quarta-feira, 20 de agosto de 2014

QUAL SERÁ PIOR: MARINA OU DILMA?


Qual será pior: Marina ou Dilma? 
 O PT está preocupado com as possibilidades de Marina nas eleições de outubro, e com razão, pois não se pode desprezar os quase 20 milhões votos que ela obteve em 2010, mesmo disputando por um partido inexpressivo e sem gastar muito perto do que gastaram os adversários.

É quase certo que sua entrada no páreo levará o pleito para o segundo turno, pelo menos é o que pensa a maioria dos analistas políticos, não se sabendo ainda se ela estará na disputa ou será o Aécio, nestas alturas, tudo é possível, pois o eleitor brasileiro é muito sensível aos acontecimentos como a morte prematura do candidato do PSB, Eduardo Campos.

Não se sabe ainda qual será o vice da candidata, alguns pensam até na viúva do ex-governador de Pernambuco, muito querida por aquelas plagas e junto com Marina poderá comover principalmente o eleitorado feminino.

Interessante é o PT lançar dúvidas sobre a capacidade de Marina “liderar um país tão complexo e nesse momento de dificuldades na economia”. Gozado que esta preocupação não tiveram quando lançaram a Dilma, tão crua como Marina em administração. Agora confessam que a situação está em perigo, fato negado peremptoriamente pelo governo. Outra coisa que chama atenção são as propostas de governo de um partido que já está há quase doze anos no poder e devendo ainda as promessas da primeira campanha.

Eu, particularmente temo principalmente no caso de uma eventual vitória da candidata do PSB que prevaleçam suas ideias ecológicas, principalmente contra o agronegócio que há tempos vem sendo a salvação da balança comercial brasileira, num momento em que a indústria nacional perde na disputa por novos mercados internacionais e até no mercado doméstico.

 Um ministro presente à uma reunião palaciana saiu-se com esta: "Será que a classe média vai querer arriscar tudo? Vale a pena mudar nesse momento de tensão?". A classe média já está é cheia da Dilma e do PT, queremos mesmo é que ela desapareça do cenário político antes que acabe com o que resta das nossas grandes estatais como a Eletrobrás, a Petrobrás e, logo logo, com a Caixa Federal e o Banco do Brasil.

Na realidade Marina pode ser honesta e de boa vontade, contudo, realmente não se vê nela condições de gerir nosso tão maltratado Brasil.

Dilma disse certa vez que o PT “faria o diabo” para vencer esta eleição, podemos mesmo esperar que isto aconteça!


