sábado, 17 de novembro de 2012

UM FLASH DA COMUNIZAÇÃO DA ILHA DA FANATASIA - VALMIR F. AZEVEDO PEREIRA

Um flash na comunização da ILHA DA FANTASIA

Vera Cruz, nas últimas décadas, tornou - se uma ilha cercada de corruptos por todos os lados. Se fossem apenas reles ladravazes, tudo bem, mas são criminosos, terroristas, indivíduos da pior espécie.

No início, na colossal ilha abundavam os indolentes nativos. Eram silvícolas que gozavam das riquezas da terra, viviam em paz, cantavam adoidados e promoviam orgias sacanas em determinadas épocas que chamavam de carnaval.

Depois vieram os negros. Trouxeram crendices, muita dança folclórica e se adaptaram e proliferaram no novo paraíso.

Mas um dia, chegaram à ilha os subversivos e terroristas, que valendo - se da baixa cultura existente, aproveitaram - se da boa fé popular e se proclamaram enviados dos deuses. Vamos apelidá – los de Grão – Senhores.

As lanças, os arcos e a flechas, considerados perigosíssimos, foram queimados, e adotadas a foice e o martelo como as armas oficiais da ilha.

Era uma milenar tradição local, o “jeitinho nativo de ser”, hábito salutar de levar vantagem em tudo, transformado pelos novos donos no “meu jeitinho cretino de ser”, cacoete do próprio em levar e até arrancar proveito em tudo e de todos.

Subvertendo a inofensiva inocência, decretaram que a ilha sofreria uma total lavagem cerebral, que o passado não existia, apagaram a sua história e expurgaram os seus antigos heróis.

Para isso, aplicaram a teoria do “dividir para vencer”, e de os “fins justificam os meios”, o que aniquilou com a maioria silenciosa e atraiu para o seu terreiro, as minorias, os incompreendidos. Assim, atingir ao orgasmo da dominação foi como tirar doce de uma criança.

Depois, desprezando a miscigenação, determinaram o predomínio dos negros, pouco se lixando para os seculares moradores da terra. Do mesmo modo, decretaram um tratamento especial para os nativos e nativas pouco afeitos ao sexo oposto, e os denominaram como enviados, grupelho de seres especiais por suas esdrúxulas preferências.

Assim, de proibição em proibição, foram criando uma série de tabus, mas patrocinando outros; proibiram - se a ingestão de uma simples cuia de bebida e a palmada nos curumins travessos; em compensação liberaram e lideraram a corrupção, abençoaram a impunidade e socializaram o consumo de drogas, cooptando mais uma tribo de inconsequentes zumbis para o seu curral.

Quanto às terras, tiravam dos que tinham, não importando o sacrifício que padeceram para obtê – las, e as doavam para os desocupados. Como estes eram às centenas, mais um bando de votantes engrossou as suas hostes.

E o tempo passou, com novas crendices, com novas práticas, até impuseram aos seus súditos a total adoração “do tudo pelo social” e, como primeiro passo, decretaram que nem todos são iguais, pelo menos diante deles.

Em consequência, surgiu uma nova casta de indivíduos, os fora – de - série que durante certo período, conforme os interesses dos Grãos – Senhores eram intocáveis.

Em nome da nova ordem, a da “socialização acima de tudo”, subverteram uma nova mentalidade, adotada rapidamente pelos juízes, que passaram a atropelar as velhas leis, ao seu alvedrio. E a máxima “de cada cabeça, uma sentença” passou a ser praticada à larga. Foi o réquiem da justiça cega, que passou a ter os olhos arregalados para não prejudicar os seus interesses.

Foi como se uma nova civilização surgisse, submissa e conivente, que viveu algum tempo alegre, assistindo a novelas e pelejas de futebol quase que diariamente, e comendo seu pedaço diário do bolo que era preparado pelos outros.

Passada a euforia, muitos perguntam até quando haverá bolo para todos, pois a farinha, o açúcar e outros ingredientes começam a escassear.

Boatos dão conta de que em surdina, vozes comentam sobre a necessidade de serem banidos os Grãos – Senhores, piores do que os antigos donos do terreiro, pois escancaradamente, são mais corruptos, injustos e, ao que tudo indica, como um tsunami de imoralidade mergulharão a incauta ilha nas profundas do inferno.

Infelizmente, os Grãos – Senhores para breve prometem dominar todo tipo de imprensa na tentativa de matar a pau os propagadores daqueles boatos. Pelo andor da carruagem, dominarão.
Brasília, DF, 16 de novembro de 2012

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O PREÇO DE UMA VIDA


 
Confissões obtidas de assassinos de policiais em São Paulo nos dão conta que estes assassinos são recrutados junto aos devedores dos traficantes, por isto, é tão difícil prever onde, quando e quem serão os atacantes ou as vítimas.

