DA HISTÓRIA!!! Pela primeira vez, o estado atingiu a marca de 10 homicídios por 100 mil habitantes — na capital, chegou a ficar abaixo disso. Obviamente, Dimenstein não se desculpou com Serra. Com a mesma ligeireza engajada com que escreveu a coluna de 2010, escreveu a de ontem. Serra era candidato em 2010 e é agora. E Dimenstein continua o mesmo.
Bom mesmo é governar o Rio!Não vou entrar numa guerrinha ridícula, como pretendem alguns. Até porque não acho que o Rio pertença mais aos fluminenses do que a mim. Já disse que não reconheço essas categorias. Minha pátria de verdade é a Fazenda Santa Cândida, entenderam? É lá que corre o rio da minha aldeia. Todo o resto é terra estrangeira. Mas como negar? Bom é governar o Rio!
Sim, a taxa de homicídios caiu lá também. Mas ainda é o dobro da de São Paulo — e, obviamente, não se ouve falar em calamidade! Uma policial é assassinada numa área dita “pacificada”, e o assunto merece o tratamento de exceção. Mais: a presidente Dilma Rousseff enviou uma carta à família da moça — no que fez muito bem, diga-se! — e falou na construção “da paz”. Há áreas em Niterói em que os índices de violência cresceram mil por cento por conta da migração dos bandidos que deixam as favelas “pacificadas” do Rio. Mas não se fala, em nenhum momento, em descontrole ou calamidade. A “pegada” das reportagens sempre indica um poder público no controle da situação, por mais periclitante que ela se mostre.
Mas São Paulo??? Ah, São Paulo, vocês sabem, esta à beira da desordem e da anomia. AINDA QUE OS DADOS DEMONSTREM QUE ISSO É ESTUPIDAMENTE MENTIROSO! Comecem uma contagem regressiva: vamos ver quanto tempo vai demorar para a ministra Maria do Rosário falar uma bobagem… Os blogs sujos, financiados por estatais, estão fazendo a festa, se refestelando na lama.
Concluo
Olhem aqui: houve, sim, crescimento no número de homicídios no estado. A polícia tem de tentar saber por quê, identificar as áreas, estudar as ocorrências etc. Mas não se esqueçam disto: São Paulo segue tendo uma das melhores e mais eficientes polícias do país, COMO REVELAM OS NÚMEROS. Não caiam na conversa daqueles que preferem se comportar como aliados objetivos de Marcola.
Façam o debate munidos com dados! Chutem o traseiro retórico de prosélitos e petralhas vigaristas! Ah, claro! Eu ainda voltarei a este assunto, à campanha pela descriminação da maconha na TV, à pressão dos cretinos para que o Brasil prenda menos bandidos em vez de prender mais, a todas as boas ideias que matam destes supostos humanistas de miolo mole.
Por Reinaldo Azevedo


