quarta-feira, 18 de novembro de 2009

LULA, FILHO DO BRASIL - AILEDA DE MATTOS OLIVEIRA


Chega-nos ao conhecimento mais uma demonstração de desequilíbrio psíquico do pífio representante da nação brasileira. A partir de sua ascensão, foram-se perdendo valores que cultivávamos como habituais normas de conduta. Essas mudanças são consequências das alterações semânticas, aceitas pelos órgãos jornalísticos, hoje, também, pouco afeitos à limpidez das idéias. Tais alterações são produtos dos erros de raciocínio e da falta de intimidade vocabular, que a incontinência verbal do senhor feudal, pela repetição, torna-as vernaculares. Tudo isso, aliado à esperteza de um espírito pusilânime, tem o poder de corromper os alicerces de todos os poderes da República.
Se a mentira passa à verdade; se o corrupto contumaz deve ser respeitado por não ser um homem comum; se uma organização terrorista, que inferniza os trabalhadores rurais, torna-se uma instituição lutadora em defesa dos direitos dos sem-terra, é transformar os antônimos negativos em palavras representativas de uma nova ética em curso.
Para que se consuma o novo dicionário da sordidez política brasileira, necessário se torna conhecer, a fundo, em todas as dimensões, o seu autor, personagem central de sua própria propaganda político-eleitoreira. O autoendeusamento torna-o réu confesso do desequilíbrio de que acima nos referimos. Considerar-se a si próprio Filho do Brasil, é exigir a legítima paternidade, a um país que já sofreu todos os vexames do filho que não passa de um bastardo. Como se não bastasse as ofensas de sua diplomacia, ofende-se mais ainda a nação, anunciando a sordidez de cobrar do país a herança que acredita ter direito e pretende obtê-la, através da delegação de poderes de seus iguais, nas urnas em 2010. É mais uma indenização cobrada ao país, considerado culpado pelo filho ilegítimo, pela tendência inata de sua família, de não ter vocação para o trabalho. O filme que ilustra a vida do responsável pela obra de estropiamento da língua, “coincidentemente” será levado à exibição em primeiro de janeiro de 2010.
Regredimos ao populismo desenfreado do brizolismo e percebemos, claramente, a existência de dois Brasis: o que trabalha e estuda para o desenvolvimento nacional e o que vive de estelionato político, sorvendo os impostos pagos pelo primeiro dos Brasis. Em toda imoralidade, encontra-se a logomarca da Globo, que não pode perder dividendos, mesmo que seja patrocinando um retorno aos filmes da velha fase macunaímica da miséria colorida. Não há outro digno representante deste (para mim) repugnante personagem da baixa estima brasileira, criação de Mário de Andrade, que o etílico Lula.
Alguém da escória da personagem do filme em questão deve ter sido o idealizador do título e da narrativa. O embriagado de álcool e de poder tomou posse do Brasil e está alijando, aos poucos, a parte consciente da sociedade, mas ainda sonolenta, para os esconsos vãos que se tornarão guetos dentro em pouco, se não tomarmos uma veemente atitude. Já imagino este filmeco sendo veiculado no agreste, nos sertões, arrebanhando os ingênuos e estimulando-os ao analfabetismo, à bebida e à rebelião. A pressão para um conflito entre brasileiros está se fazendo prenunciar no horizonte. Esta indecência de filme, se consentirmos, se não reagirmos, se não clamarmos contra a mídia que lhe dará vida, poderá servir de estopim para tomadas de posição sérias que não vão deixar de fora a guarda particular do ébrio presidente: o MST.
Como dizem os traficantes do Rio, "está tudo dominado". Eles sabem o que dizem, infelizmente. Tudo está dominado, porque está corrompido pelo dinheiro fácil em troca da traição e da sabotagem. Apenas por patriotismo, sem levarmos nenhuma vantagem, porque pertencemos a outro grupamento ético, que não leu o glossário lulista, sabotemos o filmeco do palhaço de Garanhuns, desde já, para que, no ato da divulgação, caia no ridículo o Filho bastardo do Brasil, que bem poderia ser o Filho de outra coisa que já sabemos o que é. Embora não pareça, o caldeirão da divisão de classes já começou a esquentar. Como não tem a coragem de seu comparsa Chávez e é um poltrão como o Zelaya, usa desses artifícios ultrapassados, mas que caem como uma luva sobre a multidão de ignorantes do interior do país.