Todo devedor de traficante é um potencial assassino. Está devendo? É convocado e tem prazo para matar! A campanha para desmoralizar o governo paulista e a sua polícia faz parte de um projeto de longo prazo, visando à conquista pelo PT da governança paulista.

A cidade de São Paulo já está nas mãos do partido, falta o estado e é este o objetivo final destes assassinatos de policiais e outras pessoas ligadas à justiça.

O pior é que esta onda de crimes e de atos de terrorismo, sim, terrorismo como a queima de ônibus e atos de vandalismo contra escolas e repartições públicas, são sim atos de terrorismo e como tais deviam ser encarados e exemplarmente punidos.

Há pouco tempo as “autoridades federais” soltaram a mentira de que haviam oferecido ajuda ao governo paulista, que não foi aceita, uma grande mentira prontamente desmentida pelo governo paulista, que, muito pela contrária havia pedido ajuda meses antes, sem resposta até aquela data. Agora, parece, firmaram um acordo de ajuda, vamos ver como vai ficar para o futuro. Começaram com a transferência de alguns chefões do tráfico para presídios de segurança máxima, eu disse alguns, na realidade, deveriam ser todos, o que desmontaria, pelo menos por algum tempo, o comando do crime organizado no estado.

Sabemos, que no crime, rei morto, rei posto, todavia, até que isto aconteça teríamos uma pausa nesta criminalidade que tem aterrorizado os cidadãos e até os próprios policiais, tolhidos pelas leis que mais protegem bandidos que os punem.

O pior ainda é que estes crimes e atos de terrorismo tem se espalhado por outros estados, principalmente nos últimos dias em Santa Catarina.

A pergunta que fica no ar: "Alguém duvida que a militância do PT não tenha atendido ao apelo feito por Rui Falcão, presidente do partido? Ele havia pedido para que seus asséclas resistam às "provocações" do Supremo Tribunal Federal (STF) contra os membros do partido. Resta saber qual será o terceiro estado da federação governado pela oposição, é lógico, em que o criminoso movimento vai começar" Carta de Humberto de Luna Freire Filho.

Uma declaração do Ministro José E. Cardoso mostra bem o que é o governo petista, alegou que faltam duzentas mil vagas para presos e que o governo não tem verba para construção e manutenção dos presídios, no entanto, para gastar bilhões com Copa de Mundo e Olimpíadas lá isto tem!

