sábado, 13 de outubro de 2012

OS MARGINAIS DO PODER - MARCO ANTONIO VILLA

MARCO ANTONIO VILLA - HISTORIADOR. É PROFESSOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS - O Estado de S.Paulo
Vivemos um tempo curioso, estranho. A refundação da República está ocorrendo e poucos se estão dando conta deste momento histórico. Momento histórico, sim. O Supremo Tribunal Federal (STF), simplesmente observando e cumprindo os dispositivos legais, está recolocando a República de pé. Mariana - símbolo da República Francesa e de tantas outras, e que orna nossos edifícios públicos, assim como nossas moedas - havia sido esquecida, desprezada. No célebre quadro de Eugène Delacroix, é ela que guia o povo rumo à conquista da liberdade. No Brasil, Mariana acabou se perdendo nos meandros da corrupção. Viu, desiludida, que estava até perdendo espaço na simbologia republicana, sendo substituída pela mala - a mala recheada de dinheiro furtado do erário.

Na condenação dos mensaleiros e da liderança petista, os votos dos ministros do STF têm a importância dos escritos dos propagandistas da República. Fica a impressão de que Silva Jardim, Saldanha Marinho, Júlio Ribeiro, Euclides da Cunha, Quintino Bocayuva, entre tantos outros, estão de volta. Como se o Manifesto Republicano de dezembro de 1870 estivesse sendo reescrito, ampliado e devidamente atualizado. Mas tudo de forma tranquila, sem exaltação ou grandes reuniões.
O ministro Celso de Mello, decano do STF, foi muito feliz quando considerou os mensaleiros marginais do poder. São marginais do poder, sim. Como disse o mesmo ministro, "estamos tratando de macrodelinquência governamental, da utilização abusiva, criminosa, do aparato governamental ou do aparato partidário por seus próprios dirigentes". E foi completado pelo presidente Carlos Ayres Brito, que definiu a ação do PT como "um projeto de poder quadrienalmente quadruplicado. Projeto de poder de continuísmo seco, raso. Golpe, portanto". Foram palavras duras, mas precisas. Apontaram com crueza o significado destrutivo da estratégia de um partido que desejava tomar para si o aparelho de Estado de forma golpista, não pelas armas, mas usando o Tesouro como instrumento de convencimento, trocando as balas assassinas pelo dinheiro sujo.
A condenação por corrupção ativa da liderança petista - e por nove vezes - representaria, em qualquer país democrático, uma espécie de dobre de finados. Não há no Ocidente, na História recente, nenhum partido que tenha sido atingido tão duramente como foi o PT. O núcleo do partido foi considerado golpista, líder de "uma grande organização criminosa que se posiciona à sombra do poder", nas palavras do decano. E foi severamente condenado pelos ministros.
Mas, como se nada tivesse acontecido, como se o PT tivesse sido absolvido de todas as imputações, a presidente Dilma Rousseff, na quarta-feira, deslocou-se de Brasília a São Paulo, no horário do expediente, para, durante quatro horas, se reunir com Luiz Inácio Lula da Silva, simples cidadão e sem nenhum cargo partidário, tratando das eleições municipais. O leitor não leu mal. É isso mesmo: durante o horário de trabalho, com toda a estrutura da Presidência da República, ela veio a São Paulo ouvir piedosamente o oráculo de São Bernardo do Campo. É inacreditável, além de uma cruel ironia, diante das condenações pelo STF do núcleo duro do partido da presidente. Foi uma gigantesca demonstração de desprezo pela decisão da Suprema Corte. E ainda dizem que Dilma é mais "institucional" que Lula...
Com o tempo vão ficando mais nítidas as razões do ex-presidente para pressionar o STF a fim de que não corresse o julgamento. Afinal, ele sabia de todas as tratativas, conhecia detalhadamente o processo de mais de 50 mil páginas sem ter lido uma sequer. Conhecia porque foi o principal beneficiário de todas aquelas ações. E isso é rotineiramente esquecido. Afinal, o projeto continuísta de poder era para quem permanecer à frente do governo? A "sofisticada organização criminosa", nas palavras de Roberto Gurgel, o procurador-geral da República, foi criada para beneficiar qual presidente? Na reunião realizada em Brasília, em 2002, que levou à "compra" do Partido Liberal por R$ 10 milhões, Lula não estava presente? Estava. E quando disse - especialmente quando saiu da Presidência - que não existiu o mensalão, que tudo era uma farsa? E agora, com as decisões e condenações do STF, quem está mentindo? Lula considera o STF farsante? Quem é o farsante, ele ou os ministros da Suprema Corte?
Como bem apontou o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, o desprezo pelos valores republicanos chegou a tal ponto que ocorreram reuniões clandestinas no Palácio do Planalto. Isso mesmo, reuniões clandestinas. Desde que foi proclamada a República, passando pelas sedes do Executivo nacional no Rio de Janeiro (o Palácio do Itamaraty até 1897 e, depois, o Palácio do Catete até 1960), nunca na História deste país, como gosta de dizer o ex-presidente Lula, foram realizadas na sede do governo reuniões desse jaez, por aqueles que entendiam (e entendem) a política motivados "por práticas criminosas perpetradas à sombra do poder", nas felizes, oportunas e tristemente corretas palavras de Celso de Mello.
A presidente da República deveria dar alguma declaração sobre as condenações. Não dá para fingir que nada aconteceu. Afinal, são líderes do seu partido. José Dirceu, o "chefe da quadrilha", segundo Roberto Gurgel, quando transferiu a chefia da Casa Civil para ela, em 2005, chamou-a de "companheira de armas". Mas o silêncio ensurdecedor de Dilma é até compreensível. Faz parte da "ética" petista.
Triste é a omissão da oposição. Teme usar o mensalão na campanha eleitoral. Não consegue associar corrupção ao agravamento das condições de miséria da população mais pobre, como fez o ministro Luiz Fux num de seus votos. É oposição?

