terça-feira, 9 de março de 2010

IMPOSTO DE RENDA - CLIENTE NOSSA CAIXA DEVE DEIXAR NÚMERO DO BANCO EM BRANCO


Cliente Nossa Caixa deve deixar número do banco em branco, diz Receita
Órgão afirma que programa do IR não aceita substituição por código do BB. Após liberação do dinheiro, clientes terão de agendar o crédito com banco

A Secretaria da Receita Federal informou nesta quarta-feira (3) que os clientes da Nossa Caixa, instituição financeira comprada pelo Banco do Brasil em 2008, não devem preencher o campo relativo ao número do banco indicado para receber as restituições do Imposto de Renda (IR) 2010, ano-base 2009.

Na terça (2), o Banco do Brasil informou que os contribuintes deveriam simplesmente fazer a substituição dos códigos da Nossa Caixa (151) pelo do BB (001) para indicar o local do recebimento das restituições. Entretanto, o Fisco informou nesta quarta-feira, o programa do IR não está aceitando essa troca de números.

Para que a declaração possa ser validada e enviada, o órgão diz que os correntistas da Nossa Caixa devem deixar o número do banco relativo ao recebimento da restituição em branco. A Receita acrescenta que, até o momento, não há perspectiva de que o número da Nossa Caixa (151) retorne ao menu de bancos que recebem restitiução do IR.

Procurado pelo G1 nesta quarta, o Banco do Brasil reiterou que o cliente da Nossa Caixa deve informar o código 001 e os mesmos números de agência e conta corrente da Nossa Caixa. Caso não consiga concluir a transmissão dos dados, o cliente deverá deixar o campo em branco na declaração do IR e procurar sua agência bancária, orientou a instituição.

Solicitação do crédito

Quando os clientes da Nossa Caixa tiverem suas restituições liberadas pela Receita Federal, entre os meses de junho e dezembro (nos sete lotes tradicionais), eles deverão, segundo a Receita, ligar para o BB (4004-0001 nas capitais e 0800-729-0001, nas demais localidades), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança.

A assessoria de imprensa da Receita Federal negou que houve erro na omissão do código da Nossa Caixa no programa do IR de 2010, para o recebimento das restituições. O próprio Banco do Brasil solicitou que o código não fosse incluído, uma vez que, quando o dinheiro for liberado, as contas da Nossa Caixa já terão migrado para o BB.

De acordo com o Banco do Brasil, a omissão do código da Nossa Caixa foi uma forma de evitar que as transferências feitas pela Receita Federal acabassem recusadas, uma vez que as contas atuais não deverão mais existir dentro de poucos meses.

A Receita Federal disse que é possível pagar o Imposto de Renda na Nossa Caixa porque todos os bancos recebem os valores mediante códigos de barra. Por isso, a instituição aparece no programa do IRPF como possível recebedora de débitos com o IR.

RECEITA FEDERAL - CONSULTA LOTES RESIDUAIS 2008 E 2009

Desde ontem de manhã estão abertas as consultas ao lote residual do Imposto de Renda 2009, ano-base 2008. Os lotes residuais referem-se a contribuintes que caíram na malha fina do Fisco.

As restituições estarão disponíveis para saques em 15 de março nos bancos. As consultas podem ser feitas por meio da página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br), ou pelo telefone 146.

Serão creditadas restituições para 40,4 mil contribuintes neste lote, totalizando R$ 74,7 milhões, valor já acrescido de 8,03% em juros. Desse montante, 6.971 contribuintes foram priorizados conforme a Lei 10.741/2003 (Estatuto do Idoso), totalizando R$ 20,1 milhões.

