terça-feira, 22 de novembro de 2011

SAIDA DE CARLOS LUPI DO MINISTÉRIO? SÓ SE PEDIR DEMISSÃO.- JÚLIO FERREIRA

Pensando bem, começo até a entender as dificuldades pelas quais está passando a presidente Dilma Rousseff, diante das cobranças pela demissão do boquirroto Carlos Lupi, mais um dos ministros aloprados herdados da gestão Lulla.

Afinal, os "imbróglios" nos quais Lupi está metido, são praticados por quase todos os nazipetralhas, e aliados por conveniências, que estão "mamando nas tetas da viúva", desde o primeiro mandato do "ex-sapo barbudo". Na verdade, essas "armações" criadas para favorecer "empresários generosos", seja em troca de mordomias, de "ajudinhas financeiras" para campanhas eleitorais ou de "otras cositas más", passaram a ser, segundo o "modo petista de governar", tratados como meras estratégias de trabalho, tido por muitos "cumpanhêros" como sinal de "esperteza política".

Em suma, se não pode demitir Lupi por ser mentiroso, pois a mentira virou marca registrada das gestões petralhas, desde o momento em que Lulla, fazendo caras e bocas, declarou que não tinha conhecimento das maracutaias urdidas dentro do Palácio do Planalto, por alguns dos seus mais íntimos assessores, imediatamente após vir à tona o "Escândalo do Mensalão", e não pode defenestrar o ministro por conta dos seus "malfeitos", por uma questão de "isonomia", resta, tal como aconteceu com os outros "maracuteiros", esperar que Lupinho, em uma crise de "vergonhite aguda", peça demissão do cargo. Caso contrário, sem coragem cívica para "peitar" o ministro, Dilma Rousseff vai continuar "pianinho"...

Júlio Ferreira
Recife - PE
E-mail: julioferreira.net@gmail.com
Blog: www.ex-vermelho.blogspot.com/



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

UMA AULA DE HISTÓRIA - LUCIA HIPÓLITO

O Futuro do PT
(Lúcia Hippólito)

“Nascimento” do PT:

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.

Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.

Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT... Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.

Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.

“Crescimento” do PT:

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.

O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.

Tudo muito chique, conforme o figurino.

“Maioridade” do PT:

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.

Pessoas honestas e de princípios se afastam do PT.

A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Junior.

Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.

Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto.

E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Quem ficou no PT?

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.

É o triunfo da pelegada.

Lucia Hippolito

terça-feira, 15 de novembro de 2011

AINDA CARLOS LUPI

O falastrão ministro do trabalho, Carlos Lupi, o valentão que disse só sair à bala do ministério, está cada vez mais enrolado em sua própria língua, pois fotos de sua negada viagem de avião de empresa com negócios no seu ministério correm pela WEB e as revelações de que franqueou os gabinetes da pasta à ação de lobistas que negociam a emissão de registro sindical não puderam ser desmentidas a contento.
A presidente Dilma considerou “inconsistentes” suas explicações e aguarda que o falastrão dê uma resposta cabal às acusações. Bem que o PT quer regulamentar (amordaçar) a mídia, como propôs o Zé Dirceu no 2º Congresso da Juventude do PT, esta mídia que está descobrindo tantas falcatruas dos poderosos de plantão, porém, a podridão é tanta que vem a furo como abscessos supurados.
Dilma hesita em demitir o ministro, pois o seu partido ameaça deixar a base aliada, isto é apenas “rastro de onça”, pois, os políticos nunca vão deixar de mamar nas gordas tetas do poder.
Avante presidente Dilma, ponha este linguarudo para fora e já vá preparando o caminho para um ministério próprio, quem sabe, muito melhor que esta “herança maldita” que recebeu de Lula!


DIRCEU E A ELITE

É incrível a cara-de-pau do mensaleiro José Dirceu, ao criticar, no 2º Congresso da Juventude do PT, os movimentos contra a corrupção, chamando os participantes deste movimento, que cada vez mais se alastra, pejorativamente de “elite”, como se o fato de o cidadão for da considerada “elite” o desmerecesse, pois segundo o dicionário Houaiss em seu principal significado é: “o que há de mais valorizado e de melhor qualidade, em um grupo social” onde se enquadram estes que lutam contra a corrupção e em segundo sentido: “minoria que detém o prestígio e o domínio sobre o grupo social” onde se enquadra o grupo político que hoje detém o poder. Há algum tempo, o “doutor” Mercadante já dizia: -“a elite hoje somos nós (o PT)”, isto neste último sentido, o do poder.

Os brasileiros, de um modo geral, não estão percebendo o perigo que corremos dando cada vez mais poder a este partido e seus aliados que hoje governam, como se depreende da frase dita pelo mesmo Dirceu: - “cabe ao PT discutir a regulamentação da mídia e as reformas políticas e tributárias”. Como cabe ao PT? Cabe ao Congresso Nacional, aos partidos e a todos os entes políticos do país, não só ao PT que já se julga, conforme os dizeres do ex-ministro, o dono de nossa pátria.