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O SENTIMENTO NACIONAL DE JUSTIÇA E O MENSALÃO - ALOÍSIO DE TOLEDO CESAR


O SENTIMENTO NACIONAL DE JUSTIÇA E O MENSALÃO
Aloísio de Toledo César
A firmeza dos ministros do Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão vem ajudando a sepultar em parte a ideia de que o favor da nomeação para tão alto cargo poderia prevalecer na tomada das decisões. Como já foi tantas vezes divulgado, os integrantes dessa Corte foram majoritariamente nomeados pelo ex-presidente Lula, com a participação claríssima de políticos petistas.
Todos os povos possuem um sentimento nacional de justiça e em alguns deles isso se deixa transparecer de forma bastante aguda. Há casos emblemáticos em torno dos quais os povos externam com absoluta certeza o que esperam da Justiça e o que devem fazer os julgadores. Se a lei e o Direito indicam ser possível essa conduta, é compreensível que os magistrados julguem nesse sentido.
No episódio do mensalão ficou evidente que o sentimento nacional de justiça, envergonhado por condutas tão sórdidas, somente seria satisfeito com a reparação vertical provinda do Judiciário. Isso começou a ocorrer de forma surpreendente, de início com os votos seguros e claros do ministro relator Joaquim Barbosa, que foi seguido por vários outros, sempre na linha de que os crimes cometidos são de extrema gravidade e merecem reparação.
Houve duas exceções, infelizmente, envolvendo as decisões dos ministros Ricardo Lewandowski e Dias Tófoli, ambos vistos como pessoas com ligações mais fortes com o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus dirigentes, dos quais partiu a ação delitiva. Toffoli foi até mesmo advogado do PT, o que demonstrava claro impedimento para o julgamento.
Em verdade, ao proferir o voto com o qual absolveu José Dirceu da imputação do crime de corrupção ativa, o ministro Dias Toffoli assumiu claramente a posição de seu advogado. Praticamente se esquecendo de que é ministro da Suprema Corte e estava julgando um réu, ele começou a defender de forma enfática a pessoa de José Dirceu. Não chegou a dizer que ele deveria ser canonizado, mas foi tão contundente nessa defesa que passou a olhar para os outros ministros, para ver se algum deles o apoiava - e ninguém sequer virou os olhos em sua direção. Seria preferível que Toffoli e Lewandowski tivessem externado o seu impedimento para julgar, o que rotineiramente ocorre quando o magistrado, por sua amizade ou ligação com uma das partes, não se sente absolutamente livre para o gesto soberano de prestar a jurisdição.
Declarar-se impedido não é feio nem incomum, não diminui o juiz e se dá com frequência na vida dos tribunais. Se eles se tivessem dado por impedidos, sem nenhuma dúvida teria sido muito melhor para ambos, porque não transpareceria na sua conduta a impressão de que estavam divididos entre a lealdade que devem à Nação e àqueles que os nomearam.
Em verdade, a sua lealdade deveria ser exclusivamente à Nação. A clareza do sentimento nacional de justiça, nesse caso tão emblemático, exigia dos julgadores um comportamento compatível e com a grandeza que a grande maioria esperava: a condenação exemplar dos culpados.
Por mais que os dois ministros divergentes possam jurar, até ao pé da cruz, que a absolvição de José Dirceu e outros decorreu unicamente de suas convicções jurídicas, será muito difícil encontrar alguém que acredite nisso. A ideia que prevaleceu é a oposta - e isso é lamentável, por envolver o mais importante tribunal do País, agora, aliás, fortalecido aos olhos de todos pelo exemplo do julgamento.
E mais: o fato de absolverem Dirceu e outros, ao fundamento da inexistência de provas, soa como uma censura aos demais ministros, os quais as consideraram suficientes. Inferiorizados nessa posição, dado o maciço predomínio do entendimento em contrário, levarão para as respectivas biografias um dado sombrio, que teria sido evitado caso optassem por se julgar impedidos.
No caso particular de Lewandowski, cada vez que, durante as votações, ele externava os seus argumentos pela absolvição, acabava agindo como se estivesse a se explicar aos brasileiros por que procedia daquela maneira. Seus gestos, sua expressão, ao julgar, exprimiam constrangimento, e não a firmeza dos demais julgadores que optavam pelas condenações.
Em verdade, quando julga, o magistrado não deve externar emoção alguma. Conforme deixaram claro o presidente da Corte, Carlos Ayres Brito, e o ministro Cezar Peluso - este em seu último voto como magistrado -, não há ódio na decisão que condena, e isso é o que realmente ocorre no cotidiano de quem julga. Uma expressão absolutamente neutra é a mais compatível para quem condena ou absolve.
A lealdade aos companheiros constitui traço de caráter merecedor de admiração nas relações humanas, mas não quando envolve a figura do juiz, porque este, sendo praticamente um escravo da lei e do Direito, não pode ficar dividido entre o que a Nação e os amigos dele esperam.
Enfim, externar lealdade aos companheiros no momento em que presta a jurisdição serve para demonstrar que o juiz não deveria estar ali a exercê-la, ou seja, fica aparente até mesmo o erro no ato de quem o escolheu. Ressalte-se, a propósito, que outros ministros nomeados pelo ex-presidente Lula exerceram a tarefa de julgar com absoluta independência e se mostraram sensíveis ao sentimento nacional de justiça nesse processo tão emblemático.
Será mesmo muito difícil para os brasileiros admitir que os dois ministros optaram pela absolvição por motivos tão somente jurídicos, sobretudo porque as suas posições estão em choque com o entendimento da maioria. Por mais que Lewandowski e Toffoli possam argumentar que manifestaram exclusivamente um entendimento jurídico divergente, sempre ficará a ideia de que estavam pagando o favor da nomeação. Isso é péssimo para o Supremo Tribunal Federal e, especialmente, para eles.
* Desembargador aposentado do tribunal de Justiça de São Paulo
e.mail: aloisio.parana@gmail.com
________________________________________________________________________