terça-feira, 19 de agosto de 2014

VAMOS MUDAR E EXORCIZAR OS MAUS POLÍTICOS - GRUPO GUARARAPES

 VAMOS MUDAR E EXORCIZAR OS MAUS POLÍTICOS DOS PODERES Art. 09
 WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPO GUARARAPES
 DOC. Nº 72 – 2014
    PENSE E LEMBRE-SE NOS RESPONSÁVEIS PELO ATUAL CAOS DO PAIS:
- inflação em alta e crescente anualmente, enquanto o crescimento econômico
pode ser considerado pífio, abaixo da maioria dos países da América
Latina , dos BRICS e da média do crescimento mundial;
 - produção energética próxima ao colapso, mesmo com os frequentes subsídios
do governo tem feito e que será repassado aos consumidores, a qualquer
hora;
-presença crescente do governo na economia onde tem se mostrado
incompetente, inoportuno, possibilitando, desvios criminosos de recursos em
face de uma corrupção inaceitável e mesmo descontrolada. Vejam os casos da
ELETROBRÁS e da PETROBRÁS;
 - a farsa da nova classe média, com a invenção das baixas altas das taxas de
emprego, excluindo os 14 milhões de famílias “assistidas” pelos programas
“bolsas”, isto é , as que recebem menos de R$273,00 mensais, o que
caracteriza a pobreza absoluta e que não poderiam ser incluídas na classe
média;
 - a destruição, por abandono, da infraestrutura do país: portos, estradas,
aeroportos, informática, etc., tudo hoje sucateado, elevando o chamado
“custo Brasil”, tirando a capacidade de concorrência em face da produção e
produtividade dos países concorrentes e com sérios reflexos na balança
comercial do país, no momento, deficitária;
 - o aparelhamento dos órgãos públicos, com loteamento de cargos entre os
partidos políticos e sindicatos de toda ordem, sendo 39 ministérios, 23 mil
cargos comissionados e ocupação de cargos e diretorias por sindicalistas
não habilitados, para tal e os correligionários derrotados nas urnas (nas
eleições);
 - o descontrole dos gastos públicos, gerando crescente déficit
orçamentário, encoberto por cambalhotas contábeis que acabaram
comprometendo o grau de risco do país na classificação das agências
internacionais. O crescimento da arrecadação, embora crescente, ano a ano,
tem sido menor que o crescimento das despesas orçamentárias, oque
identifica  a inflação endêmica:
 - a explosão da carga tributária, irracional e má aplicada, uma das mais
altas do mundo, que oferece em troca serviços públicos insuficientes e de
péssima qualidade e faz crescer o “custo Brasil”;
 -os escândalos frequentes, produtos da crescente corrupção petista,
sobressaindo os do “mensalão”, da PETROBRÁS, da ELETROBRÁS e os das
aplicações de recursos públicos com envolvimento do BNDES, BB, Caixa
Econômica, especialmente envolvendo os PAC I e  II, etc.;
 - o preocupante aumento na dívida pública, mais que duplicou nos 12 anos da
administração caótica do PT e partidos coligados;]
 - o crescente déficit no balanço de pagamentos, que atingiu o saldo
negativo de 6,5 bilhões de dólares nos três primeiros meses do ano, em face
do alto “custo Brasil” e da preferência da política externa voltada para os
países  socialistas da administrações fracassadas, exceto a China, meia
socialista;
 - o endividamento das famílias, seduzidas pelo crédito fácil, levando-as a
assumirem compromissos superiores aos seus ganhos, com crescente
inadimplemento dessas famílias;
 - a derrocada da Petrobras, cujo valor de mercado caiu à metade nos três
anos do governo Dilma, passando de 20ª para 120ª maior empresa do mundo;
 - a ilusão dos PAC I e II, Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, etc.,
destinada ao fracasso, pelo desperdício, corrupção, incapacidade gerencial,
má gestão, principalmente, pelo fracasso da política econômica
caracterizada pelo crescimento pífio com reflexo no poder aquisitivo das
massas populares;
 - a compra de votos por meio dos programas “bolsas” “amparando” 14 milhões
de famílias, ou seja, 42 milhões de votos (14x3) comprados com verbas
públicas;
- o alinhamento irresponsável da política externa com governos totalitários
e comunistas, especialmente na América Latina e África, gerando sérios
prejuízos à imagem do país e reflexo na balança comercial do país;
- as falácias da propaganda oficial, alardeando projetos mal alinhavados,
que se provam impossíveis na prática (construções de 800 aeroportos, de
creches para atender a demanda, universalização do ensino);
Brasileiros melhore este documento e faça circular para salvar o Brasil em
outubro próximo, exorcizando o PT e os maus brasileiros do poder.
 PENSE E LEMBRE-SE DELES QUANDO FOR VOTAR EM OUTBRO
 Fortaleza, 10 de agosto de2014
 GRUPO GUARARAPES

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ANOS CHUMBO - MIRIAN MACEDO

Hoje ela tem a coragem moral de dizer parte do que aconteceu nos "anos de chumbo".


Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade. Fui uma subversivazinha medíocre, mal fui aliciada e já caí, com as mãos cheias de material comprometedor. Não tive nem o cuidado de esconder os jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no meio dos livros de uma estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.
Já contei o que eu fazia (quase nada). A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS!
Repeti e escrevi a mentira de que tinha tomado choques elétricos (poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu ficavam ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por pouquíssimos segundos: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).
Eu menti dizendo que meus algozes diversas vezes se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.
Quanto aos empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência nem chegaram a machucar nada mais que um gesto irritado de um dos inquisidores, eu os levava à loucura, com meu enrolation. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto".
Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando.
Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos podem ser consideradas tortura inumana se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI. Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido barbaramente torturados falávamos a verdade?
Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das barbaridades e torturas eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos barbaramente torturados e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica do torturadores. Não, técnica de torturado, ou seja, mentira.
Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre." A pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso. Como assim, todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.
Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saímos com a aura de heróis e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tínhamos nos ensinado o que fazer.
E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e amarelões que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.
Quando um dia perguntaram-me se eu queria conhecer a marieta, pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que marieta era uma corruptela de maritaca (nome que se dava à maquininha que rodava e dava choque elétrico). Eu não a quis conhecer.
Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça." Vou conferir.
(A autora é Jornalista. Publicado no blog da autora.)
http://blogdemirianmacedo.blogspot.com.br