Aileda de Mattos Oliveira
Prof.ª Dr.ª de Língua Portuguesa
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

domingo, 15 de novembro de 2009

A TOMADA DO PODER - GRAMSCI E A COMUNIZAÇÃO DO BRASIL

Antonio Gramsci

Em lugar algum no mundo o
pensamento de Gramsci foi tão
disciplinadamente aplicado como está
sendo no Brasil, agora pelo PT, cuja
nomenklatura governamental segue
com rigor as orientações emanadas
dos intelectualóides uspianos que
dirigem o Foro de São Paulo e que têm
como cartilha os Cadernos do Cárcere,
de Gramsci.
Quem não está familiarizado com as
ideologias políticas, por certo estará
perguntando: Quem foi Gramsci e qual
sua relação com o comunismo
brasileiro?
Antonio Gramsci (1891-1937), pensador
e político foi um dos fundadores do
Partido Comunista Italiano em 1921, e
o primeiro teórico marxista a defender
que a revolução na Europa Ocidental
teria que se desviar muito do rumo
seguido pelos bolcheviques russos,
capitaneados por Vladimir Illitch
Ulianov Lênin (1870-1924) e seguido
por Iossif Vissirianovitch Djugatchvili
Stalin (1879-1953).
Durante sua prisão na Itália em 1926,
que se prolongou até 1935, escreveu
inúmeros textos sobre o comunismo os
quais começaram a ser publicados por
partes na década de 30, e
integralmente em 1975, sob o título
Cadernos do Cárcere. Esta publicação,
difundida em vários continentes,
passou a ser o catecismo das
esquerdas, que viram nela uma forma
muito mais potente de realizar o velho
sonho de implantar o totalitarismo,
sem que fosse necessário o
derramamento de sangue, como
ocorreu na Rússia, na China, em Cuba,
no Leste Europeu, na Coréia do Norte,
no Camboja e no Vietnã do Norte,
países que se tornaram vítimas da
loucura coletiva detonada por
ideólogos mentecaptos.
Gramsci professava que a implantação
do comunismo não deve se dar pela
força, como aconteceu na Rússia, mas
de forma pacífica e sorrateira,
infiltrando, lenta e gradualmente, a
idéia revolucionária.
A estratégia é utilizar-se de diplomas
legais e de ações políticas que sejam
docilmente aceitas pelo povo,
entorpecendo consciências e
massificando a sociedade com uma
propaganda subliminar, imperceptível
aos mais incautos que, a priori,
representam a grande maioria da
população, de modo que, entorpecidos
pelo melífluo discurso gramsciano, as
consciências já não possam mais
perceber o engodo em que estão sendo
envolvidas.
A originalidade da tese de Gramsci
reside na substituição da noção de
“ditadura do proletariado” por
“hegemonia do proletariado” e
“ocupação de espaços”, cuja classe,
por sua vez, deveria ser, ao mesmo
tempo, dirigente e dominante. Defendia
que toda tomada de poder só pode ser
feita com alianças e que o trabalho da
classe revolucionária deve ser
primeiramente, político e intelectual.
A doutora Marli Nogueira, juíza do
trabalho em Brasília, e estudiosa do
assunto, nos dá a seguinte explicação
sobre a “hegemonia”:
“A hegemonia consiste na criação de
uma mentalidade uniforme em torno
de determinadas questões, fazendo
com que a população acredite ser
correta esta ou aquela medida, este ou
aquele critério, esta ou aquela ´análise
da situação´, de modo que quando o
comunismo tiver tomado o poder, já
não haja qualquer resistência. Isto
deve ser feito, segundo ensina
Gramsci, a partir de diretrizes
indicadas pelo ´intelectual coletivo´ (o
partido), que as dissemina pelos
´intelectuais orgânicos´ (ou
formadores de opinião), sendo estes
constituídos de intelectualóides de
toda sorte, como professores –
principalmente universitários (porque
o jovem é um caldo de cultura
excelente para isso), a mídia
(jornalistas também intelectualóides) e
o mercado editorial (autores de igual
espécie), os quais, então, se
encarregam de distribuí-las pela
população”.
Quanto à “ocupação de espaços”, pode
ser claramente vislumbrada pela
nomeação de mais de 20 mil cargos de
confiança pelo PT em todo o território
brasileiro, cujos detentores desses
cargos, militantes congênitos, têm a
missão de fazer a acontecer a
“hegemonia”.
Retornando a Gramsci e segundo ele,
os principais objetivos de luta pela
mudança são conquistar, um após
outro, todos os instrumentos de
difusão ideológica (escolas,
universidades, editoras, meios de
comunicação social, artistas,
sindicatos etc.), uma vez que, os
principais confrontos ocorrem na
esfera cultural e não nas fábricas, nas
ruas ou nos quartéis. O proletariado
precisa transformar-se em força
cultural e política, dirigente dentro de
um sistema de alianças, antes de
atrever-se a atacar o poder do Estadoburguês.
E o partido deve adaptar sua
tática a esses preceitos, sem receio de
parecer que não é revolucionário. Isso
o povo brasileiro não está percebendo,
pois suas mentes já foram
entorpecidas pelo governo
revolucionário que está no poder.
Desta forma, Gramsci abandonou a
generalizada tese marxista de uma
