sábado, 8 de março de 2014

ELA FALA PELO BRASIL - EDITORIAL O ESTADÃO 26/02

Ela fala pelo Brasil - EDITORIAL O ESTADÃO
O Estado de S.Paulo - 26/02
Até mesmo o lusófono presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, deve ter tido sérias dificuldades para entender os dois discursos da presidente Dilma Rousseff proferidos em Bruxelas a propósito da cúpula União Europeia (UE)-Brasil. Não porque contivessem algum pensamento profundo ou recorressem a termos técnicos, mas, sim, porque estavam repletos de frases inacabadas, períodos incompreensíveis e ideias sem sentido.

Ao falar de improviso para plateias qualificadas, compostas por dirigentes e empresários europeus e brasileiros, Dilma mostrou mais uma vez todo o seu despreparo. Fosse ela uma funcionária de escalão inferior, teria levado um pito de sua chefia por expor o País ao ridículo, mas o estrago seria pequeno; como ela é a presidente, no entanto, o constrangimento é institucional, pois Dilma é a representante de todos os brasileiros - e não apenas daqueles que a bajulam e temem adverti-la sobre sua limitadíssima oratória.

Logo na abertura do discurso na sede do Conselho da União Europeia, Dilma disse que o Brasil tem interesse na pronta recuperação da economia europeia, "haja vista a diversidade e a densidade dos laços comerciais e de investimentos que existem entre os dois países" - reduzindo a UE à categoria de "país".

Em seguida, para defender a Zona Franca de Manaus, contestada pela UE, Dilma caprichou: "A Zona Franca de Manaus, ela está numa região, ela é o centro dela (da Floresta Amazônica) porque é a capital da Amazônia (...). Portanto, ela tem um objetivo, ela evita o desmatamento, que é altamente lucrativo - derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo (...)". Assim, graças a Dilma, os europeus ficaram sabendo que Manaus é a capital da Amazônia, que a Zona Franca está lá para impedir o desmatamento e que as árvores são "plantadas pela natureza".

Dilma continuou a falar da Amazônia e a cometer desatinos gramaticais e atentados à lógica. "Eu quero destacar que, além de ser a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica, mas, além disso, ali tem o maior volume de água doce do planeta, e também é uma região extremamente atrativa do ponto de vista mineral. Por isso, preservá-la implica, necessariamente, isso que o governo brasileiro gasta ali. O governo brasileiro gasta um recurso bastante significativo ali, seja porque olhamos a importância do que tiramos na Rio+20 de que era possível crescer, incluir, conservar e proteger." É possível imaginar, diante de tal amontoado de palavras desconexas, a aflição dos profissionais responsáveis pela tradução simultânea.

Ao falar da importância da relação do Brasil com a UE, Dilma disse que "nós vemos como estratégica essa relação, até por isso fizemos a parceria estratégica". Em entrevista coletiva no mesmo evento, a presidente declarou que queria abordar os impasses para um acordo do Mercosul com a UE "de uma forma mais filosófica" - e, numa frase que faria Kant chorar, disse: "Eu tenho certeza que nós começamos desde 2000 a buscar essa possibilidade de apresentarmos as propostas e fazermos um acordo comercial".

Depois, em discurso a empresários, Dilma divagou, como se grande pensadora fosse, misturando Monet e Montesquieu - isto é, alhos e bugalhos. "Os homens não são virtuosos, ou seja, nós não podemos exigir da humanidade a virtude, porque ela não é virtuosa, mas alguns homens e algumas mulheres são, e por isso que as instituições têm que ser virtuosas. Se os homens e as mulheres são falhos, as instituições, nós temos que construí-las da melhor maneira possível, transformando... aliás isso é de um outro europeu, Montesquieu. É de um outro europeu muito importante, junto com Monet."

Há muito mais - tanto, que este espaço não comporta. Movida pela arrogância dos que acreditam ter mais a ensinar do que a aprender, Dilma foi a Bruxelas disposta a dar as lições de moral típicas de seu padrinho, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acreditando ser uma estadista congênita, a presidente julgou desnecessário preparar-se melhor para representar de fato os interesses do Brasil e falou como se estivesse diante de estudantes primários - um vexame para o País.



quarta-feira, 5 de março de 2014

DITADURA À BRASILEIRA - MARCO ANTONIO VILLA

Marco Antonio Villa
Historiador, autor do livro Ditadura à brasileira (Ed. LeYa)
Marco Antonio Villa - Bacharel e Licenciado em História, Mestre em Sociologia e Doutor em História. Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (1994-2013).