sábado, 7 de julho de 2012

MERCOSUL-UNASUL: "!DUPLA ALIANÇA "CHAVISTA-CASTRISTA CONTRA O PARAGUAI - ARMANDO VALADARES

Mercosul-Unasul: “dupla aliança” chavista-castrista contra o Paraguai


Por uma ironia da História, o julgamento sumário e o consequente Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai padeceram exatamente dos vícios que se alegam contra o Poder Legislativo paraguaio.
Armando Valladares
Miami (FL), 30 de junho de 2012
Na sexta-feira, 29 de junho, a Dupla Aliança Mercosul-Unasul promoveu um virtual Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai, suspendendo-o como país-membro. Mercosul e Unasul reeditaram assim, no plano político, a chamada Tríplice Aliança, um pacto militar articulado no século XIX por dois países gigantes limítrofes contra esse pequeno país sul-americano.
A escusa para esse novo golpe dos governos sul-americanos contra o pequeno Paraguai foi a de que a destituição do ex-presidente Lugo pelo Poder Legislativo teria violado as regras de jogo democráticas e que o mandatário não teria tido todo o tempo necessário para se defender devido à celeridade do processo de destituição.
Por uma ironia da História, o julgamento sumário e o consequente Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai padeceram exatamente dos vícios que se alegam contra o Poder Legislativo paraguaio. A contradição não poderia ser maior nem mais flagrante. Foram violadas sistematicamente as normas mais elementares da justiça, da equidade, do respeito e da convivência democrática entre Estados, a ponto de o novo Presidente do Paraguai, Federico Franco, e seu chanceler terem sido proibidos de participar das reuniões do Mercosul e da Unasul. Os gigantes condenaram o pequeno Paraguai sem sequer dar às suas autoridades a menor possibilidade de se defenderem.
A jornalista Tânia Monteiro, enviada especial do jornal brasileiro “O Estado de S. Paulo” à reunião Mercosul-Unasul, revela que os mandatários do Mercosul, enquanto tramavam a expulsão do Paraguai por uma porta e articulavam a não menos sumária entrada da Venezuela chavista pela outra, não conseguiam ocultar a preocupação de que essas decisões arbitrárias possam ser denunciadas pelo governo paraguaio ante as cortes internacionais de justiça e organismos análogos.
Por ocasião de acontecimentos políticos, sociais e até criminais de envergadura, para encontrar as motivações profundas de seus protagonistas e identificar devidamente os responsáveis, os analistas costumam levantar a clássica pergunta: A quem favorece o ocorrido?
No caso do Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai, tal pergunta resulta supérflua em 50%, pois fica claro que se aproveitou da suspensão desse país para colocar no Mercosul a Venezuela chavista, inclusão esta cujo maior obstáculo provinha precisamente do Senado paraguaio. Os outros 50% encontram sua resposta no ânimo pró-castrista quase generalizado dos mandatários presentes, os quais na recente Cúpula das Américas rasgaram as vestes por ter sido vetada a presença do “democrático” regime comunista de Cuba que há mais de meio século comete um sistemático e criminoso genocídio material e espiritual contra minha querida Pátria cubana.
A quem favorece então esse Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai promovido por essa sui generis Dupla Aliança Mercosul-Unasul? Sem dúvida, ao “eixo do mal” chavista-castrista da América Latina.
Em 2009, ao produzir-se em Honduras a destituição do presidente pró-chavista Manuel Zelaya, levantou-se, da parte de mandatários, dirigentes esquerdistas, pró-esquerdistas e inocentes úteis do Hemisfério, uma das maiores gritarias internacionais jamais presenciadas.
Poucos dias antes da destituição de Zelaya, a OEA, reunida em Honduras e tendo à frente seu nefasto secretário-geral, havia aberto de par em par suas portas para a Cuba comunista, sem impor-lhe condições.
Na condição de cubano e de ex-preso político que passou 22 anos nas masmorras de Cuba, e também na de iberoamericano, assumi imediatamente a defesa de Honduras, escrevendo numerosos artigos nos quais denunciava a cumplicidade da OEA com as esquerdas hondurenhas. Mostrei os ‘dois pesos e as duas medidas’ da “política do garrote” para Honduras e da “política de sorrisos” para a Cuba comunista, e também a responsabilidade do kerenkismo político e eclesiástico iberoamericano pavimentando o caminho para as esquerdas.
Em 2012, três anos depois da crise hondurenha, minha consciência de cubano e de iberoamericano não me permite permanecer em silêncio diante de uma conspiração política contra a pequena, sofrida e heroica nação paraguaia. Conspiração que tem, entre suas lamentáveis consequências imediatas, o fortalecimento do chavismo e, portanto, do cordão umbilical que a partir da Venezuela mantém com vida os carcereiros castristas. Peço a ajuda da Divina Providência para a nação paraguaia, a fim de que ela possa resistir às pressões internacionais inspirando-se no conselho do Apóstolo São Paulo: “Esperando contra toda a esperança”.
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Armando Valladares, escritor, pintor e poeta, passou 22 anos nos cárceres políticos de Cuba. É autor do best-seller Contra toda esperanza, onde narra o horror das prisões castristas. Foi embaixador dos Estados Unidos ante a Comissão de Direitos Humanos da ONU nas administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalha Presidencial do Cidadão e o Superior Award do Departamento de Estado. Escreveu numerosos artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a “Ostpolitik” vaticana em relação a Cuba.