Espero que hoje, as manifestações anticorrupção se multipliquem e atraiam cada vez mais cidadãos da “elite”, no sentido principal conforme o Dicionário Houaiss.


Publicada no jornal O Globo - RJ - em 16/11/2011

sábado, 12 de novembro de 2011

MINISTRO VALENTÃO


Tem certas coisas que ficam até difíceis de comentar, como por exemplo, as várias frases do ministro do trabalho, Carlos Lupi, que está na marca do pênalti pelas inúmeras denuncias de “mal feitos” em sua pasta, como desvios milionários de verbas, frases dentre as quais destacamos: “Sou osso duro de roer”; “Para me tirar só me abatendo à bala" e acrescentou, "tem quer ser bala forte, pois sou um tanto pesado"; e outra pérola:- “Dilma me conhece há mais de trinta anos”, ai podendo estar embutida alguma ameaça, ou seja, eu também a conheço! E, por último, - “Dilma, te amo!” Linda esta última né!
Tem também esta do eminente deputado Paulo Pereira da Silva, o “Paulinho da Força” que se saiu com esta: -“Não dá para aceitar que a imprensa fique derrubando ministro de 15 em 15 dias”
Ora, deputado, a imprensa só noticia o que está acontecendo, ou até o que já aconteceu, o resto é conseqüência. Gozado que as denúncias acabam sempre por vir do chamado “fogo amigo”, ou seja, são eles mesmos, que traídos, põe a boca no trombone.
Interessante que estes ministros defenestrados no governo Dilma lhe foram impostos por seu mentor Lula, que lhe deixou, por assim dizer, “esta herança maldita”.
Daí se vê a importância da Lei da Ficha Limpa, até agora, praticamente sem uso. Esperamos que, pelo menos nas próximas eleições os “fichas sujas” sejam banidos da política nacional. Por falar em “Ficha Limpa”, há dias comentei que um senhor humilde que estava procurando emprego numa construtora, como simples trabalhador braçal, teria que entregar a “sua folha corrida policial”, heis que da mesma constava uma condenação por “pescar fora de época”, com pena de 10 dias de prisão, que, diga-se de passagem, foi cumprida. Sabem o que aconteceu? Não conseguiu o emprego!




Voltando ao ministro do trabalho, fica a pergunta que não quer calar: - Dona Dilma não vai por para correr este falastrão?


O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ( STF ) ESTABELECEU JURISPRUDÊNCIA SEGUNDO A QUAL DIRIGIR EMBRIAGADO É CRIME.- DIDYMO BORGES



O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ( STF ) ESTABELECEU JURISPRUDÊNCIA SEGUNDO A QUAL DIRIGIR EMBRIAGADO É CRIME. Didymo Borges

A eficácia da Lei Seca – aquela que tem por finalidade precípua reduzir a sinistralidade no trânsito penalizando o motorista flagrado após ingerir bebidas alcoólicas – tem sido desabonada pela falta de meios legais para produzir provas e indiciar o motorista embriagado. É sabido que o chamado “jeitinho brasileiro” foi usado para impedir a punição ao motorista alcoolizado que pode se recusar a fazer o teste do bafômetro sob a alegação de que não é lícito produzir provas contra si mesmo. A polícia fica , portanto, impossibilitada de cumprir sua missão vez que a mais contundente prova de que o motorista estava alcoolizado ou não é exatamente o teste do bafômetro. De outro modo o exame de amostra de sangue tem resultado mais demorado e não pode ser efetuado em blitz de rua ou de estrada.



É, portanto, de se comemorar a aprovação pelo Senado Federal do projeto de lei que torna outras evidências da embriaguez eficazes para efeito de punição a quem for flagrado dirigindo após ingestão de bebidas alcoólicas. Ademais, este projeto de lei aumenta substancialmente as penas para as infrações cometidas ao volante como no caso do acidente provocar morte no qual a pena vai de oito a dezesseis anos de reclusão ficando o réu penalizado com a impossibilidade de obter carteira de motorista.



Um Código de Trânsito mais rigoroso e punitivo torna-se uma necessidade premente no Brasil que tem a frota de veículos circulando nas ruas e estradas do país aumentando de forma vertiginosa com o incremento da indústria automobilística nacional.



Didymo Borges

VIDE ABAIXO ARTIGO DO JORNAL DO COMÉRCIO
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Jornal do Commercio – 10/11/2011
SENADO APROVA MAIOR RIGOR PARA LEI SECA


TRÂNSITO Projeto aumenta penas e facilita punição

BRASÍLIA – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem projeto de lei que torna crime dirigir sob efeito de qualquer teor de álcool, acaba com a obrigatoriedade do teste do bafômetro para comprovar a embriaguez do motorista e ainda aumenta as penalidades para infratores, que, atualmente, são submetidos à pena única de seis meses a três anos de detenção.