01/03/2014
Os historiadores costumam ter receio de polêmicas, mas é com elas que se transforma a visão de mundo de uma sociedade. Às vésperas dos 50 anos do golpe militar, torna-se necessário um resgate à história para entendermos o presente. Em 1964, o Brasil era um país politicamente repartido. Dividido e paralisado. Crise econômica, greves, ameaça de golpe militar, marasmo administrativo. O clima de radicalização era agravado por velhos adversários da democracia. A direita brasileira tinha uma relação de incompatibilidade com as urnas. Não conseguia conviver com uma democracia de massas em um momento de profundas transformações. Temerosa do novo, buscava um antigo recurso: arrastar as Forças Armadas para o centro da luta política, dentro da velha tradição inaugurada pela República, que já havia nascido com um golpe de Estado.

A esquerda comunista não ficava atrás. Sempre estivera nas vizinhanças dos quartéis, como em 1935, quando tentou depor Vargas por meio de uma quartelada. Depois de 1945, buscou incessantemente o apoio dos militares, alcunhando alguns de “generais e almirantes do povo”. Ser “do povo” era comungar com a política do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e estar pronto para atender ao chamado do partido em uma eventual aventura golpista. As células clandestinas do PCB nas Forças Armadas eram apresentadas como uma demonstração de força política.

À esquerda do PCB, havia os adeptos da guerrilha. O Partido Comunista do Brasil era um deles. Queria iniciar a luta armada e enviou, em março de 1964, o primeiro grupo de guerrilheiros para treinar na Academia Militar de Pequim. As Ligas Camponesas que desejavam a reforma agrária “na lei ou na marra” organizaram campos de treinamento no país em 1962: com militantes presos foram encontrados documentos que vinculavam a guerrilha a Cuba. Já os adeptos de Leonel Brizola julgavam que tinham ampla base militar entre soldados, marinheiros, cabos e sargentos.

Assim, numa conjuntura radicalizada, esperava-se do presidente um ponto de equilíbrio político. Ledo engano. João Goulart articulava sua permanência na presidência e necessitava emendar a Constituição. Sinalizava que tinha apoio nos quartéis para, se necessário, impor pela força a reeleição (que era proibida). Organizou um “dispositivo militar” que “cortaria a cabeça” da direita. Insistia que não podia governar com um Congresso Nacional conservador, apesar de o seu partido, o PTB, ter a maior bancada na Câmara após o retorno do presidencialismo e não ter encaminhado à Casa os projetos de lei para viabilizar as reformas de base.

Veio 1964. E de novo foram construídas interpretações para uso político, mas distantes da história. A associação do regime militar brasileiro com as ditaduras do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai) foi a principal delas. Nada mais falso. O autoritarismo aqui faz parte de uma tradição antidemocrática solidamente enraizada e que nasceu com o positivismo, no final do Império. O desprezo pela democracia rondou o nosso país durante 100 anos de República. Tanto os setores conservadores como os chamados progressistas transformaram a democracia em um obstáculo à solução dos graves problemas nacionais, especialmente nos momentos de crise política. Como se a ampla discussão dos problemas fosse um entrave à ação.

O regime militar brasileiro não foi uma ditadura de 21 anos. Não é possível chamar de ditadura o período 1964-1968 (até o AI-5), com toda a movimentação político-cultural que havia no país. Muito menos os anos 1979-1985, com a aprovação da Lei de Anistia e as eleições diretas para os governos estaduais em 1982. Que ditadura no mundo foi assim?

Nos últimos anos se consolidou a versão de que os militantes da luta armada combateram a ditadura em defesa da liberdade. E que os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heroicas ações. Em um país sem memória, é muito fácil reescrever a história.

A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, sequestros e ataques a instalações militares. Apoio popular? Nenhum. Argumenta-se que não havia outro meio de resistir à ditadura a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos desses grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados pouco depois, quando ainda havia espaço democrático. Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecederam o AI-5, quando, de fato, houve o fechamento do regime. O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou sendo usado pela extrema direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.

A luta pela democracia foi travada politicamente pelos movimentos populares, pela defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve em setores da Igreja Católica importantes aliados, assim como entre os intelectuais, que protestavam contra a censura. E o MDB, nada fez? E seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?