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

QUO VADIS? - GRUPO GUARARAPES

QUO VADIS! (Aonde Vais?) doc. Nº 214 – 2012

WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES

ESTAMOS NUMA GUERRA IDEOLÓGICA. A ESPERANÇA DA VITÓRIA DA DEMOCRACIA
APROXIMA-SE. LUTE AO NOSSO LADO. SUA AJUDA VALE OURO. VEJA QUE ESTÁVAMOS
CERTOS. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FAZ SUA PARTE E COLOCA NA CADEIA GRANDES
CRIMINOSOS, ENQUANTO, DESCARADAMENTE, MENTIAM PARA O POVO, DIZENDO QUE ERA
CAIXA DOIS E ERA ROUBO DO DINHEIRO PÚBLICO!
REPASSE! VITÓRIA!

QUO VADIS! (AONDE VAIS)

Mesmo, numa caminhada de mil milhas,(que comece com um passo), ensina-nos
a velha sabedoria japonesa que, não há vento bom, quando não sabemos
aonde chegar!

Estes dois aforismos de antigos mestres deveriam balizar o pensamento dos
formuladores da política nacional, já, que o pensamento da Escola Superior
de Guerra foi defenestrado pelos governos da Nova República, muito embora,
permaneçam atuais e pertinentes, devendo ser os mesmos repensados.

Os atuais governantes falam muito, em democracia. Mas, que Democracia?
Seria democrático desviar polpudo imposto que o pobre trabalhador
brasileiro paga pelo feijão de cada dia, para políticos corruptos
bandearem-no para as hostes petistas? No episódio do mensalão,
constatamos, ao vivo e a cores, o flagelo do rei. O rei está nu.

Atordoados com o apoio popular do julgamento da ação 470 do STF e atônitos
com a possibilidade de, rapidamente, sofrerem um revés político e sumirem
as mordomias, vemos o cenário político alterar-se e apesar de estar apenas
começando, a corja que se instalou, no poder, percebe que, quem está sendo
julgado não é apenas aquele que está sentado, no banco dos réus; mas, toda
a gentalha que aparelhou o estado brasileiro, afrouxou as normas de
conduta, falseou a verdade e deturpou os bons costumes. De concreto, temos
um país sem segurança, uma população a mercê da bandidagem. Qual será a voz
das urnas? Tergiversará sobre seu bem mais valioso que é sua vida? Onde
pensa que desembocará a matança de jovens, enquanto os ladrões recebem
bolsa prisão para assassinar inocentes?

Os proclamas já correm, nos comitês de campanha: Rei morto,
rei posto!

E que espera alcançar o nosso ministro da fazenda,
distribuindo benesses à indústria automobilista? Vai permitir à GM reforçar
o caixa de campanha de Obama, enquanto o Ministro Patriota esperneia junto
à OMC, na questão dos subsídios de alguns produtos agrícolas americanos?
Onde pensa que vai um governo que não sabe bem o que quer, em termos de
relações internacionais? Pautamos a doutrina econômica pela Heterodoxia ou
Ortodoxia?
E a política externa é pela 3ª via de governos anteriores ou a denominação
agora é multilateralidade? E a interna, agora não é mais privatização? é
concessão? E quem pagará a conta do sucateamento de nossas ferrovias?

Como ficará a situação do atual governo que perpassou ao
eleitor a ideia de continuísmo econômico, apoiada pelo seu criador que
enganava o povo com PIB de 5 ou 6% a.a, enquanto, o restante da América
Latina crescia muito mais, surfando nas commodities dos emergentes e agora
com PIB de 2% ao ano, resolve incentivar o consumo de uma população 43%
endividada? Qual a mágica do consumismo? Combinaram com os banqueiros ou o
contribuinte vai bancar a inadimplência decorrente?

Finalizando, perguntamos: se é possível caminhar para o futuro,
desconhecendo que a história repete-se, apenas com outros personagens. Não
nos esqueçamos do exemplo de Maria Antonieta que, no auge de sua alienação,
sugeriu aos seus conselheiros distribuir brioches para a turba faminta e
enfurecida. Como conter o Tsunami monetário decorrente da depreciação do
real e o incentivo ao consumo? Como exportar, quando não contemos a
desindustrialização? É A NOSSA DÍVIDA (INTERNA E EXTERNA) PRÓXIMA AOS TRÊS
TRILHÕES.

