terça-feira, 14 de janeiro de 2014

PEDRINHAS OU PEDREIRA? - MARA MONTEZUMA ASSAF

Nada como as palavras "bem" usadas na mídia para tentar diminuir o impacto de um fato escabroso: a senadora Ana Rita (PT/ES) presidente da Comissão dos Diretos Humanos do Senado, após fazer uma visita no presídio maranhense de Pedrinhas (marcada por frustrada tentativa de maquiagem pois direcionou-se para uma área em reforma...) assim se expressou: " Saio daqui bastante preocupada e também com a compreensão de que o sistema prisional do Maranhão não é tão diferente do sistema prisional de outros Estados". Senadora, a sua capacidade de tentar minimizar o estrago no governo de sua aliada peemedebista Roseana Sarney é tão evidente que até choca ! O sistema prisional do Brasil é mesmo uma vergonha como um todo, por desleixo do próprio Estado, porque construir presídios não coloca votos nas urnas. Mas no Maranhão , Estado onde o governo se omite por completo,  a criminalidade tomou conta , e o descalabro nos presídios e fora deles virou barbárie, ou a senhora já ouviu falar de mais de uma dezena de decapitações levadas a cabo dentro de um presídio,como aí aconteceu? Isso para falar de estupro de familiares visitantes...na morte da pequena Ana Clara...Ora, estas palavras, vindas da presidente da Comissão dos Direitos Humanos do Senado simplesmente desacredita este órgão perante os brasileiros. Desacredita principalmente o PT, que só diz aquilo que lhe interessa dizer, pois a verdade não interessa! Que Pedrinhas se transforme numa pedreira à frente do caminho dos maus políticos, é o que espero!
 

Mara Montezuma Assaf

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

CARROS BLINDADOS PARA OS MINISTROS DO STF


Você sabia que os Ministros do STF usam carros blindados, pagos por nós, para transitarem no Rio de Janeiro e em São Paulo?

É isto mesmo, por isto eles não se preocupam em forçar uma lei mais severa para a bandidada!

Veja a notícia publicada por Bruno Lupion
Do UOL, em Brasília:

Leia mais em: http://zip.net/bkl4Cy

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) assina nesta segunda-feira (13) contrato para fornecer veículos blindados aos ministros durante suas visitas ou estadias no Rio de Janeiro, ao custo de R$ 181 mil por ano.

O edital prevê o aluguel de 250 diárias de veículo de luxo, com no mínimo 200 cavalos de potência, blindado na categoria III-A, que resiste a tiros de calibres 38, 9 milímetros, 44 e de submetralhadoras Uzi. Cada diária custará R$ 724 aos cofres públicos.

O próprio tribunal sugere alguns modelos de carros: Hyundai Azera (à venda nas concessionárias por R$ 129 mil), Honda Accord (R$ 146 mil) ou Ford Fusion (R$ 90 mil).

Quatro dos 11 integrantes do Supremo nasceram no Rio de Janeiro ou têm casa no Estado: o atual presidente da corte, Joaquim Barbosa, e os ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio Mello.

Em 2013, o STF usou 150 diárias de veículos blindados no Rio. O UOL pediu a relação individualizada por ministro, mas o tribunal disse que não poderia fornecer a informação "por razões de segurança institucional".

Em Brasília, cada ministro tem um carro oficial com motorista à disposição, da frota própria do tribunal, mas os veículos não são blindados.

A assessoria do Supremo afirma que o uso de blindagem no Rio é necessário por motivo de segurança. Cita como exemplo assalto sofrido em dezembro de 2006 pela então presidente do STF Ellen Gracie (aposentada em 2011) e o ministro Gilmar Mendes, durante um arrastão na Linha Vermelha.

Aumento de 400%

Os ministros do Supremo têm veículos blindados à disposição no Rio desde fevereiro de 2009. O novo contrato, que deve ser homologado nesta segunda-feira, representa crescimento de 400% no volume de diárias anuais no período: elas saltaram de 50, em 2009, para 250 em 2014.