crise catastrófica que permitiria, como
um relâmpago, uma bem sucedida
intervenção de uma vanguarda
revolucionária organizada. Ou seja,
uma intervenção do Partido. Para ele,
nem a mais severa recessão do
capitalismo levaria à revolução, como
não a induziria nenhuma crise
econômica, a menos que, antes, tenha
havido uma preparação ideológica. É
exatamente isto que está acontecendo
no presente momento aqui no Brasil: A
preparação ideológica. E está em fase
muito adiantada, diga-se de passagem.
Segundo a doutora Marli Nogueira:
“Uma vez superada a opinião que essa
mesma sociedade tinha a respeito de
várias questões, atinge-se o que
Gramsci denominava ´superação do
senso-comum´, que outra coisa não é
senão a hegemonia de pensamento.
Cada um de nós passa, assim, a ser
um ventríloquo a repetir,
impensadamente, as opiniões que já
vêm prontas do forno ideológico
comunista. E quando chegar a hora de
dizer ´agora estamos prontos para ter
realmente uma ´democracia´ (que, na
verdade, nada mais é do que a
ditadura do partido), aceitaremos
também qualquer medida que nos leve
a esse rumo, seja ela a demolição de
instituições, seja ela a abolição da
propriedade privada, seja ela o fim
mesmo da democracia como sempre a
entendemos até então, acreditando que
será muito normal que essa ´volta à
democracia´ se faça por decretos, leis
ou reformas constitucionais”.
Lênin sustentava que a revolução
deveria começar pela tomada do
Estado para, a partir daí, transformar a
sociedade. Gramsci inverteu esses
termos: a revolução deveria começar
pela transformação da sociedade,
privando a classe dominante da
direção da “sociedade civil” e, só
então, atacar o poder do Estado . Sem
essa prévia “revolução do espírito”,
toda e qualquer vitória comunista seria
efêmera.
Para tanto, Gramsci definiu a
sociedade como “um complexo
sistema de relações ideais e culturais”
onde a batalha deveria ser travada no
plano das idéias religiosas, filosóficas,
científicas, artísticas etc. Por essa
razão, a caminhada ao socialismo
proposta por Gramsci não passava
pelos proletariados de Marx e Lênin e
nem pelos camponeses de Mão Tse
Tung, e sim pelos intelectuais, pela
classe média, pelos estudantes, pela
cultura, pela educação e pelo efeito
multiplicador dos meios de
comunicação social, buscando, por
meio de métodos persuasivos,
sugestivos ou compulsivos, mudar a
mentalidade, desvinculando-a do
sistema de valores tradicionais, para
implantar os valores da ideologia
comunista.
Fidel Castro, com certeza, foi o último
dinossauro a adotar os métodos de
Lênin. Poder-se-á dizer que Fidel é o
último dos moicanos às avessas
considerando que seus discípulos Lula,
Morales, Kirchner, Vasquez e Zapatero,
estão aplicando, com sucesso, as teses
do Caderno do Cárcere, de Antônio
Gramsci. Chávez, o troglodita
venezuelano, optou pelo poder força
bruta e fraudes eleitorais. No Brasil,
por via das dúvidas, mantêm-se ativo e
de prontidão o MST e a Via
Campesina, como salvaguarda, caso
tenham que optar pela revolução
cruenta que é a estratégia leninista.
Todos os valores que a civilização
ocidental construiu ao longo de
milênios vêm sendo sistematicamente
derrubados, sob o olhar complacente
de todos os brasileiros, os quais, por
uma inocência pueril, seja pelo
resultado de uma proposital fraqueza
do ensino, seja por uma ignorância dos
reais intentos das esquerdas, nem
mesmo se dão conta de que é a
sobrevivência da própria sociedade
que está sendo destruída.
Perdidos esses valores, não sobra
sequer espaço para a indignação que,
em outros tempos, brotaria
instantaneamente do simples fato de
se tomar conhecimento dos últimos
acontecimentos envolvendo
escancaradas corrupções em todos os
níveis do Estado..
O entorpecimento da razão humana,
com o conseqüente distanciamento
entre governantes e governados, já
atingiu um ponto tal que, se não
impossibilitou, pelo menos tornou
extremamente difícil qualquer tipo de
reação por parte do povo.
Estando os órgãos responsáveis pela
sua defesa – imprensa, associações
civis, empresariado, clero, entre outros
– totalmente dominados pelo sistema
de governo gramsciano que há anos
comanda o País, o resultado não
poderia ser outro: a absoluta
indefensabilidade do povo brasileiro. A
este, alternativa não resta senão a de
assistir, inerme e inerte, aos abusos e
desmandos daqueles que, por dever de
ofício, deveriam protegê-lo em todos
os sentidos.
A verdade é que os velhos métodos
para implantação do socialismocomunismo
foram definitivamente
sepultados. Um novo paradigma está
sendo adotado, cuja força avassaladora
está sendo menosprezada, e o que é
pior, nem percebido pelo povo
brasileiro.
O Brasil está sendo transformado,
pelas esquerdas, num laboratório
político do pensamento de Gramsci sob
a batuta de Lula, o aluno aplicado, e a
tutela do Foro de São Paulo.