Distribuir destemperos verbais é fácil, quando não se cogita
em sístoles e diástoles. No entanto, no consenso internacional, tais
atitudes denotam apenas fraqueza que é tudo o que não precisamos EXPORTAR.

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58
93. Cartório do 1º Registro de Títulos e Documentos, em Fortaleza. Somos
1.807 civis – 49 da Marinha - 478 do Exército – 51 da Aeronáutica; TOTAL
2.385 RP: batistapinheiro30@yahoo.com.br. 4/10/12


REPASSE, AMIGO! AJUDE O DIA 7 DE OUT.
VOTE EM BOM BRASILEIRO! VEJA SUA FAMÍLIA! SEU CARÁTER! SUAS AMIZADES!


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

MENSALÃO V - PROIBIR MENSALÃO NAS CAMPANHAS É CENSURAR O PRÓPRIO STF - JOÃO BOSCO RABELO/ESTADÃO

José Dirceu, aquele que está na mira do STF esta semana, ao invés de ficar quietinho, acusa José Serra de estar fazendo campanha usando o "mensalão". A respeito, veja abaixo o que escreveu João Bosco Rabelo no Estadão:

Proibir mensalão nas campanhas é censurar o próprio STF

É parte indissociável das campanhas eleitorais a crítica entre os candidatos às gestões de seus adversários quando à frente de chefias do Executivo nos seus três níveis de poder: municipal, estadual e federal. Tanto aqueles que aspiram a cargos quanto aqueles que os detêm, que podem se referir ao passado de seus concorrentes.
Uma campanha se faz com programa (cada vez mais ausente no Brasil) críticas aos candidatos, especialmente os que já foram gestores e o discurso ideológico. O que se espera, como ideal de civilidade, é que essas críticas sejam exercidas com base naquilo que foi mal feito, ou que deixou de ser feito, e não na desqualificação pessoal dos candidatos.
Um índice de corrupção alto – e real – de um governo de determinado partido, ainda que por atos que não tenham recebido o aval de seus dirigentes, é um flanco a ser explorado legitimamente pelos seus concorrentes. E tem sido historicamente utilizado em todas as campanhas, no Brasil e no exterior. É lícito e lógico.
Se dirigentes de um partido no poder não avalizaram atos de integrantes ou aliados, ainda assim fica claro que aquele governo não foi capaz de conter a corrupção em seus quadros, em maior ou menor grau, e a exploração política dessa constatação é natural. Acontecem com todos os governos e em todas as campanhas.
Ninguém é ingênuo a ponto de imaginar que se fosse precedido na fila de julgamento de mensalões, pelo DEM, por exemplo, o PT não estaria explorando o fato hoje nos palanques país afora. Como o fará, certamente, quando o DEM e o PSDB estiverem sob os holofotes – o que necessariamente ocorrerá em alguma campanha, já que as eleições no Brasil ocorrem de dois em dois anos.
Por isso, a recente decisão do juiz Eduardo Afonso Maia Caricchio, da 12ª zona eleitoral da Bahia, proibindo que a coligação do deputado ACM Neto (DEM) faça sequer referência ao mensalão, afora seu aspecto ridículo, agride o bom senso e expõe o magistrado a leituras indesejáveis – que vão do despreparo à censura ao próprio Supremo.
Afinal, a decisão, por ironia das ironias, ocorre no mesmo dia em que o STF, por maioria expressiva e indiscutível, conclui que o PT comprou apoio político, no reconhecimento mais explícito até agora da existência do mensalão, nos termos em que foi denunciado pelo ex-deputado Roberto Jefferson.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

MENSALÃO IV


MENSALÃO IV

O Supremo tribunal Federal acabou com a falácia de Lula de que o “mensalão” não existiu, existiu sim e foi comprovado pelo STF. Mais uma das mentiras do ex-presidente que foi deslindada.

