quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SEQUÊNCIA DE ESCÂNDALOS NA GESTÃO DILMA ROUSSEFF AMEAÇA O RECORD DE LULLA - JÚLIO FERREIRA

Pense numa gestãozinha esculhambada! Em sete meses na Presidência da República, Dilma Rousseff já enfrentou pelo menos três escândalos envolvendo diretamente alguns dos ministros que escolheu para participar do seu Governo, tais como: 1) Sobre o Chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, descobriu-se que tinha o "vício de multiplicar dinheiro", através do qual, somente durante o período em que coordenou da campanha presidencial de 2010, conseguiu "potencializar" sua fortuna pessoal em algumas dezenas de vezes. Em um acesso de vergonha na cara, ou talvez com medo de que as investigações fossem aprofundadas, pediu pra sair; 2) Posteriormente, veio o escândalo envolvendo Aloizio Mercadante, titular do Ministério da Ciência e Tecnologia (???), acusado de ter sido o "aloprado-mor", naquele tragicômico episódio da compra do falso dossiê contra o então candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra, em 2006. Esse, com a resiliência que lhe é peculiar, fez cara de paisagem, e manteve a "boquinha"; 3) O mais recente é o escândalo do Ministério dos Transportes, onde foi descoberto um gigantesco esquema de fraudes em licitações e superfaturamentos nas obras do PAC, que acabou por causar a queda do ministro Alfredo Nascimento, mas está longe de ter chegado ao fim, pois, ao que tudo indica, ainda tem muita sujeira escondida "debaixo do tapete". Do jeito que a coisa vai, dona Dilma vai acabar batendo o triste recorde de escândalos vivenciados por seu "padrinho" e antecessor, o indefectível Lulla, aquele que durante oito anos usou e abusou da estratégia de fingir que não sabia nada sobre nada. Se cinismo pagasse imposto...

Júlio Ferreira
Recife - PE
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

QUAL SERÁ O LIMITE PARA A IRRESPONSÁVEL RESILIÊNCIA DOS BRASILEIROS? - JÚLIO FERREIRA







Espero que após ver o Poder Público financiar a festa armada para o sorteio dos grupos para a Copa do Mundo de 2014, distribuindo mil e uma mordomias às custas do erário, os brasileiros entendam, de uma vez por todas, que os nossos políticos, independente de opção partidária ou viés ideológico, são todos contumazes mentirosos, que não tem a mínima vergonha em enganar os otários que ainda acreditam em suas balelas. Será que os brasileiros já esqueceram as "garantias" do ex-presidente Lulla, quando da escolha do Brasil para sede da Copa do Mundo de 2014, de que o dinheiro público só seria utilizado em obras de infraestrutura, tal como melhorias nas áreas de transportes e comunicações? Que mentira, que lorota boa! O que estamos vendo é um contínuo "estupro" dos cofres públicos, com o dinheiro verde-amarelo sendo desviado da saúde, educação e segurança pública, de forma direta ou indireta, para custear, por exemplo, a construção de estádios desnecessários, como o que estão fazendo em Pernambuco, onde está sendo erguida uma nova "arena", mesmo tendo no Recife o Estádio do Arruda, que poderia, com alguns ajustes, ser utilizado para a Copa de 2014, ou como está sendo feito em São Paulo, onde um estádio "particular" está sendo construído, graças a mecanismos fiscais que criam, por portas e travessas, oportunidades de aporte de dinheiro público na obra. Isso é uma vergonha! Quando chegará a hora em que os brasileiros, deixando de lado sua característica resiliência, darão um basta para essa "epidemia de maracutaias" que assola o país?