sábado, 14 de novembro de 2009

PARA SALVAR O PLANETA PRODUZA MAIS CO2, DIZ...




Frank J. Tipler [foto], professor de Física Matemática na Universidade de Tulane e co-autor de “The Anthropic Cosmological Principle” e outros livros, apontou um argumento elementar: o CO2 é o primeiro e mais importante alimento das plantas. E estas são o elo primordial da corrente da vida. O CO2 é a fonte de carbono para a química orgânica. Sem ele, os seres vivos desapareceriam. Quanto menos CO2 no ar, menos as plantas o sintetizam. Em conseqüência, menor será a massa vegetal e menos alimento haverá para os animais, e obviamente para os humanos. Eliminado o CO2, morre toda a biosfera. Mas, a histeria ambientalista trata esse gás benéfico como um “tóxico” perigoso para a Terra.As plantas eram muito mais produtivas quando, em época longínqua, o CO2 atingiu 0,1 % da atmosfera, escreveu Tipler. Depois, essa proporção caiu para 0,02% e hoje gira em volta 0,0379%, cifra inexpressiva.
O ser humano, agricultor inteligente, percebeu há milênios a necessidade que tem os vegetais de CO2. Por isso, começou a aplicá-lo nas plantações na forma de adubo orgânico, e, depois, químico. O homem tirou proveito também dos imensos depósitos de carbono existentes no subsolo em forma de carvão mineral, petróleo e gás. E depois de trazê-lo à superfície o homem o converteu em CO2. Isto favoreceu os vegetais elevando a participação do CO2 na atmosfera até o nível hodierno. A tentativa de reduzir o volume de CO2 não só não salva a terra, mas é contraproducente para a biosfera. “É um ato profundamente mau”, escreveu Tipler. Mas nem o bom senso nem as matemáticas fazem efeito nos histéricos. O Premio Nobel de Economia Paul Krugman qualificou a oposição ao projeto de lei do presidente Obama para reduzir o CO2 de “traição contra o planeta”! É um dos exemplos mais aberrantes do fanatismo ambientalista desligado da realidade, comentou Tipler.
Krugman num ataque súbito de fervor meio religioso, escreveu que “aqueles que querem reduzir o uso de combustíveis fósseis são inimigos mortais da biosfera. Devem ser detidos a todo custo!”Tipler explicou que Krugman presume que as condições climáticas de há um século eram as “naturais” e não devem ser mudadas. Mas não tem idéia do que está falando. Ele usa um critério subjetivo para denunciar a humanidade e a civilização. Este posicionamento arbitrário, anti-histórico e danoso, entretanto, é considerado “progressista” pela mídia que concede largos espaços para o excitado economista e abafa a voz dos cientistas prudentes.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