Parte da alta se explica pela nomeação recente de dois ministros nascidos no Estado do Rio: Luiz Fux, que assumiu o cargo em 2011, e Roberto Barroso, em 2013.

No ano passado, o contrato vigente previa o uso de 150 diárias, mas a quantidade foi insuficiente para dar conta da demanda dos ministros e esgotou-se. Em dezembro, o Supremo fez nova contratação, desta vez sem licitação. O tribunal recorreu ao artigo 24, inciso II, da Lei 8.666, que autoriza a dispensa em casos de "emergência" ou "calamidade pública". Segundo o STF, tratava-se de uma situação de "emergência", pois os veículos seriam "imprescindíveis" para a segurança dos ministros.

Além do Rio, os ministros também têm direito a usar veículos blindados na cidade de São Paulo desde outubro de 2011. Foram contratadas 120 diárias anuais, mas o número também se mostrou inadequado. Em outubro de 2012, um novo contrato ampliou a oferta para 200 diárias por ano na capital paulista, no valor individual de R$ 700.

Desde janeiro de 2012, os pregões para fornecer os veículos blindados são vencidos pela mesma empresa, a Rural Rental Service, de Porto Alegre. A empresa não tem site próprio, mas está sediada no mesmo local de outra companhia de locação, a Pontual Autolocadora.

Leia mais em: http://zip.net/bkl4Cy

 

domingo, 12 de janeiro de 2014

CORRUPÇÃO E SABEDORIA



Os escândalos se sucedem neste governo petralha, viram o que a Caixa Federal aprontou para inflar seus lucros? Simplesmente se apoderou de mais de 500 mil contas inativas de poupança que foram encerradas à revelia dos poupadores, algumas até com cinco mil reais, numa ação totalmente fora das leis e dos regulamentos o que inflou seu balanço positivo em mais de 700 milhões de reais. Tudo isto acontece porque estes malandros não tem medo de punição como também não tem medo os políticos corruptos que roubam a cada dia os nossos impostos e dilapidam o patrimônio nacional. O pior é que não é só dinheiro que nos roubam, roubam também nossas memórias, nossos heróis e nossa história!

Recebi por estes dias uma charge muito interessante tocando no alvo mesmo, os dizeres são mais ou menos assim: “Não adianta reclamar como leão e depois votar como jumento” e um cartaz lançando uma campanha: “Um povo que elege corruptos não é VÍTIMA, é CÚMPLICE”.

Realmente é a mais pura verdade, estes corruptos estão no poder porque o povo votou neles, não importa que se foram enganados, pois se o foram não foi por falta de aviso!

Vejam o que está acontecendo no feudo de Sarney, lá no Maranhão, onde sua filha Roseana é governadora e o poder está nas mãos da família há mais de meio século sempre com os votos do povão. Tem havido muita revolta nos presídios e por isto, nosso ilustre ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, pegando um avião da FAB lá se reuniu com Roseana e chegaram à conclusão que o aumento da criminalidade no estado se deve ao enriquecimento havido no seu progressivo governo e assim, não tem mais lugar para presos o que tem gerado as rebeliões nos presídios!
No entanto, eles plagiaram o ilustre ministro das relações exteriores da Venezuela que declarou: "Está faltando papel higiênico no país, porque a população está se alimentando mais", consequentemente...! 

Quanta sabedoria!