Júlio Ferreira
Recife - PE
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sábado, 30 de julho de 2011

O RATO QUE RUGE - JÚLIO FERREIRA



Toda vez que vejo o novo Ministro dos Transportes relatando seus "feitos" em termos da implementação de uma política de moralização no órgão, lembro-me de uma antiga comédia inglesa, intitulada "O Rato que Ruge", lançado em 1959, no qual o hilário rei de um minúsculo país europeu, protagonizado por Peter Sellers, na ânsia de ganhar visibilidade mundial, e resolver os problemas do reino, usa o falacioso artifício de invadir os Estados Unidos da América. Assistindo as "lorotas" do ministro Paulo Passos, ao exaltar sua competência no papel de "faxineiro" do Ministério dos Transportes, fico cada vez mais convencido de que a escolha do seu nome para o cargo foi uma manobra friamente elaborada, exatamente para que, ao dar a impressão de que grandes descobertas estão sendo feitas, inclusive com punições para alguns "gatos pingados", as mais escabrosas maracutaias possam ser devidamente maquiadas e/ou "empurradas para baixo do tapete". Afinal, ao colocar Paulo Passos no lugar do ex-ministro Alfredo Nascimento, afastado por conta de fraudes em concorrência, superfaturamento de obras e "otras cositas más", entregou-se a tarefa de conduzir as investigações ao ex-ocupante da Secretaria Executiva do Ministério dos Transportes, função na qual, nada mais lógico pensar, que estivesse, pelo menos, ciente de muitas das "armações" engendradas por seu antecessor. É isso ai! Se é para fazer uma "faxina seletiva", nada melhor do que nomear para a "devassa" alguém que sabe perfeitamente o que deve, e o que não deve, ser "descoberto". Entendeu o "espírito da coisa"?

Júlio Ferreira
Recife - PE
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AMAZÔNIA - PAULO CONRADO

O Estado de São Paulo, 30-07-2011
Dos Leitores
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110730/not_imp751856,0.php
AMAZÔNIA

A criação da reserva indígena Raposa Serra do Sol teve quatro grandes culpados. Os prejudicados foram os brancos que viviam em paz, e produzindo na região, os índios, que hoje se encontram na indigência e, principalmente, o país, que ficou com suas fronteiras escancaradas, completamente vulneráveis aos traficantes de drogas, contrabandistas de armas para dentro do país, e de riquezas minerais para fora. O primeiro grande culpado foi Lula, que assinou o decreto criando-a. Tarso deu tudo de si para que se concretizasse a desgraça. O STF não fez nada para evitar a tragédia. O papel de Lula explica-se pelo limitado conhecimento. Tarso, devido a seu maldito fanatismo comunista. O STF não tem desculpa, por desrespeitar a Constituição Federal. E, por fim, o Congresso, que cruzou os braços, e não fez nada para evitar que a tragédia acontecesse. Da Funai, não há nada a comentar. Não passa de um sorvedouro do dinheiro público, marcado pela corrupção. Não podemos esquecer as dezenas de ONGs que atuam abertamento na região amazônica, sem qualquer fiscalização, muitas delas trabalhando a favor de grupos estrangeiros. De qualquer forma vamos perder a Amazônia, ou com a ONU decretando-a patrimônio da humanidade, ou pela tomada das grandes potências estrangeiras.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

sexta-feira, 29 de julho de 2011

ROUBOU, TÁ ROUBADO!

Temos visto nos últimos dias, a seqüência de escândalos que espocaram, assim como pipoca no forno micro-ondas, no Ministério dos Transportes. A presidente Dilma, tentando tapar o sol com a peneira, quer passar a idéia de que está fazendo uma faxina no ministério, em particular, no Dnit. Todavia, o que se vê, são demissões de alguns funcionários e também do ministro da área, porém, a faxina, se fosse para valer, seria total, com a mudança de cima em baixo, com a nomeação de alguém, capaz e com "ficha limpa" se é que se poderia encontrar tal elemento nos hostes petistas ou aliadas. Agora, o que chama bastante atenção e nos deixa ainda mais indignados com a roubalheira, que a cada dia se torna maior, é que os ladrões estão sendo demitidos, porém, o dinheiro roubado, como é que fica? Ninguém vai para a cadeia, ninguém devolve o butim?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

CULTURA: IMPORTANTE DIFERENCIAL PARA SE DESTACAR NO MUNDO CORPORATIVO - LUIZ CARLOS CABRERA




Cultura: importante diferencial para se destacar no mundo corporativo

Investimento em tempo e dedicação para uma boa formação cultural tem retorno imediato no cenário corporativo globalizado, principalmente com a crescente participação de empresas multinacionais na economia brasileira. "O profissional culto se destaca por onde quer que passe, seja numa entrevista de emprego, numa conversa informal com um cliente ou no fechamento de um importante negócio", garante o professor de Gestão de Carreiras e consultor, Luiz Carlos Cabrera.