SALADA MISTA - DOCA RAMOS MELLO


A semana que passou foi muito boa, tive até dificuldades em selecionar assuntos dos quais tratar aqui, mas creio que meu esforço será reconhecido porque usei um critério racional na escolha, só vou contar o melhor. Assim, vamos à vaca fria.
Antes de mais nada, a entrevista de Caetano Veloso para Sônia Racy no Estadão. Caê, todo mundo está bege de saber, gosta de falar empolado, nunca diz ‘impraticável’, prefere ‘inexequível’, até nome de show dele carece de tradução simultânea ou a os fãs podem ficar sem rumo. Zii e Zie – que tal, heim? Os novos baianos que ‘causaram’ na década de 60 e agora já são baianos velhos de cabelos brancos sempre primaram por um discurso quase barroco, rococó mesmo, talvez uma vingança deles por conta de o Brasil inteiro comentar que o baiano é sossegado, mole, devagar, preguiçoso, e só gosta de rede e água de coco – fora do coco, desde que alguém tome a providência de abrir esse coco para ele, sabe como é, meu rei, aquela casca duuuura, oxe... Folclore puro, mas uma conversinha singela entre Caê e Gilberto Gil precisa de, no mínimo, uns cinco intérpretes. Juramentados, se possível.
Pois muito bem.
Eis que Caê abriu mão de construções camonianas e discussões socráticas, para ir direto ao ponto dizendo que V. Exa. Metalurgíssima é analfabeto. A-nal-fa-be-to, assim, na lata. Santíssimo Sacramento do altar, a casa caiu! Gente de todos os matizes se pronunciou a respeito, Nelson Motta a favor, um escritor que ninguém conhece meteu a lenha no compositor de Alegria, Alegria, teve quem aplaudisse, quem ficasse injuriado, foi um forfait completo. E Caê lá, na rede, só apreciando a tsunami. Ou não.
Dias antes, a atriz Maitê Proença havia dito, em um programa de tv que “o brasileiro não está preparado para ouvir a verdade”. E não está mesmo. Por isso inventou essa desgraceira do politicamente correto, eufemismos imbecis, metáforas esquisitas, tudo conversa de cerca-lourenço para não abrir o verbo. Porém, trata-se de algo bastante seletivo... Quando Collor de Mello caiu na esparrela que o levou ao impeachement, foi chamado de ladrão, ordinário, sem-vergonha, cafajeste, cheirador, oligarca, embusteiro, o diabo a quatro. Mas, Collor tinha contra ele alguns quesitos que permitiam esses ataques frontais: bem nascido, bonitão, viajado, rico, chique, falava bem, zelite enfim. Então, tudo certo. Agora, apontar qualquer coisa negativa em um “pobre” metalúrgico de nove dedos, filho de mãe que nasceu analfabeta, sertanejo retirante, sindicalista, feio, portador de português de beira de estrada e voz de taquarais rachados, bebedor de 51, ah, pode não, é preconceito...
Pois Caetano mandou ver, ó pai, ó!
Mudando de saco para mala...