Nesta semana o núcleo do PT acusado de montar o esquema, diga-se, o maior esquema de corrupção da história do pais vai ser julgado.

Os Ministros, em sua maioria, têm se mostrado à altura de seus cargos e condenando, sem piedade, grande parte dos acusados.

Nunca antes neste pais se viu um julgamento de tamanha envergadura, onde próceres do governo desfilam como réus perante a nação: são ex-ministros, deputados, presidentes de partidos políticos, empresários e empresas.

Vamos ver se o Ministro mantém a lógica e condenam os cabeças do esquema, os principais réus do “mensalão”, que, como sempre afirmou o ex-presidente, repito, nunca existiu!

Os companheiros petistas e aliados já estão dando como certas as condenações, o que antes nem passava pela cabeça deles, iludidos que estavam pelo legado do ex-presidente e das afirmações que tudo seria jogados pelas calendas, ou seja, tudo seria esquecido e não passaria de uma conversa de boteco.

Graças a Deus, uma luz começa a brilhar no fim do túnel, quem sabe uma nova era para o nosso sofrido e humilhado Brasil!

sábado, 29 de setembro de 2012

CARTA DA VERDADE - DELFIM NETTO

CARTA DA VERDADE!. doc. 212-2012
REPASSAMDO E PEDINDO PARA REPASSAR
de: Delfim Netto
Para: José Álvaro Costa Donato < jadonato2007@gmail.com>
Prezado José Donato muito grato por sua atenção e pelos
comentários ao artigo no Valor de 04 de dezembro. Raramente o senhor lê um
comentário isento sobre a maneira firme e civilizada como os militares
conduziram o processo de transição do regime autoritário à plena
redemocratização.
Infelizmente, no campo da educação e não apenas nas esferas federais, os
organismos que decidem as edições dos livros didáticos estão dominados por
"intelectuais" que ainda não conseguiram se libertar do velho viés
"esquerdista" que os obriga a negar os avanços sociais naquele período
(aumento dos níveis de emprego, do salário real, da melhoria do padrão de
vida) e o formidável crescimento da economia, com a expansão das
exportações industriais e da produção agrícola e a modernização de toda a
infraestrutura rodoviária, portuária, de energia e telecomunicações.
Recusam-se a conhecer a história, não estudam, e apenas repetem
monotonicamente que "o crescimento se deu à custa do endividamento externo
e só beneficiou os ricos". Se estudassem, veriam que o desenvolvimento se
deveu muito mais ao esforço dos brasileiros (investíamos à cada ano 25% do
PIB, dos quais apenas uns 3% representava aporte de poupança externa) e
muito pouco ao financiamento externo: no final do período de mais forte
crescimento (1967/1974) as exportações anuais eram de US$ 6 bilhões, as
reservas em moeda forte eram também de US$ 6 bilhões e a dívida externa
chegou a US$ 12 bilhões, ou seja, se pagaria em um ano. Não tinha nada de
impagável. E uma boa parcela dos financiamentos externos para investimentos
provinham do BIRD, do BID, dos Eximbanks americano ou japonês, em contratos
de prazos longos à taxas favorecidas em relação às dos mercados
financeiros, com parte em juros fixos e parte variáveis. Naquela época,