domingo, 11 de novembro de 2012

TEMPOS SOMBRIOS, TEMPOS PETISTAS - MARCO ANTONIO VILLA

Tempos sombrios, tempos petistas

11 de novembro de 2012 | 2h 05
MARCO ANTONIO VILLA - HISTORIADOR; É PROFESSOR DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR)
O Estado de S.Paulo
Luiz Inácio Lula da Silva está calado. O que é bom, muito bom. Não mais repetiu que o mensalão foi uma farsa. Também, pudera, após mais de três meses de julgamento público, transmitido pela televisão, com ampla cobertura da imprensa, mais de 50 mil páginas do processo armazenadas em 225 volumes e a condenação de 25 réus, continuar negando a existência da "sofisticada organização criminosa", de acordo com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, seria o caso de examinar o ex-presidente. Mesmo com a condenação dos seus companheiros - um deles, o seu braço direito no governo, José Dirceu, o "capitão do time", como dizia -, aparenta certa tranquilidade.
Como disse o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), Lula é "um sujeito safo". É esperto, sagaz. Conseguiu manter o mandato, em 2005, quando em qualquer país politicamente sério um processo de impeachment deveria ter sido aberto. Foi uma manobra de mestre. Mas nada supera ter passado ao largo da Ação Penal 470, feito digno de um Pedro Malasartes do século 21.
Mas se o silêncio público (momentâneo?) de Lula é sempre bem visto, o mesmo não pode ser dito das articulações que promove nos bastidores. Uma delas foi o conselho para que Dilma Rousseff não comparecesse à posse de Joaquim Barbosa na presidência do STF. Ainda bem que o bom senso vigorou e ela vai ao ato, pois é presidente da República, e não somente dos petistas. O artífice de diversas derrotas petistas na última eleição (Recife, Belo Horizonte e Campinas são apenas alguns exemplos) continua pressionando a presidente pela nomeação de um "ministro companheiro" na vaga aberta pela aposentadoria de Carlos Ayres Brito. E deve, neste caso, ser obedecido.
O ex-presidente quer se vingar do resultado do julgamento do mensalão. Nunca aceitou os limites constitucionais. Considera-se vítima, por incrível que pareça, de uma conspiração organizada por seus adversários. Acha que tribunal é partido político. Declarou recentemente que as urnas teriam inocentado os quadrilheiros. Como se urna fosse toga. Nesse papel tem apoio entusiástico do quarteto petista condenado por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Eles continuam escrevendo, dando entrevistas, participando de festas e eventos públicos, como se nada tivesse acontecido. Ou melhor, como se tivessem sido absolvidos.
O que os petistas chamam de resistência não passa de um movimento orquestrado de escárnio da Justiça. José Dirceu, considerado o chefe da quadrilha por Roberto Gurgel, tem o desplante de querer polemizar com o ministro Joaquim Barbosa, criticando seu trabalho. Como se ele e Barbosa estivessem no mesmo patamar: um não fosse condenado por corrupção ativa (nove vezes) e formação de quadrilha e o outro, o relator do processo e que vai assumir a presidência da Suprema Corte. Pior é que a imprensa cede espaço ao condenado como se ele - vejam a inversão de valores da nossa pobre República - fosse uma espécie de reserva moral da Nação. Chegou até a propor o financiamento público de campanha. Mas os petistas já não o tinham adotado?
Outro condenado, João Paulo Cunha, foi recebido com abraços, tapinhas nas costas e declarações de solidariedade pelos colegas na Câmara dos Deputados. Já José Genoino pretende assumir a cadeira de deputado assim que abrir a vaga. E como o que é ruim pode piorar, Marco Maia, presidente da Câmara, afirmou que a perda de mandato dos dois condenados é assunto que deve ser resolvido pela Casa, novamente desprezando a Constituição.
O julgamento do mensalão desnudou o Partido dos Trabalhadores (PT). Sua liderança assaltou o Estado sem pudor. Como propriedade do partido. Sem nenhum subterfúgio. Os petistas poderiam ter feito uma autocrítica diante do resultado do julgamento. Ledo engano. Nada aprenderam, como se fossem os novos Bourbons. Depois de semanas e semanas com o País ouvindo como seus dirigentes se utilizaram dos recursos públicos para fins partidários, na semana que passou Dilma (antes havia se reunido com o criador por três horas) recebeu no Palácio da Alvorada, residência oficial, para um lauto jantar, líderes do PT e do PMDB. A finalidade da reunião era um assunto de Estado? Não. Interessava apenas aos dois partidos. Fizeram uma analise das eleições municipais e traçaram planos para 2014. Ninguém, em sã consciência, é contrário a uma reunião desse tipo. O problema é que foi num prédio público e paga com dinheiro público. Imagine o leitor se tal fato ocorresse nos EUA ou na Europa. Seria um escândalo. Mas na terra descoberta por Cabral, cujas naus, logo vão dizer, tinham a estrela do PT nas velas, tudo pode. E quem protesta não passa de golpista.
Nesta República em frangalhos, resta esperar o resultado final do julgamento do mensalão. As penas devem ser exemplares. É o que o STF está sinalizando na dosimetria do núcleo publicitário. Mas a Corte sabe que não será tarefa nada fácil. O PT já está falando em controle social da mídia, nova denominação da "censura companheira". Não satisfeito, defende também o controle - observe o leitor que os petistas têm devoção pelo Estado todo-poderoso - do Judiciário (qual, para eles, deve ser a referência positiva: Cuba, Camboja ou Coreia do Norte?). Nesse ritmo, não causará estranheza o PT propor que a Praça dos Três Poderes, em Brasília, tenha somente dois edifícios... Afinal, "aquele" terceiro edifício, mais sóbrio, está criando muitos problemas.
O País aguarda o momento da definição das penas do núcleo político, especialmente do quarteto petista. Será um acerto de contas entre o golpismo e o Estado Democrático de Direito. Para o bem do Brasil, os golpistas mensaleiros perderam. Mais que perderam. Foram condenados. E serão presos.

JOAQUIM BARBOSA CANDIDATO À PRESIDÊNCIA - REINALDO AZEVEDO

Joaquim Barbosa candidato à Presidência??? Eis uma forma de tentar desacreditar o ministro