sábado, 11 de janeiro de 2014

A TRAGÉDIA DO MENSALÃO - GRUPO GUARARAPES

A TRAGÉDIA DO MENSALÃO  doc. 7 – 2014
www.fortalweb.com.br/grupoguararapes
 Altas figuras dos nossos poderes executivo e legislativo, em recente
governança do PT, se apoderaram de enormes recursos do país, num ato de
rapinagem inédito na história, com acusações recíprocas na imprensa e nas
casas legislativas entre os próprios implicados no crime. Os abutres e
chacais que bolaram a engenharia financeira da montanha de ladroagem desses
recursos contrariaram uma regra universal de que “não há crime perfeito”.
No Brasil, ladrão do povo é tido como profissão rendosa, respeitosa,
imputável e considerado um ato de esperteza, astúcia e inteligência, onde o
infrator ao ser preso com a mão na massa alega “perseguição política”. Em
qualquer país do mundo, roubar o erário acarretaria sérias sanções. Ninguém
gosta de ser chamado de ladrão. Existe até lei que dá direito ao marginal
de esconder a sua cara. Os larápios de pequenos furtos quando são
capturados tapam o rosto com a barra da camisa. Além de esconder a sua
identidade, esses simplórios meliantes não gostam de ser reconhecidos pelos
parentes, amigos ou vizinhos. Nessas circunstâncias o gatuno comum revela
uma condição humana de honradez e vergonha na cara.
No crime do mensalão a honra e a vergonha na cara foram deixadas de lado.
Ninguém se omitia nas acusações. Os figurões delinquentes apontavam o dedo
na cara uns dos outros. Dói no coração do povo toda a torpeza desses maus
brasileiros dirigentes dos destinos da nossa nação.
Depois de cinco anos na gangorra das engrenagens enferrujadas do nosso
complicado sistema jurídico, finalmente os acusados foram julgados e
condenados, pelo nosso Supremo Tribunal Federal, com provas irrefutáveis,
sendo-lhes aplicadas penalidades consideradas suaves, ante o odioso e
debochado roubo das finanças do Brasil. Muitos foram recolhidos aos
presídios em carros luxuosos e até em avião do governo. Alguns, numa
atitude grotesca e agressiva erguiam os braços com punhos fechados num
gesto insultuoso, querendo demonstrar que foram injustiçados. Outros
alegaram enfermidades graves para ficar detidos em suas residências para
tratamento das doenças.
Geralmente eles são gatunos de elevado nível funcional, bafejados pela
sorte, ganhando altos salários, trabalhando muito pouco e que só pensam em
enganar e roubar os seus pouco favorecidos semelhantes. Não respeitam o
sacrificado contribuinte que os elegeu. .Aparecem na mídia reclamando na
Justiça os seus “direitos” de não serem encarcerados pelos crimes
cometidos.
Se não houver uma radical reforma na política, na Justiça e no atual Código
Penal, outros crimes de mensalões certamente se repetirão.

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58
93. Cartório do 1º Registro de Títulos e Documentos, em Fortaleza.  Somos
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“A VERDADE É A ÚNICO TERRENO SEGURO QUE PODEMOS PISAR”  ELIZABETH CADY
STANTON (1815 – 1902)
“UMA SOCIEDADE DE OVELHAS COSTUMA DAR LUGAR A UM ESTADO DE LOBOS”.        
                                                        JOSÉ MANUEL DE ALMEIDA

PRECISAMOS APRENDER PARA EVOLUIR. A EVOLUÇÃO É INTELIGENTE. A MUDANÇA É
TRAUMÁTICA NA  HISTÓRIA DO MUNDO.

OS QUE QUEREM MUDANÇAS QUEREM O PODER PARA ELES.

OS QUE QUEREM EVOLUÇÃO AMAM A DEMOCRACIA.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ENTREVISTA DO PAPA FRANCISCO QUANDO CARDEAL.


ENTREVISTA DO PAPA FRANCISCO QUANDO CARDEAL.

TIRO PELA CULATRA

ENTREVISTA OU, MELHOR DIZENDO, TENTATIVA DE FAZER O CARDEAL BERGOGLIO
ENTRAR NUMA “SAIA JUSTA”.

Começa a circular a transcrição de uma entrevista feita com o atual Papa
quando ele era o então cardeal Bergoglio, na Argentina.

Na realidade foi uma emboscada realizada pelo jornalista Chris Mathews da MSNBC, mas Bergolio encurralou Mathews de tal forma que a entrevista nunca foi ao ar, porque, ao perceber que seu plano havia falhado, Mathews arquivou o vídeo.

Porém, um estudante de Notre Dame, que prestava serviços sociais na MSNBC, apoderou-se dele e o deu para seu professor.
 