Segundo: já ouviu falar de Vladimir Poleto? Não?! Então, fique sabendo que esse bravíssimo brasileiro tinha somente oito anos em 1964, mas isso não o impediu de arregaçar as mangas para lutar contra os inimigos da pátria. Um herói! Foi companheiro de bravura do garotinho Paulo Okamoto, também com oito anos, na trincheira, veja você, dois meninos imberbes e de calças curtas que poderiam estar soltando pipa ou jogando futebol de capotão, eis que esses conscientes brasileirinhos deixaram de viver sua infância risonha e franca para se dedicar ao Brasil, hipi, hipi, urraaaa!!! E como Paulo Okamoto já foi indenizado pelo governo (à nossa custa, à nossa custa, adoramos bancar essa anistia!) por esse sacrifício que ele fez quando ainda nem sabia dizer os nomes dos Estados brasileiros e suas capitais, mas pegou em armas para defender os brasões da nossa terra, Vladimir Poleto também quer seu quinhão. Nada mais justo. Pelo que li esses dias, estavam para julgar o mérito da indenização, mas a gente apóia, apóia, ele merece.
Quem é Poleto atualmente?
Bem... Sabe aquela história dos milhares de dólares que vieram de Cuba para aquecer a eleição de Lula? Era ele o portador da bufunfa e isso até deu uma confusãozinha, sabe como é, tem sempre uma oposição FDP querendo deturpar tudo, mas graças a Deus o antigo herói mirim, pinçado com a mão na massa, digo, nos dólares, se revelou surpreso com o conteúdo do pacote. “Jurava que fosse uísque!”, disse ele candidamente, embasado na fama da terra de Fidel como fabricante de destilados nobres. Poleto afirma ter sido perseguido no período da ditadura militar e há momentos em que chora ao se lembrar que “quase” foi preso naqueles duros tempos de batalha, quando ele e Okamoto eram conhecidos como Dois Filhinhos da Luta, ô dó! Portanto, indenize-se o herói e os invejosos que parem de ficar com picuinha. Espero que logo apareça um cineasta para filmar a saga dos garotos contra a ditadura, título bom já tem...
E para arrematar, yes, queridos, nós temos auxílio-reclusão! Todo preso em regime fechado ou semiaberto tem direito a essa bolsa social, atualmente de R$ 710,08 por filho dependente até os 21 anos, não é uma coisa linda e justa?! Pelo menos Edyleide Vivianne acha. Ela, que tem três filhos com Juca Caveira e outros dois com Renildo Monte de Pó, presos em unidades de segurança máxima, está feliz da vida com seus cinco auxílios, afinal a filharada é tudo “dimenor”. Sem contar que Kenelly Greycy, sua filha mais velha, de 16 anos, além de receber pelo lado do pai, Juca, ainda garfa mais duas boladas porque tem dois filhos com Arnaldinho Morte Certa, o ‘ficante’ dela, também encarcerado. E Anyelle Rayanna, a filha de 14 anos de Edy, já está grávida de Bibinho Corta-Garganta, recentemente preso. Ou seja, mais setecentos mangos vêm aí. Fazendo as contas, mãe e filhas têm um salário mensal excelente, portanto não deixa de ser um negócio bom esse novo GBR - Golpe da Barriga Repaginado.
O Brasil, como sempre, dá mais um show de bola no mundo inteiro, incluindo na potência chinesa, onde, dizem por aí, o governo muquirana cobra da família do executado a bala usada na execução, que mão de vaca... Se há críticas? Claro, já existe quem diga que não demora e os filhos dos presos brasileiros vão receber o Bolsa-Caviar Beluga. Mas é deboche, imagina...
Doca publicou esta crônica em:

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

RECEITA ABRE CONSULTA AO 6º LOTE ....