Ao permitir o uso de outras provas para atestar a embriaguez do motorista, alguns senadores consideram que a proposta, aprovada em caráter terminativo e que agora segue para a Câmara, estabelece a “tolerância zero de álcool” para os motoristas brasileiros. No entanto, admitem que esse ponto ainda terá de ser regulamentado.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) incluiu no texto emenda aumentando significativamente as penas para os condutores de veículos envolvidos em acidentes com vítimas. “A gente espera que isso diminua esse sentimento de impunidade que existe. Pela morosidade da Justiça em analisar esses casos, a atual punição para quem provoca uma morte no trânsito por causa do álcool acaba sem efeito”, comemorou o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), autor do projeto.

Se provocar morte, por exemplo, o motorista poderá ter pena de “reclusão de oito a 16 anos, multa e suspensão ou proibição de se obter permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor”. A pena poderá ser acrescida em um terço ou metade se o motorista não tiver habilitação ou se seu direito de dirigir estiver suspenso.

Se um acidente resultar em lesão corporal gravíssima, a pena poderá variar de seis a 12 anos de prisão. E mesmo se a conduta não resultar em lesão corporal, o motorista ainda estará sujeito à reclusão de um a quatro anos. Se for detectado simplesmente que o condutor está sob efeito do álcool, mesmo não tendo se envolvido em acidente, ele estará sujeito a detenção de seis meses a três anos.

Diante da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de liberar os motoristas do teste do bafômetro, com o argumento de que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, Ferraço incluiu no projeto outros meios para a comprovação de que um condutor está sob o efeito de álcool. Poderão ser usadas provas testemunhais, imagens, vídeos ou “quaisquer outras provas em direito admitidas”, o que, na prática, estabelece uma política de álcool zero para motoristas. Hoje, é permitido dirigir com até 6 decigramas de álcool por litro de sangue.

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) chegou a questionar o fato de que o texto previa punição no caso de “qualquer concentração de álcool ou substância psicoativa” no sangue: “E se eu comer um bombom com licor?”. Mas Demóstenes resolveu o problema apresentando uma emenda retirando a expressão “qualquer”, comentado, porém: “Na prática, é o álcool zero”.


domingo, 6 de novembro de 2011

LULA E O SUS



No fim do ano passado, na época das eleições, o ex-presidente, ao inaugurar uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Recife, disse: -“ela esta tão bem localizada, tão bem estruturada, que dá até vontade de ficar doente para ser atendido”, elogiando várias vezes o SUS. Todavia, horas depois, teve uma crise hipertensiva, o que fez? Internou-se num hospital particular.
Posteriormente, lá mesmo no nordeste, disse a uma platéia delirante, hipnotizada por sua prosopopéia que: “aconselharia o Obama para tratar dos 50 milhões de miseráveis norte-americanos”, propondo-lhe que lá instalasse um sistema igual ao nosso.
Convenhamos, quem, em sã consciência, com uma doença tão grave, não procuraria o melhor atendimento possível? Principalmente tendo recursos, no caso do ex-presidente, pago por nós, pois uma Lei assinada por ele nos estertores de seu mandado, deu a todos os ex-presidentes, todas as mordomias inerentes ao cargo de presidente em exercício.
Ora, as críticas que estão sendo feitas àqueles que sugerem ao Lula o tratamento no SUS, são infundadas, pois as sugestões não tem outra finalidade a não ser exigir um melhor tratamento aos milhões de brasileiros que dependem do Sistema, que os doentes sejam atendidos com presteza, não com uma demora de mais 30 dias para um diagnóstico, que o tratamento comece rapidamente, não com uma demora de mais 120 dias, como é a média nacional, que não faltem remédios como tem acontecido . Isto é que os petistas e seus adeptos não entendem. É bom lembrá-los que quando o também ex-presidente já falecido, Gal. Figueiredo, teve um infarto foi duramente criticado por ter procurado tratamento no exterior, por estes mesmos petistas que hoje se rebelam contra as manifestações a favor do uso do SUS pelo doente. Lula é um mestre no uso das metáforas, esta sugestão para que use o SUS, não passa de uma metáfora, agora feita por seus adversários.
Na realidade, ninguém está vilipendiado o Lula, sim, usando suas próprias e taxativas palavras ” – dá até vontade de ficar doente...”
Na verdade, o que realmente queremos é um SUS muito melhor e que as verbas “desviadas” do erário sejam restituídas e corretamente aplicadas, principalmente na área da saúde e que os ladrões sejam verdadeiramente punidos, não simplesmente “peçam” demissão de seus cargos para onde são realocados indivíduos de sua própria, não queria dizer, porém não há outro modo, “quadrilha”.