Conhecer a cultura do País e se munir de informações acerca da realidade local é obrigação de todo indivíduo. “Entretanto, conhecer a cultura de outros países deve se tornar um hábito para os profissionais recém-egressos ao mercado de trabalho e também para aqueles que já atuam há muito tempo”, salienta Cabrera, garantindo que essa dica é infalível para quem busca galgar novos espaços e expandir seus negócios.

Para que um profissional se posicione, apresente seus pontos de vista e forneça novas idéias sobre determinado assunto é necessário manter um olhar crítico e obter conhecimentos gerais sobre os temas reinantes na mídia e na sociedade. “Pessoas que possuem uma consistente bagagem cultural são mais interessantes e atrativas em suas conversas e participações”.

“Geralmente, o profissional opta por agregar conhecimentos técnicos à sua carreira, relevando o investimento em cultura para um segundo plano. A técnica, sem dúvida, é muito importante, mas o profissional que alargar seus conhecimentos para outras áreas, temas e aspectos da empresa poderá lidar melhor com os problemas. Em um horizonte mais amplo, quem possui um bom repertório cultural desenvolve a capacidade de diagnosticar mais rapidamente as situações, chegando a soluções adequadas, associando estas à técnica profissional ”, afirma Cabrera.

O consultor observa que o profissional do mundo moderno deve estar sempre bem informado sobre vários assuntos, desenvolvendo uma análise crítica sobre os mesmos. Para isso ele recomenda: ler um livro por quinzena, assistir a um filme por quinzena, ir a um concerto por mês, fazer uma visita a um museu a cada dois meses, fazer um curso sobre filosofia a cada três meses. “O mercado de trabalho está carente de profissionais cultos. Falta conhecimento de história, geografia, pintura, música e literatura. O nível cultural é que leva o indivíduo a entender rapidamente contextos complexos e a fazer julgamentos acertados”, observa.

FONTE: CRC/SP ON-LINE

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O CRIME COMO UMA CATEGORIA POLÍTICA - REINALDO AZEVEDO

Os petistas dizem se preocupar tanto com a desigualdade social não por humanismo ou por senso de justiça, mas porque ela oferece um excelente pretexto para o estado autoritário e confere certo sentido moral às ilegalidades praticadas para a construção da hegemonia partidária. As misérias humanas — e a conseqüente necessidade de criar o novo homem — são o fundamento dos dois grandes totalitarismos do século passado: fascismo e comunismo. Ambos têm mais em comum do que gostam de admitir fascistas e comunistas.

Não existe regime de força que não tenha se instalado prometendo promover o bem comum. Aliás, as tiranias precisam esvaziar os indivíduos de todas as suas verdades e necessidades “egoístas” em nome da coletividade, que será representada por um partido ou por um condutor das massas — em certos casos, por ambos.

Todos nos fartamos do discurso de Luiz Inácio Apedeuta da Silva, que se apresentou como o “pai” do povo, saindo, como anunciava a propaganda eleitoral petista, para deixar em seu lugar a “mãe de todos os brasileiros”. Ditadores e candidatos a tiranos gostam da idéia de que são chefes de uma grande família, da qual esperam uma ativa e entusiasmada obediência. Afinal, “eles” sabem o que é melhor para “nós”, mergulhados que estamos em nosso egoísmo, comprometidos com uma visão parcial de mundo, sem entender, muitas vezes, as decisões que são tomadas para nos salvar… Quem de nós nunca discordou, afinal, a seu tempo, de uma decisão do pai ou da mãe? Impossível, no entanto, supor que agissem para nos prejudicar. Tampouco imaginávamos tomar para nós o lugar da autoridade. Pais e filhos não são — e nem devem ser — uma comunidade democrática, certo?