Os militantes de luta armada construíram um discurso eficaz. Quem os questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate, a divergência, a pluralidade, enfim, a democracia. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desqualificação dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado. Temos que refutar as versões falaciosas. Romper o círculo de ferro construído, ainda em 1964, pelos adversários da democracia, tanto à esquerda como à direita. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o antagonista em inimigo; o espaço da política em espaço de guerra.





sábado, 1 de março de 2014

NÃO É QUADRILHA?



Depois da vitoria dos mensaleiros condenados e agora absolvidos no “julgamento” do supremo composto agora na sua maior parte por elementos totalmente dedicados ao PT e associados, nada mais podemos esperar da justiça brasileira, os Ministros que tiveram a compostura  de mesmo tendo sido nomeados por Lula ou Dilma meus parabéns, ao demais, submetidos ao governo, sem a mínima condição moral, que se danem!

Com este resultado nossas esperanças de um Brasil melhor, mais justo, mais ético, mais patriótico, se acabaram, estamos mesmo nas mãos de uma quadrilha que só tem por objetivo o poder total, a implantação de um regime totalitário nos moldes de Cuba e delineado pelo Foro de São Paulo.

A absolvição dos quadrilheiros do mensalão foi a prova cabal que estamos mesmo perdidos, ou seja, os três poderes estão podres, o legislativo não fiscaliza o executivo e o judiciário premia os corruptos, certo está o Tuma Júnior: “o Estado foi aparelhado para servir ao PT” e seus associados, ou seja, os partidos em geral, que só querem mamar nas tetas do Estado e levarem a sua parte do butim!

Se atitudes urgentes não forem tomadas pelas pessoas de bem a destruição do Estado Brasileiro é uma certeza, tal qual aconteceu na Venezuela que tem falta até de papel higiênico!


Como lembrado por um amigo correspondente é hora de citar as sabias palavras de Cristo: “Quem tem olhos de ver, veja; quem tem ouvidos de ouvir, ouça”.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

LULA E O PORTO DE MARIEL - AGÊNCIA EFE


Lula considera porto de Mariel como 'referência' para América Latina
Pena que não é no Brasil!
Projeto para o porto foi feito em conjunto com o Brasil.
Financiamento do BNDES foi de US$ 682 milhões.
Agencia EFE

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta terça-feira (25) as obras da primeira Zona Especial de Desenvolvimento de Cuba no Porto de Mariel, em Cuba, um projeto desenvolvido com o Brasil, que considerou como uma referência "muito importante" para a América Latina e o Caribe, informou a televisão estatal do país caribenho.O presidente cubano Raúl Castro acompanhou Lula na visita pelo Terminal de Contêineres (TC) de Mariel, cuja primeira etapa foi inaugurada no dia 27 de janeiro com a presença de Dilma Rousseffdurante a 2ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).
saiba mais Em entrevista à imprensa cubana, Lula disse que o Porto de Mariel (situado a cerca de 45 quilômetros de Havana), representa para Cuba a possibilidade de atrair investimentos de empresas para a produção de produtos de alta tecnologia.
"Estou muito orgulhoso por viver até o dia de poder presenciar a construção de um porto desta magnitude" e da participação do Brasil neste "novo momento que Cuba vive", destacou Lula, que negociou com o governo cubano a parceria do Brasil no milionário projeto durante o seu mandato como presidente.Lula opinou que o presidente cubano Raúl Castro "tem tomado decisões corajosas para modernizar e desenvolver Cuba", e apontou que "precisamos apenas derrubar o bloqueio (econômico e comercial) dos americanos para que Cuba possa se desenvolver plenamente".Lula esteve pela primeira vez em Mariel há quatro anos e em sua visita anterior a Cuba, em janeiro de 2013, também percorreu as obras do porto, que deverá se transformar na principal porta de entrada e saída do comércio exterior cubano.Para amanhã, quarta-feira, está previsto que Lula faça a palestra 'A experiência brasileira na atração de investimentos, o estado como indutor, associado e facilitador', no Hotel Nacional de Havana.As obras de construção do terminal de Mariel, com um investimento total previsto de US$ 957 milhões, contam com a participação da empresa Odebrecht, que contou com o financiamento de US$ 682 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).O governo brasileiro fornecerá, além disso, US$ 290 milhões para financiar uma segunda etapa da obra, conforme antecipou a presidente Dilma em sua visita ao terminal em janeiro.Cerca de 400 empresas brasileiras participaram das obras do porto de Mariel.A conclusão do terminal inclui um píer linear de 702 metros equipado com quatro guindastes 'super post-panamax' e 1.140 lugares para contêineres refrigerados.A Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel (ZEDM) é a primeira criada no país caribenho como parte das reformas econômicas de Raúl Castro para 'atualizar' o modelo socialista de Cuba, e tem o objetivo de se transformar em um motor para a economia do país com a atração de capitais estrangeiros.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

EMPRÉSTIMOS SECRETOS

Finalmente alguém toma uma medida contra os empréstimos secretos do governo Dilma aos paises governados por corruptos sanguinários através do BNDS, espero que a verdade sobre estes desmandos venham à tona!