O petismo sabe fazer duas coisas com destreza inigualável: manchar reputações e lavá-las. Por óbvio, mancha as que estão limpas, limpa as que estão sujas. Essa inversão moral sintetiza um jeito de fazer política. Os petistas, Lula e José Dirceu em especial, estão furiosos com Joaquim Barbosa. Não! As suas restrições não têm nenhuma relação com o temperamento eventualmente difícil do ministro, com a sua tolerância às vezes muito estreita com o contraditório, com seu estilo meio irado. Eu mesmo já chamei a atenção para certos aspectos de sua conduta que me parecem um pouco além da prudência. Não é isso que fere a sensibilidade dos companheiros.
Eles estão bravos com Joaquim Barbosa porque achavam e acham que ele é um devedor do petismo. Afinal, se foi o Apedeuta quem o indicou, como ousa agora o ministro — um negro!!! — se voltar contra os petistas? O detalhe nada irrelevante é que Barbosa não se voltou contra petista nenhum! Ele apenas se apegou à lei. Isso não é novidade. A nova onda contra Joaquim Barbosa, agora, é declará-lo um presidenciável; alguém que teria se deixado picar pela mosca azul e que está de olho na cadeira de Dilma Rousseff.
Trata-se de uma sandice, de uma bobagem, de uma especulação despropositada. Ainda que o ministro, por conta do mensalão, seja aplaudido em locais púbicos — enquanto um ou outro colegas seu são vaiados —, não há o menor indício, evidência ou sinal de que ambicione uma carreira política. Não que não pudesse. Está no pleno gozo de seus direitos políticos e pode, se quiser, renunciar à sua cadeira no Supremo e disputar um cargo político. Mas será que ele o fará?
Com quem anda falando Joaquim Barbosa? Quais são os seus interlocutores políticos? Que relação ele mantém com os partidos políticos? Como transita nos corredores do poder? Que partido lhe daria a vaga de candidato? O PT? Não! Já está ocupada. O PMDB? Não! Já está com Dilma Rousseff? O PSB? Se tiver candidato próprio (coisa de que duvido), será Eduardo Campos. O PSDB? A vaga está prometida para Aécio Neves. Quer dizer que Joaquim Barbosa, contra todo o establishment político, sem tempo na televisão — porque não teria — e sem articuladores no Congresso, poderia se lançar candidato à Presidência?
Trata-se, é evidente, de uma campanha de queimação de Barbosa. Que coisa espantosa! Essa gente não brinca mesmo em serviço. José Dirceu e seus amigos são insaciáveis. Lutaram para que não houvesse julgamento; quando ficou claro que haveria, lutaram para que se desse depois da eleição; quando ficou claro que ocorreria antes, lutaram para transformar o STF num tribunal de exceção. Agora que o Zé está condenado por formação de quadrilha e corrupção ativa, lutam para desmoralizar Joaquim Barbosa — na reta final, na hora da dosimetria. A inferência é óbvia: como o ministro alimentaria eventuais ambições políticas, seus votos, então, teriam de ser vistos à luz dessa possibilidade.
Políticos costumam ficar satisfeitos quando seus respectivos nomes integram lista de presidenciáveis. Barbosa, que não é político, tem todo o direito de se zangar. Espalhar essa possibilidade, a esta altura do julgamento, é uma forma de desacreditá-lo, de sugerir que ele não tem isenção para julgar ninguém. A inferência é que se comporta como um juiz de exceção, de olho na própria carreira.
“Você garante, Reinaldo, que Barbosa não pensa nisso?” Eu??? Eu não garanto nada sobre ninguém! Não sou nem íntimo nem confessor de Joaquim Barbosa. O que posso assegurar é que, até agora, ele se comportou dentro dos limites legais na relatoria da, como é mesmo? “Ação Penal 470”. Tratá-lo como presidenciável é só mais uma forma de tentar desmoralizar o seu trabalho. Ainda que venha ou viesse a ser candidato um dia, pergunto: isso mudaria a natureza dos crimes cometidos pelos mensaleiros?
Barbosa será, sim, presidente, mas do STF. O resto é especulação de quem está com a corda no pescoço.
Por Reinaldo Azevedo

sábado, 10 de novembro de 2012

DÉCADA PERDIDA? - ROBERTO FREIRE


Década Perdida?

Roberto Freire

(Presidente do PPS)

 

No próximo dia 1º de janeiro, o PT completará uma década de poder na Presidência da República. É tempo suficiente para uma avaliação de seu modo de governar e as consequências das escolhas dos presidentes Lula e Dilma.

A década não foi inteiramente perdida porque houve o crescimento chinês que alavancou nosso setor exportador de matérias-primas. A indústria recuou, saúde e educação não tiveram avanços significativos, nossa infraestrutura foi inteiramente sucateada. Avançamos muito pouco.

Infraestrutura é a questão mais crítica porque vivemos um verdadeiro apagão: de combustíveis, de energia elétrica, de estradas, de portos, de aeroportos, de ferrovias e de telecomunicações. Faltaram os necessários investimentos na última década. O retrato do país no setor é a escuridão que afetou boa parte do país no último apagão.

A perda de confiabilidade do sistema elétrico decorre da falta de investimentos no passado. No entanto, o futuro do setor é ainda mais preocupante devido às novas regras que o governo quer impor. Reduzir tarifas por decreto é a melhor forma de afastar a iniciativa privada do setor e é exatamente o que a presidente Dilma está fazendo.

A perda de valor das empresas na bolsa retrata a expectativa de baixos retornos ou prejuízos com o novo modelo. Sem perspectiva de retorno lucrativo, não haverá novos investimentos, num setor em que estes já são insuficientes há uma década.