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

PORQUE NÃO EXISTE PAZ - Gregorio Vivanco Lopes

Porque não existe paz
Gregorio Vivanco Lopes
Pomba
No dia 26 de janeiro último, o Papa Francisco, após rezar pela paz entre Rússia e Ucrânia, soltou duas pombas, símbolo da paz. Como se nota na foto, as pombas foram atacadas por uma gaivota e depois por um corvo.
Nunca se falou tanto de paz como em nossa época. Entretanto, nunca houve tanta violência!
Os confrontos entre Israel e o Hamas ameaçam transformar-se numa nova guerra geral. O mesmo se diga das incursões russas na Ucrânia para desestabilizá-la. Há ainda a proclamação ameaçadora de um Califado no Iraque por muçulmanos anticatólicos, primos dos que entram às torrentes nos países europeus como imigrantes.
Na Nigéria, a perseguição mortífera aos cristãos tem o caráter de genocídio. No Afeganistão, os talibãs impõem pela força das armas seu Alcorão a uma população aterrorizada. Na vizinha Colômbia, os guerrilheiros das FARC, no seu diálogo com um governo concessivo e fraco, exigem que suas condições sejam aceitas. Na Bolívia, índios protagonizam verdadeiras batalhas campais. Na Venezuela, o regime bolivariano vai se radicalizando. Na Rússia, pergunta-se o que fará Putin, o autocrata enigmático, com as armas atômicas armazenadas naquele país.
No Brasil, com complacência das autoridades, os chamados sem-teto criam um clima de insegurança e agitação constantes, somados aos outros “movimentos sociais” que o decreto 8.243 da presidente Dilma erige em interlocutores do governo, para substituir o Legislativo. Ainda no Brasil — e em várias partes do mundo — a criminalidade aumenta assustadoramente. A população tem medo até de sair às ruas.
Mas a ausência de paz também se nota de modo alarmante na esfera privada.
Está se tornando comum filhos matarem os pais por “dá cá aquela palha”. Pelo mundo todo, mães matam os filhos antes de eles nascerem, por meio do aborto, cada vez mais ameaçador. “Máquinas da morte” estão sendo usadas em alguns países para produzir eutanásia. Elas são acionadas por computador pela própria vítima, que aplica em si mesma uma injeção letal.
Para conter a violência, de nada adianta ficar somente falando em paz, dizer que esta é necessária etc. Nesse sentido — como em muitos outros — a ação das associações de direitos humanos, da ONU, das ONGs, e do que mais se queira, tem-se revelado totalmente ineficaz.
De outro lado, como esperar que a violência diminua, com a televisão despejando diariamente sua dose envenenada de violência e imoralidade dentro dos lares?
Impõe-se uma restauração moral da sociedade. Sem a prática dos Mandamentos da Lei de Deus, não há violência que não estoure. Mas para isso seria necessário um empenho sério e decidido do clero católico, desde os simples sacerdotes até os mais altos escalões da hierarquia eclesiástica, na pregação da doutrina católica tradicional. Porém, isso parece ser propriamente o que mais falta.
Daí aplicar-se a nossos dias a lamentação do Profeta Jeremias: “Sem responsabilidade, querem curar a ferida do meu povo, dizendo: ‘Paz! Paz!’, quando não existe paz” (6, 14).
___________________
(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM).

Não desejando receber outras matérias, basta responder a este e-mail com a palavra REMOVER.
Prof. Ênio José Toniolo (aposentado da UNESP)

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

COMISSÃO DA INTERNACIONAL SOCIALISTA - RODRIGO CONSTANTINO

Comissão da Internacional Socialista.