Alvaro Dias protocola mandado de segurança contra empréstimos secretos do BNDES
O senador Alvaro Dias (PSDB/PR) entregou, nesta segunda-feira (24/02), ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, um mandado de segurança contra a presidente da República, Dilma Roussef; o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges Lemos; e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, por “ato atentatório à moralidade e transparência pública” em relação a não divulgação dos empréstimos secretos do BNDES a países como Cuba e Angola. O mandado, que pede a intimação da União e a notificação das autoridades, tem o propósito de resguardar o direito do senador – assim como o de qualquer cidadão - de ter acesso aos empréstimos feitos com recursos públicos. Um direito que foi negado a Alvaro Dias com base na Lei de Acesso à Informação. “É uma afronta à Constituição, que exige transparências nos atos públicos. O governo brasileiro está escondendo da nação essas informações. Isso compromete, inclusive, o meu papel de senador da oposição, a quem cumpre fiscalizar o poder público. O governo tem o dever de informar para onde esses recursos públicos estão sendo enviados, principalmente quando servem para alimentar ditaduras ou falsas democracias, fazendo com líderes boquirrotos sobrevivam ao longo do tempo esmagando as pessoas”, disse Alvaro Dias, logo após a audiência com Joaquim Barbosa. Segundo o senador, o presidente do STF se comprometeu a distribuiu o mandado ao relator até amanhã (25).

BRASILEIRO É OTÁRIO? - RODRIGO CONSTANTINO


BRASILEIRO É OTÁRIO?