O possível racionamento dos combustíveis, noticiado pela Folha de São Paulo, nos remete ao começo da década de 90. Numa triste volta ao passado, observamos que a falta de planejamento não só nos retirou a autossuficiência em petróleo como nos deixou dependentes de importação de gasolina, para a qual agora falta sistema logístico de portos, tanques e dutos para abastecer o mercado doméstico.

A gasolina para a viagem de verão não está garantida. A Petrobras amarga prejuízos imensos, o que lhe retira capacidade de investimento para aumentar sua produção. Gastamos preciosos anos discutindo o regime de exploração do pré-sal, agora que precisamos do petróleo, ele jaz no fundo do mar.

Na área de telecomunicações, o desastre é regulatório. A Anatel não consegue fiscalizar a contento a qualidade da oferta dos serviços ao usuário. Ligações não são completadas ou são interrompidas. A banda larga é lenta se comparada aos países desenvolvidos e pequena é sua cobertura para um país continental.

A universalização dos serviços de telecomunicações é apenas um sonho distante, no setor que mais recebeu investimentos privados na última década. A logística de portos, aeroportos, estradas, ferrovias e hidrovias é componente do chamado Custo Brasil, que nos retira competitividade. Os repetidos anúncios do governo de novos investimentos não se materializam.

Novamente, a mudança frequente do marco legal faz com que o risco regulatório seja fator de inibição de entrada de recursos privados. O exemplo gritante é da modificação do modelo de concessão dos aeroportos poucos meses após as primeiras concessões. Para a infraestrutura, a última década foi desastrosa. Mas preocupa ainda mais o futuro que está sendo comprometido pelas decisões do presente.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

SEGURANÇA – SÃO PAULO – 2014. - GRUPO GUARARAPES

SEGURANÇA – SÃO PAULO – 2014.
Doc. nº 246 – 2012

REPASSEM! VAMOS À LUTA! A MELHOR POLÍCIA DO BRASIL É DE SÃO PAULO!

WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES

Os noticiários policiais das TV estão focando o problema da segurança de
São Paulo, com uma intensidade fora do comum. Parece que lá a Polícia
fracassou e o Governo Federal surge, como salvador da Pátria. Quem conhece
São Paulo já deve ter desconfiado que alguma coisa há por trás de todo este
auê. Lembramos: o ministro da justiça é de SP e quer ser Governador.

No Jornal Diário do Nordeste, de 7 de novembro, vamos encontrar um
estudo a respeito de crimes letais e aparece o estado de ALAGOAS,
classificado, em primeiro lugar e o nosso Ceará, em 6º, neste tipo de
crimes. Mataram, no Brasil, 43.684 no ano de 2011. O ministro da Justiça
não se interessa por Alagoas.

No Ceará, na semana, próximo finda, dia em que homenageamos nossos
mortos - 02 Nov - mataram 45 pessoas. Temos, nós cearenses, uma
percentagem, em 2011, de 30,7% e Alagoas, 74,5%, taxa esta referente a
cada grupo de 100.000 habitantes.

Fomos ao GOOGLE, debruçamo-nos sobre o assunto - Ministério da
Justiça - no que diz respeito aos crimes letais e ficamos estupefatos, com
as informações alí encontradas: SÃO PAULO É O ESTADO QUE MAIS INVESTE, EM
SEGURANÇA PÚBLICA.

Portal do Governo do Estado de São Paulo-06/11/2012. E, também, o que tem
a menor taxa de homicídios e de crimes letais ... (Ministério da Justiça e
pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública). O ministro da justiça esconde
a própria verdade.

Qual a razão do barulho todo, a respeito do assunto em questão,
referente ao Estado de São Paulo e nada é comentado, em nossa imprensa
falada/escrita sobre as taxas de homicídios, na pequenina e simpática
Alagoas, conhecida historicamente, como a TERRA DOS MARECHAIS? ? ? ! ! !
Não é Brasil, também? ! ! ! É aqui, neste entremeio, que vamos descobrir
as razões que levam a colocar o problema Policial do Estado de SP, em
destaque, e criar a ineficiência do mesmo, quando, na verdade, é, também,
o melhor do Brasil, em assunto de tal estirpe. Não é imaginação do Grupo
Guararapes, não . . . . as páginas do GOOGLE estão à disposição para os
incrédulos.

Tudo se prende às eleições do ano de 2014. É preciso ganhar, no berço
dos paulistas. " Não tenhamos pejo dos meios empregados para chegarmos ao
objetivo a ser conquistado" - dizem eles, no afã do seu desejo. . . . de
continuar na Presidência, , pois, os problemas estão aparecendo: apagões,
mensalões, falta de gasolina e as mentiras sendo confirmadas.