A entrevista começou quando o jornalista, tentando embaraçar o Cardeal,
perguntou-lhe o que ele pensava sobre a pobreza no mundo.

O cardeal respondeu:
- Primeiro na Europa e agora nas Américas, alguns políticos têm se dedicado a endividar as pessoas, fazendo com que fiquem dependentes.

- E para quê? Para aumentar o seu poder. Eles são grandes especialistas em criação de pobreza e isso ninguém questiona. Eu me esforço para lutar
contra esta pobreza.

- A pobreza tornou-se algo natural e isso é ruim. Minha tarefa é evitar o
agravamento de tal condição. As ideologias que produzem a pobreza devem ser denunciadas. A educação é a grande solução para o problema.

- Devemos ensinar as pessoas como salvar sua alma, mas ensinar-lhes também a evitar a pobreza e a não permitir que o governo os conduza a esse estado lastimável

Mathews ofendido pergunta:
-
 O senhor culpa o governo?

- Eu culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Você e seus
amigos são socialistas. Vocês (socialistas) e suas políticas, são a causa
de 70 anos de miséria, e são culpados de levar muitos países à beira do
colapso. Vocês acreditam na redistribuição, que é uma das razões para a
pobreza. Vocês querem nacionalizar o universo para poder controlar todas as atividades humanas. Vocês destroem o incentivo do homem, até mesmo para cuidar de sua família, o que é um crime contra a natureza e contra Deus. Esta vossa ideologia cria mais pobres do que todas as empresas que vocês classificam de diabólicas”.

Replica Mathews:

- Eu nunca tinha ouvido nada parecido de um cardeal.

- As pessoas dominadas pelos socialistas precisam saber que não têm que ser pobres.

Ataca Mathews:

- E a América Latina? O senhor quer negar o progresso conseguido?

- O império da dependência foi criado na Venezuela por Hugo Chávez, com
falsas promessas e mentindo para que se ajoelhem diante de seu governo.
Dando peixe ao povo, sem lhes permitir pescar. Se na América Latina alguém aprende a pescar é punido e seus peixes são confiscados pelos socialistas. A liberdade é castigada.

- Você fala de progresso e eu falo de pobreza. Temo pela América Latina.
Toda a região está controlada por um bloco de regimes socialistas, como
Cuba, Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela, Nicarágua. Quem vai salvá-los (a América Latinadessa tirania?

Acusa Mathews:

- O senhor é um capitalista.

- Se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas,
hospitais, igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este
raciocínio?

- Claro que não, mas o senhor não acha que o capital é retirado do povo
pelas corporações abusivas?

- Não, eu acho que as pessoas, através de suas escolhas econômicas, devem decidir que parte do seu capital vai para esses projetos. O uso do capital deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam (confiscam) esse capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que surge um problema grave. O capital investido voluntariamente é legítimo, mas o que é investido com base na coerção é ilegítimo.

- Suas idéias são radicais, diz o jornalista.

- Não. Há anos Khrushchev advertiu: "Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos ajudar os seus líderes com injeções de socialismo, até que, ao acordar, eles percebam que abraçaram o comunismo".

Isto está acontecendo agora mesmo no antigo bastião da liberdade. Como os EUA poderão salvar a América Latina, se eles próprios se tornarem escravos de seu governo?

Mathews diz:

- Eu não consigo digerir (aceitar) tal pensamento.

O cardeal respondeu:

- Você está muito irritado porque a verdade pode ser dolorosa. Vocês (os
socialistas) criaram o estado de bem-estar que consiste apenas em atender às necessidades dos pobres, pobres esses que foram criados por vocês mesmos, com a vossa política. O estado interventor retira da sociedade, a sua responsabilidade. Graças ao estado assistencialista, as famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar, incluindo as igrejas.


As pessoas já não praticam mais a caridade e veem os pobres como um
problema de governo.

- Para a igreja já não há pobres a ajudar, porque foram empobrecidos
permanentemente e agora são propriedade dos políticos. E algo que me irrita profundamente, é o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem conseguir analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida, vota em quem os afundou na pobreza ..