havia pouca flutuação nas taxas de juro e não tivemos nenhum problema de
dívida externa.
O aumento das taxas de juros em escala mundial ocorreu a partir de 1982,
quando todos os países que dependiam da importação de petróleo se
endividaram, o México declarou o "default" desencadeando uma crise
internacional de crédito sem precedentes e os Estados Unidos, para conter a
inflação que já chegava a 14% ao ano, impulsionada pela alta dos preços do
petróleo, radicalizou a política monetária e elevou para mais de 20% a
taxa anual de juros. De 1974 a 1982 o Brasil se viu obrigado a contrair
uma dívida de 50 bilhões de dólares com as importações anuais de petróleo
para não paralisar toda a economia do país, pois só produzíamos 25% do que
consumíamos. Na emergência, não dava para discutir muito taxas e prazos: os
bancos internacionais financiavam os exportadores de petróleo que
depositavam os respectivos valores nos próprios bancos (criando o chamado
mercado de petrodólares) e os importadores se responsabilizavam pela
dívida.
O Brasil atravessou todo o período de perturbação mundial no governo
Figueiredo (1979/1985) realizando um enorme esforço de aumento das
exportações industriais e contenção de importações para criar saldos
comerciais e garantir a rolagem da dívida e investiu tudo o que podia no
aumento da produção de energia (em 85, a produção doméstica de combustíveis
– petróleo e álcool – já representava mais de 50% do consumo interno e o
aumento da oferta de energia elétrica era garantido com a construção das
gigantes hidrelétricas de Itaipu e Tucuruí, além de meia dúzia de usinas
menores) e na expansão da produção agrícola para garantir a autonomia
alimentar.
A dívida externa originada na crise do petróleo, cujo valor tinha sido
artificialmente inflado com a absurda alta das taxas de juros mundiais na
década dos oitenta, foi objeto de uma longa renegociação só concluída em
meados da década dos noventa, já se beneficiando do desconto do excesso dos
juros que os credores afinal concederam sob o estímulo do chamado plano
Backer.
Faço votos que outros pais se interessem por informar seus filhos e
alertar as escolas para a má informação a que estão sendo submetidos os
alunos.. Peço desculpas pela demora em responder, devido a viagens e a um
curto recesso no escritório durante o período de festas de final de ano,
mas aproveito para desejar-lhe e à sua família um feliz e próspero ano.
Cordialmente,
Antonio Delfim Netto ...
“QUEM DIZ A VERDADE PROCLAMA A JUSTIÇA, MAS A TESTEMUNHA FALSA DIZ
MENTIRA”. PROVÉRBIOS 12 – 17
REPASSEM AMIGO.
A VERDADE É PRECISO SER CONHECIDA PELOS BRASILEIROS.
OS MILITARES FORAM GOVERNOS SÉRIOS E NÃO SE MENTIA.
NOS GOVERNOS, DEPOIS DOS MILITARES, PASSOU-SE A MENTIR E ROUBAR,
OFICIALMENTE, COMO NO MENSALÃO.
NESTE PROCESSO O BRASIL BATEU O RECORD DE MENTIRA MUNDIAL!
O BRASIL PERDEU CREDIBILIDADE NO EXTERIOR. VOLTOU-SE A SE DIZER QUE NOSSO
QUERIDO PAÍS NÃO É SÉRIO. ISTO É UMA TRISTEZA.
ESTÃO ENSINANDO NOS COLÉGIOS MENTIRAS. VERGONHA.