Alagoas tem 1.864.521(um milhão, oitocentos e sessenta e quatro mil,
quinhentos e vinte e um) eleitores e o Estado de São Paulo possui
30.515.506 (trinta milhões, quinhentos e quinze mil, quinhentos e seis)
eleitores; é preciso tirar o governador do jogo, o qual tem prestígio e
é ,muito querido, na terra paulista, sobretudo, entre os paulistanos, pelo
dia a dia, mais presente. A taxa de mortos, entre os alagoanos - é triste,
ser dito - mas, pouco fere a sensibilidade do governo federal; quase nada
lhe interessa . . . .
É o jogo de xadrez que começa a se movimentar para o ano de 2014.

Não estão interessados,na morte de meus soldados e sabem por quê
meus soldados?! ! ! Porque, num período longo comandei-os . . . sim,
mandei com eles, numa parcela do tempo áureo da minha carreira militar, em
apoio exclusivo à proteção dos meus queridos paulistas.
É preciso desmoralizar o meu progressista SÃO PAULO. Os chefes do
Mensalão são de lá e, por isso, é preciso acabar com a eficiência e
dedicação da nossa, também, querida PMSP, a melhor do Brasil e com uma
oficialidade preparada e culta, a par de um corpo de praças, de primeira
linha.

A CANÇÃO DIZ TUDO.

“LEGIÃO DE IDEALISTAS
FEIJÓ E TOBIAS
LEGARAM - NA AOS SEUS,
TORNANDO-OS VIGIAS
DA LEI, E PAULISTA:
"POR MERCÊ DE DEUS"

DEIXEM SÃO PAULO VIVER.

OLHEM PELO BRASIL

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58
93. Cartório do 1º Registro de Títulos e Documentos, em Fortaleza. Somos
1.828civis – 48 da Marinha - 477 do Exército – 51 da Aeronáutica; TOTAL
2.404 RP: batistapinheiro30@yahoo.com.br. 9 DE OUT. 2012


REPASSEM. SALVEMOS SÃO PAULO! A QUADRIHA DO MENSALÃO É DE LÁ!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A OPOSIÇÃO RESOLVE JUSTIFICAR SUA EXISTÊNCIA - " ANTES TARDE..." -

A OPOSIÇÃO RESOLVE JUSTIFICAR SUA EXISTÊNCIA - " ANTES TARDE..."

Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da Republica, Doutor Roberto
Monteiro Gurgel Santos

O Deputado Federal Roberto João Pereira Freire (PPS/SP), brasileiro,
casado, com endereço funcional no gabinete 606, Anexo IV da Câmara dos
Deputados, Brasília/DF, o Deputado Federal Rubens Bueno (PPS/PR),
brasileiro, casado, com endereço funcional no gabinete 623, Anexo IV,
da Câmara dos Deputados, Brasília/DF, o Senador Álvaro Fernandes Dias
(PSDB/PR), brasileiro, casado, com endereço funcional no gabinete nº
10 da Ala Senador Nilo Coelho, edifício principal do Senado Federal,
Brasília/DF, o Senador Aloysio Nunes Ferreira Filho (PSDB/SP),
brasileiro, casado, com endereço funcional no 9º andar, Anexo I do
Senado Federal, Brasília/DF e o Deputado Federal Antônio Carlos Mendes
Thame (PSDB/SP), brasileiro, casado, com endereço funcional no
gabinete 624, Anexo IV da Câmara dos Deputados, Brasília/DF, vêm,
respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, para formular a
presente REPRESENTAÇÃO em face do Senhor Luiz Inácio Lula da Silva,
brasileiro, casado, ex-Presidente da República, com endereço à Rua
Pouso Alegre, nº 21, bairro Ipiranga, São Paulo/SP, CEP 04.261-030,
pelos fatos e fundamentos adiante consignados:

Com o encerramento do julgamento do mérito da Ação Penal nº 470, pelo
Supremo Tribunal Federal, os peticionários trazem ao conhecimento de
V. Exa. alguns fatos que, em tese, poderiam ensejar a propositura de
uma nova ação penal, intimamente ligada àquela já referida. Refere-se
aqui à suspeita, até aqui não confirmada, de que o representado,
ex-Presidente da República, poderia estar por trás de toda a
engrenagem criminosa que foi desbaratada pela CPMI dos Correios e que,
agora, restou comprovada e reconhecida pela histórica decisão do
Pretório Excelso.

É fato público e notório que, à época dos fatos, existia uma íntima
ligação política e pessoal entre o representado e o ex-Ministro da
Casa Civil, o Sr. José Dirceu de Oliveira e Silva, entendido como o
chefe da quadrilha pelo Supremo Tribunal Federal. Nesta perspectiva,
indaga-se: a teoria do domínio do fato, que foi utilizada para a
condenação do Sr. José Dirceu, não poderia ser aplicada – e com muito
mais razão – ao chefe do próprio José Dirceu?