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Todos estão sabendo que teremos eleições em 2014.
Todos têm consciência que os eleitos serão os dirigentes do Brasil por 4
anos.
Todos admitem que os eleitos dependêm de seus votos.
Todos reconhecem que não adianta reclamar se os eleitos não corresponderem ao sonho de um Brasil sério. O eleito chegou lá com seu voto

Todos precisam ajudar ao Brasil. O Brasil será grande com grande filhos

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA - CARLOS ALBERTO DI FRANCO


CARLOS ALBERTO DI FRANCO - O Estado de S.Paulo

O Uruguai, que já permitia o consumo de maconha, legalizou a produção e a venda da droga. A nova lei foi aprovada no Senado por 16 votos a 13 e deverá entrar em vigor no primeiro semestre de 2014. Pela nova legislação, os uruguaios e estrangeiros que residem no país e têm mais de 18 anos poderão comprar até 40 gramas da erva por mês em farmácias credenciadas pelo governo. Os defensores da liberação, armados de uma ingenuidade cortante, acreditam que a legalização reduzirá a ação dos traficantes. Mas ocultam uma premissa essencial no terrível silogismo da dependência química: a compulsividade. O usuário, por óbvio, não ficará no limite legal. O tráfico, infelizmente, não vai desaparecer.

A psiquiatra mexicana Nora Volkow é uma referência na pesquisa da dependência química no mundo. Foi quem primeiro usou a tomografia para comprovar as consequências do uso de drogas no cérebro. Desde 2003 na direção do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas, nos Estados Unidos, Volkow é uma voz respeitada. No momento em que recrudesce a campanha para a descriminalização das drogas, suas palavras são uma forte estocada nos argumentos politicamente corretos.

A cientista foi entrevistada pela revista Veja, em março de 2010. A revista trouxe à baila um crime que chocou a sociedade. O cartunista Glauco Villas Boas e seu filho foram mortos por um jovem com sintomas de esquizofrenia e que usava constantemente maconha e dimetiltriptamina (DMT), na forma de um chá conhecido como Santo Daime. "Que efeito essas drogas têm sobre um cérebro esquizofrênico?" A resposta foi clara e direta: "Portadores de esquizofrenia têm propensão à paranoia, e tanto a maconha quanto a DMT (presente no chá do Santo Daime) agravam esse sintoma, além de aumentarem a profundidade e a frequência das alucinações. Drogas que produzem psicoses por si próprias, como metanfetamina, maconha e LSD, podem piorar a doença mental de uma forma abrupta e veloz", sublinhou a pesquisadora.

Quer dizer, a descriminalização das drogas facilitaria o consumo das substâncias. Aplainado o caminho de acesso às drogas, os portadores de esquizofrenia teriam, em princípio, maior probabilidade de surtar e, consequentemente, de praticar crimes e ações antissociais. Ao que tudo indica, foi o que aconteceu com o jovem assassino do cartunista. A suposição, muito razoável, é um tiro de morte no discurso da ingenuidade.

Além disso, a maconha, droga glamourizada pelos defensores da descriminalização, é frequentemente a porta de entrada para outras drogas. "Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva", diz Nora Volkow. "Trata-se de um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela pode bloquear receptores neurais muito importantes." Pode, efetivamente, causar ansiedade, perda de memória, depressão e surtos psicóticos. Não dá para entender, portanto, o recorrente empenho de descriminalização. Também não serve o falso argumento de que é preciso evitar a punição do usuário. Nenhum juiz, hoje em dia, determina a prisão de um jovem por usar maconha. A prisão, quando ocorre, está ligada à prática de delitos que derivam da dependência química: roubo, furto, pequeno tráfico, etc. Na maioria dos casos, de acordo com a Lei n.º 9.099/95, há aplicação de penas alternativas, tais como prestação de serviços à comunidade e eventuais multas no caso de réu primário.