Lote de 2008

Foram abertas também as consultas a um lote residual do IR 2008, ano-base 2007. Neste caso, as restituições totalizam R$ 25.243.504,41 com correção de 20,10%. Foram contemplados 11.768 contribuintes.

segunda-feira, 8 de março de 2010

TV LULLA INTERNACIONAL


A TV Lulla, que no Brasil só dá traço, operada pela estatal EBC, com o fito claramente eleitoral, já que só exibe propaganda do governo Lulla e de seus amigos, como Chaves, Evo Morales, os irmãos Castro e outros déspotas do mesmo naipe, pretende agora atingir os cerca de 3 milhões de brasileiros que vivem em outros países da América Latina, Estados Unidos, África e Península Ibérica, pretendendo o voto dos eleitores lá residentes. Será que alguém vai perder tempo assistindo as baboseiras e acreditar nelas? Duvido, quem já saiu do nosso pais tem uma idéia bem melhor do que nós para saber o que é, de fato, uma democracia e não vai cair no canto de sereia de uma Dilminha qualquer! As TVs estrangeiras já mostraram bem quem é o Lulla no vergonhoso episódio de sua visita a Cuba quando da morte de Orlando Zapata Tamayo.

A DECEPCIONANTE VISITA DE LULA - MARIO VARGAS LLOSA

Vargas Llosa, Lula e Fidel.



O Estado de S. Paulo, domingo, 07 de Março de 2010

A decepcionante visita de Lula

Mario Vargas Llosa

Minha capacidade de indignação política atenua-se um pouco nos meses do ano que passo na Europa. Suponho que a razão disso seja o fato de que, lá, vivo em países democráticos nos quais, independentemente dos problemas de que padecem, há uma ampla margem de liberdade para a crítica, e a imprensa, os partidos, as instituições e os indivíduos costumam protestar de maneira íntegra e com estardalhaço quando ocorrem episódios ultrajantes e desprezíveis, principalmente no campo político.

Entretanto, na América Latina, onde costumo passar de três a quatro meses ao ano, esta capacidade de indignação volta sempre, com a fúria da minha juventude, e me faz viver sempre temeroso, alerta, desassossegado, esperando (e perguntando-me de onde virá desta vez) o fato execrável que, provavelmente, passará despercebido para a maioria, ou merecerá o beneplácito ou a indiferença geral.

Na semana passada, experimentei mais uma vez esta sensação de asco e de ira, ao ver o risonho presidente Lula do Brasil abraçando carinhosamente Fidel e Raúl Castro, no mesmo momento em que os esbirros da ditadura cubana perseguiam os dissidentes e os sepultavam nos calabouços para impedir que assistissem ao enterro de Orlando Zapata Tamayo, o pedreiro pacifista da oposição, de 42 anos, pertencente ao Grupo dos 75, que os algozes castristas deixaram morrer de inanição - depois de submetê-lo em vida a confinamento, torturas e condená-lo com pretextos a mais de 30 anos de cárcere - depois de 85 dias de greve de fome.

Qualquer pessoa que não tenha perdido a decência e tenha um mínimo de informação sobre o que acontece em Cuba espera do regime castrista que aja como sempre fez. Há uma absoluta coerência entre a condição de ditadura totalitária de Cuba e uma política terrorista de perseguição a toda forma de dissidência e de crítica, a violação sistemática dos mais elementares direitos humanos, de falsos processos para sepultar os opositores em prisões imundas e submetê-los a vexames até enlouquecê-los, matá-los ou impeli-los ao suicídio. Os irmãos Castro exercem há 51 anos esta política, e somente os idiotas poderiam esperar deles um comportamento diferente.

DESCARAMENTO

Mas de Luiz Inácio Lula da Silva, governante eleito em eleições legítimas, presidente constitucional de um país democrático como o Brasil, seria de esperar, pelo menos, uma atitude um pouco mais digna e coerente com a cultura democrática que teoricamente ele representa, e não o descaramento indecente de exibir-se, risonho e cúmplice, com os assassinos virtuais de um dissidente democrático, legitimando com sua presença e seu proceder a caçada de opositores desencadeada pelo regime no mesmo instante em que ele era fotografado abraçando os algozes de Zapata.