É certo – e isso não se nega – que os elementos até aqui coligidos não
conduzem à participação do representado na prática dos atos criminosos
que foram reconhecidos pela Excelsa Corte. Mas há novos elementos que,
no mínimo, recomendariam uma profunda investigação por parte do
Ministério Público. Refere-se aqui, incialmente, à reportagem de capa
da edição nº 2287, da revista semanal “Veja” (de 19 de setembro de
2012) que traz revelações que teriam sido feitas por pessoas ligadas
ao notório publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, agora
condenado pelo STF. Segundo a revista Veja, o publicitário teria
afirmado que o representado seria o verdadeiro chefe de todo o esquema
criminoso que ficou conhecido como mensalão.

Diz a matéria:

“Apontado como o responsável pela engenharia financeira que
possibilitou ao PT montar o maior esquema de corrupção da história,
Valério enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confidenciou a
pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com o partido.
Para proteger os figurões, conta que assumiu a responsabilidade por
crimes que não praticou sozinho e manteve em segredo histórias
comprometedoras que testemunhou quando era o ‘predileto’ do poder. Em
troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois,
quando o esquema teve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral
da República, de penas mais brandas. Valério guarda segredos tão
estarrecedores sobre o mensalão que não consegue mais reter só para si
— mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos
poderosos que ele ajudou, tenha um crescente temor de que eles possam
se vingar dele de forma ainda mais cruel. Os segredos de Valério, se
revelados, põem o ex-presidente Lula no epicentro do escândalo do
mensalão. Sim, no comando das operações. Sim. Lula, que, fiel a seu
estilo, fez de tudo para não se contagiar com a podridão à sua volta,
mesmo que isso significasse a morte moral e política de companheiros
diletos. Valério teme, e fala a pessoas próximas, que se contar tudo o
que sabe estará assinando a pior de todas as sentenças — a de sua
morte: ‘Vão me matar. Tenho de agradecer por estar vivo até hoje.’”
(grifamos)

A revista prossegue:

“Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a
engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no
governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem
deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se
reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida
despejavam dinheiro no cofre secreto petista.” (grifamos)

Por fim, reportagem traz o seguinte:

“A ira de Marcos Valério desafia a defesa clássica do ex-presidente
Lula de que não sabia do Mensalão e nada teve a ver com o esquema
arquitetado em seu primeiro mandato. Com a segurança de quem
transitava com desenvoltura pelos gabinetes oficiais, inclusive os
palacianos, e era considerado um parceiro preferencial pela cúpula
petista, Valério afirma que Lula ‘comandava tudo’. Em sua própria
defesa, diz que como operador dos pagamentos não passava de um ‘boy de
luxo’ de uma estrutura que tinha o então presidente no topo da cadeia
de comando. ‘Lula era o chefe’, repete Valário às pessoas mais
próximas.” (grifamos)

A revista não diz quem seriam as pessoas próximas às quais o
publicitário Marcos Valério teria feito tais revelações. Em tese, é
possível que seja tudo mera especulação. Mas é possível também que não
seja. Como já afirmado, sempre houve a suspeita – até aqui não
confirmada – de que o representado poderia estar por trás de toda a
engrenagem criminosa. Mas surge agora um indício que merece ser
investigado.

A reportagem afirma que Marcos Valério teria afirmado a essas “pessoas
próximas” que estaria disposto a contar tudo – ou seja, que o
representado seria mesmo o chefe do esquema criminoso – caso se
confirmasse sua condenação. Ou seja, se a reportagem estiver
retratando a realidade, é bem possível que Marcos Valério esteja
disposto a contar tudo o que sabe, inclusive indicando os caminhos
para a obtenção das provas que sejam suficientes para a propositura de
uma ação penal contra o representado. Em tese, é possível que o
representado, um ex-Presidente da República, tenha cometido vários
crimes contra a administração pública. Não há como se negligenciar
esta hipótese diante do que foi veiculado pela matéria da revista
“Veja”.

Tudo isso ganha ainda mais relevância diante do que afirmou o próprio
defensor do Sr. Marcos Valério Fernandes de Souza, o advogado Marcelo
Leonardo, em um memorial que foi encaminhado aos Ministros do Supremo
Tribunal Federal, no último dia 22 de outubro de 2012. Vejamos o que
disse o advogado:

“A classe política que compunha a base de sustentação do Governo do
Presidente LULA, diante do início das investigações do chamado
‘mensalão’, a partir da primeira e famosa entrevista do então
Presidente Nacional do PTB, hoje ex-deputado federal Roberto
Jefferson, à jornalista Renata Lo Prete, no jornal Folha de S. Paulo,
no início de junho de 2005, habilidosamente, deslocou o foco da mídia
das investigações dos protagonistas políticos (Presidente LULA, seus
Ministros, dirigentes do PT e partidos da base aliada e deputados
federais), para o empresário mineiro MARCOS VALÉRIO, do ramo de
publicidade e propaganda, absoluto desconhecido até então, dando-lhe
uma dimensão que não tinha e não teve nos fatos objeto desta ação
penal.” (grifamos)