Caso adotássemos os princípios defendidos pelos lobistas da liberação, o Brasil estaria entrando, com o costumeiro atraso, na canoa furada da experiência europeia. Todos, menos os ingênuos, sabem que, assim como não existe meia gravidez, também não há meia dependência. É raro encontrar um consumidor ocasional. Existe, sim, usuário iniciante, mas que muito cedo se transforma em dependente crônico. Afinal, a compulsão é a principal característica do adicto. Um cigarro da "inofensiva" maconha preconizada pelos arautos da liberação pode ser o passaporte para uma overdose de cocaína. Não estou falando de teorias, mas da realidade cotidiana e dramática de muitos dependentes. Transcrevo, caro leitor, o depoimento de um dependente químico. Ele fala com a experiência de quem esteve no fundo do poço.

"Sou filho único. Talvez porque meus pais não pudessem ter outros filhos, me cercavam de mimos e realizavam todas as minhas vontades. Aos 12 anos comecei a fumar maconha, aos 17 comecei a cheirar cocaína. E perdi o controle. Fiz um tratamento psiquiátrico, fiquei nove meses tomando medicamentos e voltei a fumar maconha. Nessa época, já cursava medicina e convenci os meus pais de que a maconha fazia menos mal que o cigarro comum. Meus argumentos estavam alicerçados em literatura e publicações científicas. Eles mal sabiam que estavam sendo enganados, pois, além de cheirar, também passei a injetar cocaína e dolantina, que é um opiáceo. Sofri uma overdose e só não morri porque estava dentro de um hospital, que é o meu local de trabalho. Após essa fatalidade, decidi me internar numa comunidade terapêutica e, hoje, graças a Deus, estou sóbrio. O uso moderado de maconha sempre acabava nas drogas injetáveis. Somente a sobriedade total, inclusive do álcool, me devolveu a qualidade de vida que não pretendo trocar nem por uma simples cerveja ou uma dose de uísque." A.S.N., médico de Ribeirão Preto (SP), é ex-interno da Comunidade Terapêutica Horto de Deus (www.hortodedeus.org.br).

As drogas estão matando a juventude. A dependência química não admite discursos ingênuos, mas ações firmes e investimentos na prevenção e na recuperação de dependentes. A todos, um feliz Natal!

DOUTOR EM COMUNICAÇÃO PELA UNIVERSIDADE DE NAVARRA, É DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DO INSTITUTO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS SOCIAIS E-MAIL: DIFRANCO@IICS.ORG.BR

 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

PROBLEMA INDÍGENA


Quando se tem um governo irresponsável e incompetente que assina documentos sem ler as consequências  são sempre a criação de problemas que já deveriam há muito  terem sido resolvidos, sobre este que agora está no noticiário nosso amigo Dr. Humberto escreveu:

“Tudo o que está acontecendo na região de Humaitá, reserva indígena de Tenharin é o resultado prático da falta de conhecimento do semianalfabeto Luiz Inácio Lula da Silva e da irresponsabilidade, ou talvez, mau caratismo de Celso Amorim que, quando ministro das Relações Exteriores, mandou a diplomacia brasileira assinar a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, que dá independência territorial, política, econômica e cultural às “reservas”; ou seja a União perde a soberania sobre todas as reservas indígenas brasileiras. As fronteiras Norte serão praticamente apagadas. Esse tratado há muito já foi rejeitado pelo Canadá, pelos Estados Unidos e pela Austrália, países que tem pendência com nativos na área jurídica. Para quem não sabe, o Brasil hoje não é uma nação una, são várias nações independentes dentro do nosso território, inclusive com direito a acessar fóruns internacionais. Porém, como na época da assinatura houve uma forte reação das Forças Armadas contra esse tratado da ONU, o Exu de Garanhuns acovardou-se e não o enviou para ratificação pelo Congresso, condição indispensável para que possa realmente entrar plenamente em vigor. Se nós não tivéssemos um Legislativo formado em sua maioria por bandidos, esse tratado poderia ser desaprovado. O atual governo o mantem engavetado. Melhor assim, enquanto a Câmara e o Senado não trocarem os ratos por verdadeiros patriotas.

 

 Humberto de Luna Freire Filho, médico!"