É tudo muito asqueroso. Preparem a caixa de Engov, e em casos mais sensíveis, recomendo uma injeção de Plasil preparada e acessível. Vejam o coral cantando a “Internacional Socialista” em evento oficial da Comissão da Verdade no Rio, com a presença da ministra Maria do Rosário. Eis o link do vídeo. :  http://mais.uol.com.br/view/e0qbgxid79uv/flash-para-coti-04024D183970D4C14326?types=A&

 Trata-se do hino oficial dos comunistas, que chegou a ser adotado pela antiga União Soviética. A URSS, para quem não lembra, tem em seu currículo mais de 20 milhões de mortos inocentes. Lênin, Stalin, Pol-Pot e Mao Tse-Tung fazem Hitler parecer um mero aprendiz de carniceiro.

 Alguém poderia imaginar nazistas cantando com o punho direito estendido em evento oficial de governo, na presença de ministro? Seria um ultraje inaceitável, naturalmente. O nacional-socialismo merece a lata do lixo da história, e todos sabem disso.

 Curiosamente, muitos ainda usam a foice e o martelo como símbolo oficial até de partido, cantam hinos comunistas, cerram os punhos em homenagem aos maiores assassinos que a Humanidade já teve. E fica tudo por isso mesmo!

Comissão da Verdade? Sei… Comissão da Mentira, isso sim! Tentativa de reescrever a história, de resgatar do limbo o fracassado comunismo, isso sim! Até quando vamos tolerar esta pouca vergonha?

 “Ah, mas o comunismo morreu e a Guerra Fria acabou, não seja tão paranoico…”. Mesmo?
 
Rodrigo Constantino

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

MENTIRAS QUE CUSTAM CARO - Vargas Llosa

 MENTIRAS QUE CUSTAM CARO (Vargas Llosa), publicado no jornal “O Estado de São Paulo”.