REPASSE, AMIGO!
AJUDE O BRASIL!
GRUPO GUARARAPES


Se você não deseja mais receber nossos e-mails, cancele sua inscrição
através do link
http://marketing.guararapesgrupo.com.br/admin/sair.php?id=136171|97|0&uid=129390498243060600

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PRESIDENTE DILMA NA ONU



                                       DILMA NA ONU

 

Na abertura da Assembleia Geral da ONU, Dona Dilma, além de falar as obviedades de sempre como, por exemplo, sobre a crise no Oriente Médio, a crise econômica global, aproveitou para descascar a política econômica dos países ricos e acabou por citar a América Latina como exemplo para o mundo no que se refere ao Estado de Direito, como se o regime de Cuba de seus gurus, os irmãos Castro, o boquirroto do Chaves na Venezuela, do botocudo Evo Morales na Bolívia, Cristina Kirchner na Argentina onde os veículos de comunicação que a criticam e ao seu governo são sistematicamente perseguidos  e tantos outros, fossem dignos de se enquadrar como regimes verdadeiramente democráticos.

A  tônica de seu discurso foi principalmente suas críticas  aos Estados Unidos,  o vilão, para os esquerdopatas, de tudo de mau que acontece no mundo.

Com sua defesa sistemática  dos seus amigos esquerdistas e radicais islâmicos como o Presidente no Irã, seu sonho de algum dia fazer parte desta elite com assento na ONU está cada vez mais distante.