Americanos são bobos, egoístas, uns capitalistas insensíveis. Mas vejam que
coisa: os serviços básicos funcionam, as estradas são boas, quase todos
possuem carros decentes.
Sempre que vou aos Estados Unidos retorno com essa questão: somos um povo
otário? Afinal, adoramos nos vangloriar de nossa “malandragem”, de nosso
“jeitinho”, mas vivemos imersos em um mar de ineficiência, corrupção,
carestia e criminalidade. Há malandro demais para otário de menos por aqui.
Os americanos são bobos, egoístas, uns capitalistas insensíveis. Mas vejam
que coisa: os serviços básicos funcionam, as estradas são boas, quase todos
possuem carros decentes, pelos quais pagaram um terço do valor que nós
pagamos, e podem andar com vidros abertos e ter casas sem muros. Que
otários!
Ainda bem que somos diferentes, desconfiamos do lucro, dos empresários, e
delegamos ao papai Estado todo nosso destino. Temos agora até universidade
marxista voltada exclusivamente para o trabalhador, para não deixá-lo
“alienado”, e sim um camarada “politizado”, engajado na luta pela justiça
social. Somos muito melhores!
Temos um governo metido nos piores escândalos de corrupção, mas ainda
favorito para mais um mandato em2014. A economia não cresce, paramos de
gerar empregos, a inflação continua alta demais, cada vez mais gente
depende de esmolas estatais, a carga tributária sobe sem parar, mas ninguém
parece se importar. A Copa vem aí, e somos a pátria de chuteiras.
Após oito anos, os mensaleiros, finalmente, foram presos, mas ainda tentam
vender a imagem de injustiçados. Um deles recebe amplo apoio dos artistas e
“intelectuais” da esquerda caviar, pois teria um currículo louvável
(comunista por acaso pode ter passado digno de aplausos?) e não teria
roubado para si próprio. O outro se compara a Mandela.
E o PT faz evento oficial para defender os bandidos presos e atacar o STF,
ao lado de uma presidente da República conivente, passiva, cúmplice. Alguém
pode imaginar isso nos Estados Unidos? Claro que não. Eles não são tão
compreensivos e cordiais como nós.
Estive em Miami e Orlando. Só brasileiro, nem preciso falar. Estamos por
toda parte, comprando e comprando. “Consumistas burgueses”, diria um típico
comuna. “Classe média fascista”, diria Marilena Chauí. Mas que mal há em
desejar pagar um terço do preço que se paga no Brasil pelos mesmos
produtos? Compram em Miami os que não são ricos a ponto de poder comprar no
Brasil.
“Ah, mas é preciso financiar a justiça social”, alegam os esquerdistas.
Ora, o governo americano é a polícia do mundo (felizmente), e nós
precisamos de um governo ainda maior em termos relativos? Haja esmola, para
pobre e para rico (BNDES).
Sem falar que, no Brasil, reina o culto do pobrismo. As esquerdas amam a
miséria, não os pobres. E odeiam os ricos mais do que “amam” os
necessitados. Não existem abutres sem carniça, não é mesmo?
O Brasil realmente testa nossa paciência. A impressão digital do governo
inchado está em todas as cenas do crime, mas eis que boa parte da população
pede, como solução para nossos males, mais governo! Seria cômico, não fosse
trágico.
Mas é véspera de Natal, e não quero estragar a ocasião. Quero até
aproveitar a oportunidade e fazer meus pedidos a Papai Noel. É verdade que
ele tem toda pinta de marxista: usa roupa vermelha, distribui presentes
pagos por terceiros, e coloca outros para fazer o trabalho pesado enquanto
fica com a fama de bondoso. Não importa. Faço minha lista, na esperança de
ser atendido:
1. Que o povo brasileiro possa acordar em 2014 e ter o bom senso de evitar
um destino trágico como o da Argentina ou da Venezuela para nosso lindo
país.
2. Que o funk não seja mais visto como “apenas” uma forma artística
diferente, tão boa quanto música clássica ou ópera.
3. Que a doutrinação marxista nas nossas universidades chegue ao fim e que
cada vez mais alunos e professores tenham a coragem de se rebelar contra
tal covardia.
4. Que a hegemonia de esquerda na política nacional seja finalmente vencida
e que algo NOVO possa surgir como alternativa.
5. Que esses ecochatos e politicamente corretos arrumem algum passatempo
individual e nos deixem em paz para vivermos de acordo com nossas
preferências pessoais.
6. Que todos aqueles que conseguem defender a ditadura cubana em pleno
século 21 resolvam abandonar a hipocrisia e comprar uma passagem só de ida
para a ilha-presídio caribenha.
7. Que os brasileiros passem a ler mais, de preferência bons livros.
8. Que todos aqueles que querem “salvar o mundo” antes arrumem o próprio
quarto.
9. Que todos lembrem de que solidariedade é algo voluntário, não
compulsório, via impostos dos outros.
10. Que nosso povo seja menos “malandro”, como os americanos.
Rodrigo Constantino


 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

DELEGADA QUE APURAVA ENVOLVIMENTO DE LULA NO MENSALÃO FOI REMOVIDA DO CARGO: -ESTADÃO


DELEGADA QUE APURAVA ENVOLVIMENTO DE LULA NO MENSALÃO FOI REMOVIDA DO CARGO:

Responsável pelo inquérito que investiga a suposta participação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no esquema do mensalão, a delegada Andrea Pinho foi removida do cargo. O inquérito que tem Lula como alvo será tocado por outro delegado, ainda não designado que pode pedir novas diligências ou o arquivamento do caso.
Pinho, que era delegada substituta da delegacia de crimes financeiros, foi transferida para a divisão de desvio de recursos públicos. Ela passará a despachar na sede da Polícia Federal em Brasília, mesmo prédio onde trabalha o diretor-geral, Leandro Daiello, que assina sua remoção, e não mais na superintendência da Polícia Federal no DF.
A delegada foi responsável pela Operação Miqueias que desarticulou um esquema de desvio de recursos de fundos de previdência municipais em vários Estados. Novata, Pinho foi escalada para tocar a operação de maior visibilidade no segundo semestre do ano passado, o que foi interpretado por colegas na PF como uma forma de lhe dar atribuições em meio às investigações sobre o ex-presidente Lula.
O inquérito sobre Lula foi aberto a partir de um novo depoimento prestado pelo operador financeiro do mensalão, o publicitário Marcos Valério, que implicou o ex-presidente e outros petistas. Revelado com exclusividade pelo jornal O Estado de S.Paulo, no depoimento Valério afirmou que Lula tinha conhecimento do esquema que resultou na condenação de 25 pessoas, entre elas José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, José Genoíno, ex-presidente do PT e João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara pelo PT. O inquérito tramite sob sigilo.


Fonte: O Estadão