O PT se consolidou com a fantasia de que um partido — e, dentro desse partido, um homem, o pai — seria o porta-voz dos excluídos, que, afinal, estariam reivindicando a sua cidadania. De modo emblemático, Lula passou várias antevésperas de Natal em companhia dos catadores de papelão, tornados “cidadãos-recicladores”. Estava anunciando, diante de uma imprensa freqüentemente basbaque, que excluídos também são cidadãos, ainda que dentro de sua exclusão. Um líder e um partido, ungidos pela necessidade de “mudar o Brasil”, podem atropelar leis, moralidade, costumes, valores, tudo… Estão imbuídos de uma missão.

Apurem bem os ouvidos. Ouve-se já certo sussurro. Talvez se torne um alarido. Mas o que é isso? O que será que será que andam suspirando pelas alcovas e sussurrando em versos e trovas? O que será, que será que andam combinando no breu das tocas, que andam acendendo velas nos becos e já estão falando alto pelos botecos? O que será, que será que não tem conserto nem nunca terá? O que não tem tamanho… Cito este plágio que Chico Buarque fez de Cecília Meireles (Romanceiro da Inconfidência) para emprestar, assim, certa grandeza poético-dramática a mais uma conspiração dos petistas contra a moralidade, o dinheiro público, a decência e tudo o mais que vocês julgarem adequado a homens de bem.

Lula já fez saber ao mercado político que ele não concorda com a “execução sumária” dos patriotas do PR. E fez chegar a sua avaliação na forma de uma “preocupação”. Estaria temendo o isolamento de Dilma Rousseff. José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, afirmou ontem que vai avaliar se há motivos suficientes para a Polícia Federal abrir um inquérito para apurar as sem-vergonhices no Ministério dos Transportes. Já foram demitidas 16 pessoas da cúpula da pasta e do Dnit, mas ele está cheio de dúvidas. Tarso Genro (PT), atual governador do Rio Grande do Sul e chefe da Polícia Federal (era ministro da Justiça) quando se deu boa parte da bandalheira, saiu ontem em defesa de seu amigo Hideraldo Caron, um dos chefões do Dnit, mantido até agora no cargo. Ele é petista. Tarso deixou claro: se o homem fez algo de errado, não foi em benefício pessoal.

É a primeira vez que se ouve voz assim no PT? Claro que não! Nem é necessário remontar ao mensalão. Durante a crise que colheu Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, hoje sua sucessora, mas senadora à época (PT-PR), deixou claro que não conseguia defender o então ministro por uma razão simples: ele tinha agido apenas em defesa do próprio interesse. Ou seja: no caso do mensalão ou dos saloprados, crimes foram cometidos em benefício do… partido! Nesse caso, tudo bem…


Setores do PT estão pedindo, em suma, que tudo fique como está. Seu esforço em favor da impunidade, no entanto, teria, sim, uma raiz ética, entendem? Insistir na investigação pode prejudicar o partido, a convivência com os aliados, a agenda que o governo tem pela frente, incluindo, obviamente, os pacotes sociais destinados a combater a miséria. Tarso chegou a indagar por que essas notícias só apareceram agora… Conhecedor da arte de desestabilizar governos (como experimentou Yeda Crusius), ele conspira em favor da impunidade ao sugerir que há uma conspiração contra os patriotas do Ministério dos Transportes…

Foi-se o tempo “esse-dinheiro-não-é-meu”, de Paulo Maluf! Mesmo para ele, o errado era “errado” e, por isso, negava tudo. Não há nada a favor desse emblemático político a não ser uma coisinha: nunca tentou chamar crimes de virtudes — negando, claro!, que os tivesse cometido. Com o petismo, é diferente: o roubo e a lambança em nome da causa têm um propósito superior. Fazer sacanagem para enriquecer é reprovável; para construir o partido, bem, aí é não só aceitável como pode distinguir o militante com uma medalha de “Honra ao Mérito”.

À medida que a lei é afrontada com tal vigor e que o malfeito vira um instrumento corriqueiro da ação política, os brasileiros têm expropriada a sua cidadania. Se para eles, todo excluído é cidadão, que mal há em considerar todo cidadão um excluído?

Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
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