Receita abre hoje, (9/11), consulta ao 6º Lote Multi-exercício do IRPF (exercícios 2008 e 2009)
A Receita Federal do Brasil libera às 9 horas da próxima segunda-feira (9/11), consulta ao 6º lote de restituições multi-exercício do Imposto de Renda da Pessoa Física (ano calendário 2009 e 2008).

No dia 16 de novembro de 2009 serão creditadas, simultaneamente, as restituições referentes aos exercícios de 2009 e 2008 para um total de 2.138.113 contribuintes, totalizando R$ 2 bilhões de reais.

Para o exercício de 2009, serão creditadas restituições para 2.125.588 contribuintes, totalizando R$ 1.967.796.186,84, acrescidos de 5,39% (Selic de maio a novembro/2009).

Já para o lote residual de 2008, as restituições totalizam R$ 32.203.813,16, com correção de 17,46% (Selic de maio de 2008 a novembro de 2009). Foram contemplados 12.525 contribuintes.

Para saber se terá a restituição liberada nesse lote, o contribuinte poderá acessar a página da Receita na Internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para o Receitafone 146, informando o número do CPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte deverá se dirigir ou ligar para uma das agências do Banco do Brasil ou para o ‘BB responde’ 4004-0001 (capitais) ou 0800-729-0001 (demais localidades), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança em seu nome, em qualquer banco.

A restituição ficará disponível no banco por um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la mediante Formulário Eletrônico (Pedido de Pagamento de Restituição), disponível na página da Receita Federal na Internet.

A consulta ao extrato de processamento da declaração, também, poderá ser feita na Internet (www.receita.fazenda.gov.br).

domingo, 8 de novembro de 2009

A QUEDA DO MURO DE BERLIM


Amanhã, 09/11/2009, vamos comemorar vinte anos da queda do Muro de Berlim. Milhares de alemães foram mortos apenas por tentarem transpo-lo. Assim como os cubanos não podem deixar o paraíso de Fidel Castro, os alemães também não podiam deixar o paraíso comunista da Alemanha oriental. A queda do Muro simbolizou a derrocada do sistema socialista da União Soviética e do leste europeu. Vários fatores contribuíram para a sua queda: os acontecimentos na Polônia, o massacre da Praça Tiananmem, em Pequim, a inação da Rússia e dos Estado Unidos que acabaram por criar um ambiente propício ao acontecimento que marcou o fim de uma época. Esperemos que nunca mais muros sejam erguidos para separar povos. Que aquele que está sendo construído por Israel seja logo derrubado!

CAETANO E LULLA



Em entrevista ao Estadão há alguns dias, o cantor e compositor baiano Caetano Veloso causou a maior polêmica ao dizer: -""Não posso deixar de votar nela (Marina Silva) . É por demais forte, simbolicamente, para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem." Até declarar sua opção por Marina, tudo bem, o que causou a maior polêmica foi sobre o Lulla: "não sabe falar...". Tudo isto nós já sabíamos deste antes de sua eleição para presidente. Caetano, que o apoiou, como a maioria dos artistas, não sabia. Não é só isto, era um analfabeto que se mostrava todo cheio de "boas intenções", das quais dizem, o inferno está cheio, até que estaria bom se cumprisse tudo que prometeu. O pior foi a desilusão daqueles que "não tiveram medo de ser felizes" como dizia a propaganda do PT à época. O PT era o único dono da ética, para seu líder máximo não existia, nem existe até hoje, alguém capaz de discutir ética com ele. Hoje, depois de varridos para debaixo do tapete todos os escândalos que derrubaram seus principais ministros e colaboradores, dos enriquecimentos absurdos de seus próximos, dos mensalões, dos dólares na cueca e tantas outras canalhices o baiano finalmente acordou! Esperemos que o eleitorado também acorde. O homem está com quase oitenta por cento de popularidade, pelo menos, vamos esperar que desta vez o eleitorado não vá em seu canto de sereia e não transfira toda esta popularidade para a candidata que ele quer impingir ao pais e ao próprio PT.
Foto: Fábio Motta/AE