UM ESTRANGEIRO - não é petista nem tucano - FALA DO BRASIL
Talvez o maior escritor latino-americano vivo, o peruano Mario Vargas
Llosa (Nobel em literatura em 2010) escreveu sobre o Brasil para um
jornal argentino. Profundo conhecedor de nossas raízes, é autor de uma
obra-prima literária, "A GUERRA DO FIM DO MUNDO", romance histórico em
que retrata a saga de Canudos e de Antônio Conselheiro. O texto é leve,
e interessante a sua opinião: quem olha de fora não está afetivamente
ligado a nenhuma bandeira partidária, o que favorece a imparcialidade.
Leia aqui a tradução do espanhol.
ARTIGO DE VARGAS LLOSA:
MENTIRAS QUE CUSTAM CARO
A DERROTA DO BRASIL, ESPELHO DE UM PAÍS EM APUROS
Por Mario Vargas Llosa | Para LA NACION
MADRID.- Senti muita pena da catastrófica derrota do Brasil para a
Alemanha na semifinal da Copa do Mundo, mas confesso que não chegou a
ser uma surpresa. Faz algum tempo que a famosa seleção canarinho já não
é mais a mesma, hoje bem diferente da mítica esquadra brasileira que
deslumbrou minha juventude, impressão que se confirmou para mim já nas
primeiras partidas deste campeonato mundial. A equipe brasileira deixou
uma imagem muito negativa: fazia esforços desesperados para não ser o
que foi no passado, tratando de jogar um futebol de fria eficiência, nos
moldes europeus.
Nada funcionava direito; havia algo forçado, artificial, antinatural
nesse esforço, que se traduzia num rendimento sem inspiração de todo o
grupo, inclusive de sua principal estrela, Neimar. Todos os jogadores
pareciam amarrados. O velho estilo - de um Pelé, Sócrates, Garrincha,
Tostão, Zico - seduzia porque estimulava o triunfo e a criatividade de
cada um, disso resultando que a equipe brasileira, além de fazer gols
(eficácia), também oferecia um espetáculo soberbo, no qual o futebol era
mais do que esporte, convertendo-se em arte: coreografia, dança, circo,
balé.
A crônica esportiva encheu de impropérios Luiz Felipe Scolari (treinador
brasileiro), responsabilizando-o pela humilhante derrota, alegando que
ele impôs à seleção um sistema de jogo coletivo que traiu uma tradição
de excelência, impedindo a brilhatura e iniciativa individuais, antes
inseparáveis de sua eficácia, transformando os jogadores em simples
peças de uma estratégia, quase autômatos. No entanto, acredito eu que a
culpa de Scolari não é exclusivamente sua; antes, é, talvez, uma
manifestação - no âmbito esportivo - de um fenômeno que, já faz algum
tempo, representa TODO O BRASIL, qual seja, viver uma ficção que é
brutalmente desmentida por uma realidade profunda.
Tudo começa com o governo de Lula da Silva (2003-2010), o qual, conforme
um mito universalmente aceito, "deu o impulso decisivo ao
desenvolvimento econômico do Brasil, assim despertando o gigante
adormecido e o encaminhando na direção das grandes potências". As
estatísticas formidáveis fornecidas pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) eram aceitas por todos: no período, o
número de pobres baixou de 49 para 16 milhões; e a classe média aumentou
de 66 para 113 milhares. Não é de se estranhar que, com tais
credenciais, Dilma Rousseff (companheira e discípula de Lula) haja
vencido as eleições com tanta facilidade. Porém, agora que Dilma
pretende reeleger-se e a verdade sobre a economia brasileira parece
tomar o lugar do mito, muitos a estão responsabilizando pelo declínio
veloz da economia e, ainda, pedem um regresso ao "lulismo", isto é, ao
governo que semeou, com suas políticas mercantilistas e corruptas, as
sementes da catástrofe.
A verdade é que não houve nenhum milagre naqueles anos. O que houve,
sim, foi uma grande fantasia, que somente agora começa a ser
desmascarada, exatamente como ocorreu com o futebol brasileiro. Ora, a
política populista que Lula pôs em prática durante seus mandatos acabou
produzindo a ilusão de progresso social e econômico que não passou de
fugaz pirotecnia. O endividamento que financiava os custosos programas
sociais era, com grande frequência, uma cortina de fumaça para a
corrupção que levou muitos ministros e altos funcionários - daqueles
anos e de agora também - para a cadeia ou ao banco dos réus. As ligações
mercantilistas entre governo e empresas privadas enriqueceram um
considerável número de agentes políticos e de empresários, mas criaram
um sistema tão diabolicamente burocrático que acabou incentivando a
corrupção e enfraquecendo os investimentos. Por outro lado, o Estado se
meteu muitas vezes em faraônicas e irresponsáveis operações como, por
exemplo, os enormes gastos com a Copa.
O governo brasileiro disse que não haveria dinheiro público nos 13
bilhões que seriam investidos na organização da Copa. ERA MENTIRA! O
BNDS (Banco Brasileiro de Desenvolvimento) financiou quase todas as
empresas que "ganharam" as obras de infraestrutura. E TODAS essas
empresas subsidiam o Partido dos Trabalhadores, atualmente no poder.
(Calcula-se que, para cada dólar doado ao PT, as empresas ganharam entre
15 e 30 em contratos.)
As próprias obras constituíram um caso flagrante de delírio messiânico e
fantástica irresponsabilidade. Houve doze estádios preparados para a
Copa, quando bastavam oito, conforme advertiu a própria FIFA. O
planejamento foi tão negligente que a metade das obras de infraestrutura
urbana e de transporte acabou cancelada ou somente será¡ concluída agora
que a Copa terminou. Não é de estranhar-se, pois, que a insatisfação
popular diante de tanto desperdício de recurso público (esbanjamento
praticado para ter uma publicidade eleitoreira), tenha levado milhares
de brasileiros às ruas em agitações por todo o Brasil!
As cifras que os organismos internacionais (como o Banco Mundial) dão,
neste momento, acerca do futuro imediato do Brasil são por demais
alarmantes. Calcula-se que, para este ano de 2014, a economia brasileira
terá o crescimento de um modesto 1,5%. Ou seja, terá uma redução de meio
ponto sobre o índice dos últimos dois anos, período em que apenas raspou
nos 2%. As perspectivas de investimento privado para este ano são muito
escassas, isso pela desconfiança surgida: apostou-se num modelo que se
acreditava original, mas que se revelou nada mais do que uma perigosa
aliança de populismo com mercantilismo. A desconfiança vem igualmente da
teia burocrática e intervencionista que asfixia a atividade empresarial,
além de propagar as práticas mafiosas.
No entanto, mesmo diante desse horizonte tão preocupante, a máquina
pública segue crescendo sem moderação - já consome 40% do produto
interno bruto. O governo multiplica os impostos à guisa de "correções"
do mercado, fazendo aumentar a insegurança dos empresários e dos
investidores. Contudo, apesar disso, conforme as pesquisas, Dilma deverá
vencer as próximas eleições; e seguirá governando inspirada nas
realizações e sucessos de Lula da Silva.
Se for assim, o povo brasileiro não apenas estará provocando sua própria
ruína, mas também (mais cedo que tarde) descobrirá que o mito em que
está baseado o modelo brasileiro é uma ficção tão desprovida de
seriedade quanto a sua seleção de futebol que foi aniquilada pela
Alemanha. Descobrirá que é bem mais difícil reconstruir um país do que
destruí-lo. O povo descobrirá, ainda, que em todos estes anos - primeiro
com Lula, depois com Dilma - esteve vivendo uma mentira pela qual
pagarão os seus filhos e netos, quando eles tiverem que começar a
reedificar, desde a raiz, uma sociedade vitimada por essas políticas e
afundada ainda mais no subdesenvolvimento. É verdade que o Brasil foi um
gigante que começava a despertar naqueles anos em que foi governado por
Fernando Henrique Cardoso, que pôs as finanças do país em ordem,
estabilizou a moeda nacional e estabeleceu as bases de uma verdadeira
democracia, delineando uma genuína economia de mercado. Porém, os seus
sucessores, em vez de manter e aprofundar aquelas reformas, preferiram
desfazê-las, obrigando o país a regressar a velhas práticas degradantes.
Não apenas os brasileiros embarcaram na fantasia fabricada por Lula da
Silva, mas também o resto dos latino-americanos. Porque a política
exterior do Brasil, em todos esses anos, foi de cumplicidade e apoio
descarado à política venezuelana do comandante Chaves e de Nicolás
maduro; e de uma vergonhosa "neutralidade" ante o regime cubano. Assim,
perante os organismos internacionais, o Brasil negou toda forma de apoio
aos corajosos dissidentes que, nos dois países, lutam por restaurar a
democracia e recuperar a liberdade. Ao mesmo tempo, porém, os governos
populistas de Evo Morales, na Bolívia; do comandante Ortega, na
Nicarágua, e de Correa, no Equador - as mais viciadas formas de "governo
representativo" em toda a América Latina -, receberam do Brasil o mais
ativo aval.
Por isso, quanto mais rápido caia a máscara deste suposto gigante em que
se converteu o Brasil pelas mãos de Lula, tanto melhor para os
brasileiros. O mito da seleção canarinho fazia-nos sonhar belíssimos
sonhos. Todavia, tanto no futebol quanto na política é mau viver
sonhando, sendo sempre preferível, por amarga que seja, enfrentar a
verdade.