O presidente Lula sabia perfeitamente o que estava fazendo. Antes de viajar para Cuba, 50 dissidentes lhe haviam pedido uma audiência durante sua estadia em Havana para que intercedesse perante as autoridades da ilha pela libertação dos presos políticos martirizados, como Zapata, nos calabouços cubanos. Ele se negou a ambas as coisas.

Não os recebeu nem defendeu sua causa em suas duas visitas anteriores à ilha, cujo regime liberticida sempre elogiou sem o menor eufemismo.

Além disso, este comportamento do presidente brasileiro caracterizou todo o seu mandato. Há anos que, em sua política exterior, ele desmente de maneira sistemática sua política interna, na qual respeita as regras do estado de direito, e, em matéria econômica, em vez das receitas marxistas que propunha quando era sindicalista e candidato - dirigismo econômico, estatizações, repúdio dos investimentos estrangeiros, etc. -, promove uma economia de mercado e da livre iniciativa como qualquer estadista social-democrata europeu.

Mas, quando se trata do exterior, o presidente Lula se despe de suas vestimentas democráticas e abraça o comandante Chávez, Evo Morales, o comandante Ortega, ou seja, com a escória da América Latina, e não tem o menor escrúpulo em abrir as portas diplomáticas e econômicas do Brasil aos sátrapas teocráticos integristas do Irã.

O que significa esta duplicidade? Que Lula nunca mudou de verdade? Que é um simples mascarado, capaz de todas as piruetas ideológicas, um político medíocre sem espinha dorsal cívica e moral? Segundo alguns, os desígnios geopolíticos para o Brasil do presidente Lula estão acima de questiúnculas como Cuba, ou a Coreia do Norte, uma das ditaduras onde se cometem as piores violações dos direitos humanos e onde há mais presos políticos.

O importante para ele são coisas mais transcendentes como o Porto de Mariel, que o Brasil está financiando com US$ 300 milhões, ou a próxima construção pela Petrobrás de uma fábrica de lubrificantes em Havana. Diante de realizações deste porte, o que poderia importar ao "estadista" brasileiro que um pedreiro cubano qualquer, e ainda por cima negro e pobre, morresse de fome clamando por ninharias como a liberdade? Na verdade, tudo isto significa, infelizmente, que Lula é um típico mandatário "democrático" latino-americano.

Quase todos eles são do mesmo feitio, e quase todos, uns mais, outros menos, embora - quando não têm mais remédio - praticam a democracia no seio dos seus próprios países, mas, no exterior, não têm nenhuma vergonha, como Lula, em cortejar ditadores e demagogos, porque acham, coitados, que desta maneira os tapinhas amistosos lhes proporcionarão uma credencial de "progressistas" que os livrará de greves, revoluções e de campanhas internacionais acusando-os de violar os direitos humanos.

Como lembra o analista peruano Fernando Rospigliosi, em um artigo admirável: "Enquanto Zapata morria lentamente, os presidentes da América Latina - entre eles o algoz cubano - reuniam-se no México para criar uma organização (mais uma!) regional. Nem uma palavra saiu dali para exigir a liberdade ou um melhor tratamento para os mais de 200 presos políticos cubanos." O único que se atreveu a protestar - um justo entre os fariseus - foi o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera.

De modo que a cara de qualquer um destes chefes de Estado poderia substituir a de Luiz Inácio Lula da Silva, abraçando os irmãos Castro, na foto que me revoltou o estômago ao ver os jornais da manhã.

Estas caras não representam a liberdade, a limpeza moral, o civismo, a legalidade e a coerência na América Latina. Estes valores estão encarnados em pessoas como Orlando Zapata Tamayo, nas Damas de Branco, Oswaldo Payá, Elizardo Sánchez, a blogueira Yoani Sánchez, e em outros cubanos e cubanas que, sem se deixarem intimidar pelas pressões, as agressões e humilhações cotidianas de que são vítimas, continuam enfrentando a tirania castrista. E se encarnam ainda, em primeiro lugar, nas centenas de prisioneiros políticos e, sobretudo, no jornalista independente Guillermo Fariñas, que, enquanto escrevo este artigo, há oito dias está em greve de fome em Cuba para protestar pela morte de Zapata e exigir a libertação dos presos políticos.