E prossegue mais adiante:

“Assim, no iter criminis descrito na inicial, relevantes seriam as
condutas dos interessados no suporte político “comprado” (Presidente
LULA, seus Ministros e seu partido) e dos beneficiários financeiros
(Partidos Políticos da base aliada), sendo o PT – Partido dos
Trabalhadores o verdadeiro intermediário do ‘mensalão’.
É absurdo e injusto que o mero operador do intermediário seja a pessoa
punida de forma mais severa nesta ação penal, ao lado do tratamento
brando que se pretende dar aos verdadeiros chefes políticos e
interessados diretos no esquema admitido pelos votos condenatórios
proferidos.” (grifamos)

É certo que o memorial – obtido na internet, através do link
http://s.conjur.com.br/dl/memorial-defesa-marcos-valerio.pdf – não
imputa, diretamente, a prática de qualquer ato ao representado. Mas há
uma clara sugestão de que o representado estaria envolvido em tudo.
Afinal, o memorial se insurge contra o deslocamento do foco dos
“protagonistas políticos”, citando entre eles o representado. Mais
adiante, o advogado protesta contra uma suposta injustiça que estaria
sendo cometida contra seu cliente, em contraposição a um alegado
“tratamento brando que se pretende dar aos verdadeiros chefes
políticos e interessados diretos no esquema”.

Trata-se de mais um elemento a ser sopesado pelo parquet na análise
dos fatos trazidos na presente representação. Afinal, não é só a
reportagem da revista “Veja” que lança hipóteses sobre o envolvimento
do ex-Presidente com o esquema do mensalão. Agora, a própria defesa de
Marcos Valério traz elementos que colocam em dúvida a frase que
reiteradamente foi repetida pelo representado, no sentido de que ele
“não sabia de nada”.

A corroborar estes fatos, as duas últimas edições da mesma revista
“Veja” trouxeram outros elementos que merecem ser sopesados na análise
do caso. Primeiro, a edição nº 2293 (de 31 de outubro de 2012) informa
que o advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, encaminhou uma
petição ao Supremo Tribunal Federal manifestando o “desejo de prestar
novas declarações ao tribunal. Não dizia exatamente sobre o que, mas
mencionava entre parênteses, a lei da delação premiada e a
obrigatoriedade de as autoridades darem proteção a cidadão que correm
risco de morte”. Quais seriam as “novas declarações” que o
publicitário teria a prestar? Isso precisa ser investigado.

Não bastasse isso, a última edição da mesma revista (nº 2294, de 07 de
novembro de 2012) traz uma matéria que afirma que o publicitário
Marcos Valério teria prestado declarações formais a Vossa Excelência,
no qual ele teria dito que o esquema conhecido como “valerioduto” não
teria se restringido à compra de apoio de parlamentares na Câmara dos
Deputados. Diz a revista que Marcos Valério teria afirmado que o
ex-secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, teria pedido a ele que
pagasse propina ao empresário Ronan Maria Pinto, que estaria ameaçando
envolver o nome do representado em um esquema de corrupção na
prefeitura de Santo André, naquele episódio que culminou na morte do
prefeito Celso Daniel.

Douto Procurador-Geral, as acusações são gravíssimas e precisam ser
investigadas a fundo. É imperioso que a própria revista “Veja” seja
instada a apresentar os elementos de prova (ou indícios) que são
mencionados nas matérias em questão e que indicariam a participação do
representado no esquema do mensalão.

Os peticionários esclarecem ainda que já estavam dispostos a formular
a presente representação desde o dia em que a primeira matéria foi
publicada pela revista “Veja”. Só não o fizeram naquela oportunidade
para que isso não contribuísse para tumultuar o julgamento da Ação
Penal nº 470, que se encontrava em curso. Mas agora que a fase de
reconhecimento da culpabilidade se encerrou – restando apenas a
fixação das penas – nada mais impede que os fatos sejam rigorosamente
apurados.

Ante o exposto, no exercício do direito constitucional de petição
(art. 5º, inciso XXXIV, ‘a’) os representantes vêm perante esta Douta
Procuradoria Geral da República para narrar os fatos acima descritos e
requerer a devida investigação criminal. E caso sejam confirmados os
fatos, que seja promovida a competente ação penal pública em face do
representado e de quem mais estiver envolvido.

Termos em que pedem deferimento.

Brasília, 06 de novembro de 2012.


Roberto João Pereira Freire
Deputado Federal (PPS/SP)

Rubens Bueno
Deputado Federal (PPS/PR)

Álvaro Fernandes Dias
Senador (PSDB/PR)

Aloysio Nunes Ferreira Filho
Senador (PSDB/SP)

Antônio Carlos Mendes Thame