 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A SEMENTE ESTÁ GERMINANDO

A SEMENTE ESTÁ GERMINANDO
       A semente que foi lançada nas manifestações de rua do ano passado está a germinar e como semente que cai em solo fértil já está se multiplicando, a indignação está cada vez mais evidente entre o povo, contra  a falta de vergonha de nossos políticos, com raríssimas exceções,  e os gestores da coisa pública cada vez mais desmoralizados, principalmente os de Brasília, sede do poder central e da maior concentração de corruptos por metro quadrado.
       Estes políticos gestores, os homens públicos, hoje não passam de masculino de “mulher pública” como eram chamadas antigamente as “mulheres de vida fácil”. Com a impunidade total para a roubalheira, vejam-se os escândalos da Petrobrás, da Eletrobrás, dos acordos escusos com as empreiteiras amigas, dos empréstimos e das doações absurdas a países governados por “companheiros” e ditadores, tudo isto tem finalmente mexido com o entendimento de nosso povo, vamos ver se este entendimento persistirá até outubro.
       Não podemos deixar de lembrar que tudo isto começou quando o partido que se dizia incorruptível, que não roubava e não deixava roubar, foi guindado ao poder, graças às promessas mentirosas e principalmente à postura de Fernando Henrique Cardoso que não se envolveu no processo de sucessão como devia e como fez o ex-presidente Lula ao conseguir eleger um chamado “poste” para sucedê-lo e o que vemos é isto ai que está acontecendo. Dona Dilma chama de pessimistas aqueles que a criticam quando na verdade apenas expressam aquilo que os números, mesmo camuflados, mostram o inexorável destino de nosso pais para os próximos anos se medidas urgentes e radicais não forem tomadas.

       Espero que estas sementes já germinadas se multipliquem e se transformem, como que num tsunami, para varrer para sempre esta vergonhosa corrupção que nos consome!