O curioso e terrível paradoxo é que no interior de um dos mais desumanos e cruéis regimes que o continente conheceu se encontrem hoje os mais dignos e respeitáveis políticos da América Latina.

MENAS MAHMUD, MENAS...


O iraniano Mahmud Ahmadinejad disse neste sábado, conforme a TV estatal iraniana que os atentados de 11 de setembro de 2001 nas torres gêmeas foram "uma grande mentira" utilizada como justificativa para a invasão do Afeganistão. Assim como nega o "holocausto" o presidente iraniano nega todas as maldades que tem cometido nestes todos anos como presidente de seu pais e nega também que seu programa nuclear não visa a construção da bomba atômica.. Afirmou ainda que o ataque fez parte de "um roteiro e uma ação complexa dos serviços secretos". Creio estar na hora de nosso amado presidente dizer ao seu grande amigo: Menas Mahmud, menas...

SÓ NO BRASIL...

Só no Brasil pode acontecer uma coisa destas: a Câmara do DF discute posse de suplente preso, é isto mesmo que você leu! Geraldo Naves foi preso pela PF por causa da tentativa de suborno de uma testemunha do 'mensalão do DEM' e deveria tomar posse no lugar do renunciante Júnior Brunéli (PSC) que corria o risco de ser cassado. Que problemão, como dar posse a um suplente preso?

domingo, 7 de março de 2010

DEPUTADO DE SÃO PAULO VALE 11 VEZES MENOS QUE O DE RORAIMA



DEPUTADO DE SÃO PAULO VALE 11 VEZES MENOS QUE O DE RORAIMA

As decisões governamentais não são tomadas ouvindo cada cidadão. Nosso sistema político é o representativo. Elas são tomadas pelas deliberações majoritárias dos representantes dos cidadãos. No Legislativo, a nível municipal, as decisões são das Câmaras de Vereadores. A nível estadual, das Assembléias Legislativas. A nível federal, do Congresso Nacional, composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Vamos examinar o caso da Câmara dos Deputados. Como é um órgão representativo, cada cidadão deve considerar-se devidamente representado nele. O que é considerar-se devidamente representado? É haver igualdade na representação. Para ficar mais fácil de entender, vamos a um exemplo. A cada grupo de 1.000 habitantes deve haver um deputado federal. Isso porque a representação política deve estar ligada diretamente à quantidade de pessoas que estão representadas. Em nosso País, não é isso que acontece. Quanto mais populoso o Estado, menos deputados federais tem. Veja, no quadro abaixo, alguns exemplos.



RORAIMA - 395.725 habitantes - tem 8 deputados federais
1 DEPUTADO A CADA 49.465 HABITANTES


AMAPÁ - 587.311 habitantes - 8 deputados federais
1 A CADA 73.413 HABITANTES


RIO GRANDE DO SUL – 10.582.840 habitantes - 31 deputados federais
1 A CADA 341.381 HABITANTES


PARANÁ - 10.284.503 habitantes - 30 deputados federais
1 A CADA 342.816 HABITANTES


SANTA CATARINA - 5.866.252 - 16 deputados federais
1 A CADA 366.640 HABITANTES


SÃO PAULO - 39.827.570 habitantes - 70 depitados federais
1 A CADA 568.965 HABITANTES


Muitos podem achar que o critério adotado é correto: valorizar os Estados mais fracos. Não concordo. Aí pode estar uma das causas de nosso atraso. O leitor deve refletir.



FONTE: http://www.jornalacordabrasil.com.br
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